domingo, 17 de outubro de 2010

AS REVELAÇÕES DO APOCALIPSE

Capítulo 1

Apocalipse


Uma parábola viva do Fim do Mundo

No Apocalipse são pintadas as coisas profundas de Deus. O próprio nome dado a suas inspiradas páginas, "revelação", contradiz a afirmação de que é um livro selado. Uma revelação é alguma coisa que foi revelada. O próprio Senhor revelou a Seu servo os mistérios contidos neste livro, e propõe que seja aberto ao estudo de todos. Suas verdades são dirigidas aos que vivem nos últimos dias da história da Terra, como o foram aos que viviam nos dias de João. Algumas das cenas descritas nesta profecia estão no passado e algumas estão agora tendo lugar; algumas apresentam-nos o fim do grande conflito entre os poderes das trevas e o Príncipe do Céu e algumas revelam os triunfos e o regozijo dos remidos na Terra renovada. Atos dos Apóstolos, 584.

1) O que Deus revela sobre os Seus planos para o nosso futuro? Jeremias 29:11.

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Verso 1 Revelação (Declaração ou divulgação de coisa que estava em segredo ou era ignorada) de Jesus Cristo (que se origina nEle e que O revela), a qual Deus lhe deu (desde a entrada do pecado toda a comunicação entre o Céu e a Terra tem sido por meio de Cristo, que é o Representante legal da Divindade ante à humanidade caída) para mostrar aos seus servos (aqueles que são obedientes) as coisas que brevemente devem acontecer (isto é, na plenitude dos tempos); e pelo seu anjo as enviou (este anjo é Gabriel {Lucas 1:19}, representado o interesse das hostes angélicas em socorrer a humanidade {Hebreus 1:14 }) e as notificou a João, seu servo (o qual recebera a promessa de ver Jesus pessoalmente antes de morrer { João 21:22 e 23 }, e que na compreensão de muitos deveria viver até a Segunda Vinda de Cristo, porém a promessa estava sendo cumprida neste momento),

Verso 2 o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo (declarou ter visto ou conhecido o cumprimento das profecias dadas por Deus, e deu testemunho por preceito e exemplo de tudo o que Deus lhe revelara através do primeiro advento e da revelação do Apocalipse), e de tudo o que tem visto (na vida de Cristo em Seu primeiro advento e em suas visões).

2) Qual é o meio que o Senhor utiliza para nos revelar Seus propositos a nosso respeito? Amós 3:7.

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Verso 3 Bem-aventurado (muito feliz) aquele que lê (os que tem acesso às diretrizes dadas por Deus), e os que ouvem as palavras desta profecia (os que entendem sua mensagem de libertação), e guardam as coisas que nela estão escritas (os que praticam e vivem em função de agradar o Autor do livro); porque o tempo está próximo (como vivemos nos últimos momentos do “tempo”, as profecias do Apocalipse tem uma importância crucial para nós).

3) Quais são os meios estabelecidos pelo Senhor para que sejamos felizes agora e no futuro? Provérbios 29:18; Salmos 119:1 e 2.

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Verso 4 João, às sete igrejas que estão na Ásia (que através de suas características peculiares passariam agora a representar toda a História do povo de Deus em todas as épocas da era Cristã): Graça (oportunidade de receber a vida eterna) e paz (satisfação de pertencer à família de Deus) seja convosco da parte daquele que é (isto é, o que tem a vida em Si mesmo, todo suficiente, o grande Eu Sou), e que era (referindo-se à Sua eterna existência), e que há de vir (revela um Deus que não muda {Malaquias 3:6}, e que cumpre fielmente com Suas promessas), e da dos sete Espíritos (refere-se à ação perfeita do Espírito Santo na vida dos fiéis) que estão diante do seu trono (isto simboliza Sua disposição para agir imediatamente sob a supervisão da Divindade);

Verso 5 E da parte de Jesus Cristo (que cumpre o quadro dos que lutam para que a graça e a paz sejam reais na vida dos cristãos), que é a fiel testemunha (do desamparo humano, que, embora sendo o próprio Deus, sentiu isso na pele), o primogênito dos mortos (o que tem a primazia sobre a morte, pois os que ressuscitaram em todas as épocas e os que ressuscitarão no futuro dependem totalmente de Sua vitória sobre a morte) e o príncipe dos reis da terra (O que reconquistou através de árdua batalha contra o mal o primeiro domínio perdido por Adão a Satanás no Éden) . Àquele que nos ama (que revelou uma disposição de nos salvar incompreensível a nós), e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados (e materializou este amor entregando-Se para que não fossemos achados culpados diante de Deus),

4) Quais são as expressões usadas na Bíblia para revelar a intensidade do amor de Deus para conosco? Jeremias 31:3; João 3:16.

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Verso 6 e nos fez reis (que significa participantes do reino que Cristo veio fundar na Terra) e sacerdotes (que ministram juntamente com Ele com o propósito de promoverem este reino através de um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional, com consciência {Romanos 12:1}) para Deus e seu Pai (é assim que a Divindade nos vê, quando aceitamos a intercessão de Cristo em nosso favor), a ele, glória (valor tributado) e poder (domínio universal) para todo o sempre. Amém!

5) Qual é o propósito de Deus ao estabelecer-nos como reis e sacerdotes? I Pedro 2:9.

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Verso 7 Eis que vem com as nuvens (aqui João expressa a certeza que há quanto ao segundo advento de Cristo, para concluir Sua obra de restauração), e todo olho o verá (todos terão a oportunidade de ver que Deus não falha com Seus escolhidos), até os mesmos que o traspassaram (os que se arregimentaram no exercito do inimigo e tentaram impedir os planos de Deus {Mateus 26:64}); e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!

Verso 8 Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso (Jesus assume Seu papel como o Grande Eu Sou que atuou em toda a historia humana, o Libertador do povo de Deus, que possui todo o poder no céu e na Terra, e o usa para salvar a humanidade tão preciosa a Seus olhos.

Ninguém deve desanimar no estudo do Apocalipse por causa dos seus símbolos aparentemente místicos. “ E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.”
Tiago 1:5.


Olá amigo(a) leitor(a) estamos editando um estudo sobre o APOCALIPSE e gostariamos da sua participação.

Você viu que temos algumas perguntas e gostariamos de sua resposta envie para prado.7@hotmail.com, basta copiar e colar o estudo no microsoft office word e encaminhar para o endereço de email que teremos o prazer de tirar suas dúvidas com respeito ao estudo do APOCALIPSE.

A equipe do PROJETO PACTO agradece e bom estudo!!

Daniel - Capítulo 2 - Parte 2


O SONHO E SUA INTERPRETAÇÃO

Por isso Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios de Babilônia; entrou, e disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e lhe darei a interpretação.

Então Arioque depressa introduziu Daniel à presença do rei, e disse-lhe assim: Achei dentre os filhos dos cativos de Judá um homem que fará saber ao rei a interpretação.

A primeira preocupação de Daniel foi a de rogar pelos sábios de Babilônia para que a sentença que pesava sobre eles fosse anulada. Não tinham feito nada para ganhar o indulto, mas se salvaram pela presença de um homem justo entre eles. Com freqüência ocorreu isto. Os retos são a "sal da terra". Têm a qualidade de preservar. Devido à presença de Paulo no barco, os marinheiros e todos os que estavam a bordo se salvaram. Os ímpios não sabem quanto devem aos justos. No entanto, com freqüência os maus ridicularizam e perseguem precisamente àqueles a quem devessem agradecer pela preservação de sua vida.

Possivelmente pela grande alegria de que o segredo tivesse sido revelado. Agora poderia ver-se livre da sangrenta tarefa de executar a todos os sábios, missão para a qual sem dúvida não tinha ânimo.

Respondeu o rei e disse a Daniel, cujo nome era Beltessazar: Podes tu fazer-me saber o sonho que tive e a sua interpretação?

Daniel não tinha nenhum desejo de exaltar-se sobre os sábios. Ao invés, desejava fazer ver ao rei a futilidade de confiar em seus sábios quando precisava conselho e ajuda. Esperava que o rei voltasse os olhos para o grande Deus celestial, o Deus a quem Daniel adorava o Deus dos hebreus, cujo povo tinha sido vencido pelo rei.

Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O mistério que o rei exigiu, nem sábios, nem encantadores, nem magos, nem adivinhadores lhe podem revelar;

Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de suceder nos últimos dias. O teu sonho e as visões que tiveste na tua cama são estas:

Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos sobre o que havia de suceder no futuro. Aquele, pois, que revela os mistérios te fez saber o que há de ser.

E a mim me foi revelado este mistério, não por ter eu mais sabedoria que qualquer outro vivente, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração.

A mensagem do sonho era para a instrução de Nabucodonosor bem como a dos governantes e povos até o fim do tempo. O esboço da profecia nos leva desde o tempo de Nabucodonosor até o fim do mundo e a segunda vinda de Cristo. Nabucodonosor almejava conhecer o futuro que pressentia tenebroso. Deus lhe revelou o futuro, não para satisfazer sua curiosidade senão para acordar em sua mente um sentido de responsabilidade pessoal para com o plano celestial.

Neste sonho se representam acontecimentos futuros que começam no tempo de Daniel e Nabucodonosor e que se estendem até o fim do mundo.

Tu, ó rei, na visão olhaste e eis uma grande estátua. Esta estátua, imensa e de excelente esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível.

A cabeça dessa estátua era de ouro fino; o peito e os braços de prata; o ventre e as coxas de bronze;

As pernas de ferro; e os pés em parte de ferro e em parte de barro.

Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.

Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levaram, e não se podia achar nenhum vestígio deles; a pedra, porém, que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra.

Este é o sonho; agora diremos ao rei a sua interpretação.

O plural indica que Daniel incluía a seus colegas com ele. Eles se lhe tinham unido em fervente oração para que a interpretação fosse revelada, e Daniel pode ter querido reconhecer a participação que lhes coube no assunto

Tu, ó rei, és rei de reis, a quem o Deus do céu tem dado o reino, o poder, a força e a glória;

Em suas inscrições Nabucodonosor atribui seu sucesso como rei a seu deus Marduk, mas Daniel em forma cortês corrige esta idéia equivocada. Afirma que é o Deus do céu quem lhe deu tal poder.

E em cuja mão ele entregou os filhos dos homens, onde quer que habitem os animais do campo e as aves do céu, e te fez reinar sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro.

Nabucodonosor era a personificação do Império Neobabilônico. As conquistas militares e o esplendor arquitetônico de Babilônia se deviam, em grande parte, a suas proezas.

Para embelezar a cidade de Babilônia se tinha usado ouro em abundância. Heródoto descreve com profusão de termos o resplendor do ouro nos templos sagrados da cidade. A imagem do deus, o trono sobre o qual estava sentado, a mesa e o altar estavam feitos de ouro.

Nabucodonosor sobressaía entre os reis da antigüidade. Deixou a seus sucessores um reino grande e próspero.

Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra.

Alguns comentadores explicaram que o termo "inferior" significa "mais abaixo na imagem", ou "embaixo". A expressão significa corretamente, "para abaixo", "para a terra", mas neste versículo Daniel não fala da posição relativa dos metais, senão das nações. Ao contrastar os dois reinos, encontramos que ainda que o segundo foi mais extenso, certamente foi inferior em luxo e magnificência. Os conquistadores medos e persas adotaram a cultura da complexa civilização babilônica, porque a sua estava muito menos desenvolvida.

Este segundo reino da profecia de Daniel é chamado Império Medo-Persa, porque começou como uma combinação em media e Pérsia. Incluía o mais antigo Império Medo e as aquisições mais recentes do conquistador persa Ciro.

O sucessor do Império Medo-Persa foi o Império "Grego" (mais propriamente Macedônico ou Helenístico) de Alexandre Magno mais conhecido como (Alexandre o Grande) e seus sucessores, os capitães da guarda do Rei da Grécia Alexandre são esses (Seleuco, Cassandro, Lisimaco e Ptolomeu).

O último rei do Império Persa foi Darío III (Codomano), que foi derrotado por Alexandre nas batalhas de Gránico (334 a. C.), ISO (333 a. C.), e Arbela ou Gaugamela (331 a. C.).

Os soldados gregos se distinguiam por sua armadura de bronze. Seus capacetes, escudos e machados de batalha eram de bronze.

A história registra que o domínio de Alexandre se estendeu sobre Macedônia, Grécia e o Império Persa. Incluiu a Egito e se expandiu pelo oriente até a Índia. Foi o império mais extenso do mundo antigo até esse tempo. Seu domínio foi "sobre toda a terra" no sentido de que nenhum poder da terra era igual a ele, e não porque cobrisse todo mundo, nem ainda toda a terra conhecida nesse tempo. Um "poder mundial" pode definir-se como aquele que está acima de todos os demais, invencível; não necessariamente porque governe a todo mundo.

E haverá um quarto reino, forte como ferro, porquanto o ferro esmiúça e quebra tudo; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele quebrantará e esmiuçará.

É evidente que o reino que sucedeu aos restos divididos do Império Macedônico de Alexandre foi o que Gibson chamou muito adequadamente a "monarquia de ferro" de Roma, ainda que não era monarquia no tempo em que chegou a ser o principal poder do mundo.

Desde então Roma se fez dona do Mediterrâneo ocidental e era mais poderosa do que qualquer dos Estados do oriente, ainda que ainda não se tivesse enfrentado com eles. Desde então Roma primeiro dominou e depois absorveu, um depois de outro, aos três reinos que ficaram dos sucessores de Alexandre, e assim chegou a ser o seguinte grande poder mundial depois do de Alexandre. Este quarto império foi o que mais durou e o mais extenso dos quatro, pois no século II d. C. estendia-se desde Inglaterra até o Eufrates.

Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo.

E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil.

Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão pelo casamento; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.

o E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.

o A profecia de Daniel suportou e suportará a prova do tempo. Algumas potências mundiais foram débeis, outras fortes. O nacionalismo continuou com vigor. As tentativas de converter num império único e grande as diversas nações que surgiram do quarto império terminaram no fracasso. Certas seções se uniram transitoriamente, mas a união não resultou nem pacífica nem permanente.

o Teve também muitas alianças políticas entre as nações. Estadistas de ampla visão por diversos médios trataram de realizar uma federação de nações que se desempenhasse eficazmente, mas todas essas tentativas se frustraram.

o A profecia não declara especificamente que não poderia ter uma união transitória de vários elementos, por meio da força das armas ou de uma dominação política. No entanto, afirma que se se tentasse ou se conseguisse formar tal união, as nações que a integrassem não se fusionariam organicamente, e continuariam seus receios mútuos e hostis. Uma federação formada sobre tal fundamento está condenada à ruína. O sucesso passageiro de algum ditador ou de alguma nação não deve assinalar-se como o fracasso da profecia de Daniel. Ao fim Satanás poderá formar uma união transitória de todas as nações (Apocalipse. 17: 12-18; Apocalipse. 16: 14), mas a confederação será efêmera, e em pouco tempo os elementos que formem essa união se voltarão um contra o outro.

Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; nem passará a soberania deste reino a outro povo; mas esmiuçará e consumirá todos esses reinos, e subsistirá para sempre.

Muitos comentadores trataram de fazer deste detalhe da profecia uma predição da primeira chegada de Cristo e da posterior conquista do mundo pelo Evangelho. Mas este "reino" não devia coexistir com nenhum daqueles quatro reinos; devia suceder à fase do ferro e barro misturados, que ainda não tinha chegado quando Cristo esteve na terra. O reino de Deus estava ainda no futuro nesse tempo, como o Senhor disse claramente a seus discípulos no último jantar (Mat. 26: 29). Tem de ser estabelecido quando Cristo vinga no dia final para julgar aos vivos e aos mortos (II TIM. 4: 1; Mat. 25: 31-34).

Porquanto viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro, o grande Deus faz saber ao rei o que há de suceder no futuro. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.

Este reino tem origem sobre-humana. Tem de ser fundado, não pelas hábeis mãos dos homens, senão pela poderosa mão de Deus.

Então o rei Nabucodonosor caiu com o rosto em terra, e adorou a Daniel, e ordenou que lhe oferecessem uma oblação e perfumes suaves.

Respondeu o rei a Daniel, e disse: Verdadeiramente, o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador dos mistérios, pois pudeste revelar este mistério.

Então o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitas e grandes dádivas, e o pôs por governador sobre toda a província de Babilônia, como também o fez chefe principal de todos os sábios de Babilônia.

Até esse momento Nabucodonosor conhecia pouco do Deus verdadeiro, e ainda menos da maneira como se o devia adorar. Até ali seu conhecimento de Deus estava limitado ao que tinha visto do caráter divino refletido na vida de Daniel e o que Daniel lhe tinha dito de Deus. É muito possível que Nabucodonosor, ao ver em Daniel o representante vivo de "os deuses cuja morada não é com a carne" (vers. 11), tivesse a intenção de que os atos de adoração que dispôs para Daniel fossem para honrar ao Deus de Daniel. Sem dúvida, por seu limitado conhecimento do verdadeiro Deus, Nabucodonosor estava fazendo o melhor do que sabia nessa ocasião para expressar sua gratidão e honrar àquele cuja sabedoria e cujo poder tinham sido demonstrado em forma tão impressionante.

Nabucodonosor, que chamava a seu deus patrono Marduk "senhor de deuses", aqui reconhece que o Deus de Daniel é infinitamente superior a qualquer dos assim chamados deuses dos babilônios.

Nabucodonosor era homem de inteligência e sabedoria superiores, como o revelam os planos que dispôs para o ensino profissional dos servidores públicos da corte (cap. 1: 3-4) e sua habilidade para justipreciar sua "sabedoria e inteligência" (vers. 18-20). Ainda que fosse imperfeito o conceito que Nabucodonosor possuía do verdadeiro Deus, agora tinha uma prova irrefutável de que o Deus de Daniel era infinitamente mais sábio do que os sábios ou do que os deuses de Babilônia. Alguns fatos posteriores teriam de convencer ao rei Nabucodonosor com respeito a outros atributos do Deus do céu.

A pedido de Daniel, o rei constituiu superintendentes sobre os negócios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque e Abednego; mas Daniel permaneceu na corte do rei.

Daniel não interpretou o sonho para obter alguma recompensa do rei. Seu único propósito era engrandecer a Deus ante o rei e antes de mais nada o povo de Babilônia.

Daniel não ficou embriagado pelas grandes honras que lhe tinham sido outorgado. Recordou a seus colegas. Tinham compartilhado a oração; também compartilharam a recompensa.

Como foi mostrado no capitulo 1 e 2 de Daniel vimos o poder divino atuando em prol dos hebreus cativos em Babilônia.

Mesmo o povo tendo sido avisado por Isaías e confirmado por Jeremias que se continuasse a se corromper seriam levados cativos e perderia sua identidade por causa de suas faltas perante o Deus dos céus. Mesmo assim Deus não os abandonaria por que como na história de Sodoma e Gomorra, se existisse entre aquele povo algum fiel eles seriam poupados do castigo ao qual eles estavam buscando pela desobediência a Deus. (Gênesis. 13: 13).

Mas para que isso ocorra na vida do cristão como ocorreu na vida de Daniel e seus amigos devemos ser fieis até a morte (Apocalipse 2: 10).

O mais interessante neste relato bíblico é para que isso tenha ocorrido a Daniel e seus amigos e para eles terem sido beneficiados os pais os ensinaram como deveriam viver a onde quer que eles estejam. (Deuteronomio. 6: 5-7; Provérbios. 1: 8; Efésios. 6: 1-3).

Como vimos na chegada de Daniel a Babilônia, Satanás já o testou para saber se ele manteria sua fidelidade a Deus acima de qualquer coisa como ocorreu também a José (Gênesis. 39: 7-10).

Todos que dizem ser fiéis e tementes a Deus serão colocados a prova por satanás a fim de ser derrotado para que no dia do julgamento tenha do que ser acusado, pois o acusador é satanás e nosso advogado é no Senhor e Salvador Jesus Cristo. (I João 2: 1).

Mas nunca podemos perder de vista que a guerra entre o bem e o mal ela ainda não acabou então satanás continuara a nos tentar ate o ultimo instante.

O REPRESENTANTE DIVINO

O representante Divino

Quais as características de um representante de Deus?

Então disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos que trouxesse alguns dos filhos de Israel, dentre a linhagem real e dos nobres, jovens em quem não houvesse defeito algum, de bela aparência, dotados de sabedoria, inteligência e instrução... Ora, entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Daniel 1: 3, 4 e 6.

 A saúde física e uma aparência formosa eram consideradas qualidades indispensáveis para um magistrado de alta linhagem entre os antigos, e ainda hoje estas características são muito bem cotadas.

• Vendo nesses jovens a promessa de habilidade digna de nota, Nabucodonosor determinou que fossem educados para ocupar importantes posições em seu reino. Para que pudessem ser plenamente capacitados para sua carreira, ele fez arranjos para que aprendessem a língua dos caldeus, e que por três anos lhes fossem asseguradas as vantagens incomuns da educação fornecida aos príncipes do reino. Profetas e Reis pág. 480.

 Quando o povo de Israel, seu rei, nobres e sacerdotes foram levados em cativeiro, quatro de entre eles foram selecionados para servir na corte do rei da Babilônia. Um deles era Daniel, o qual, muito cedo, deu mostras da grande habilidade desenvolvida nos anos subseqüentes. Esses rapazes eram todos de nascimento nobre e são descritos como jovens em quem não havia "defeito algum, formosos de aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e sábios em ciência, e entendidos no conhecimento" e tinham "habilidade para viver no palácio do rei". Percebendo os preciosos talentos destes jovens cativos, o rei Nabucodonosor determinou prepará-los para ocuparem importantes posições em seu reino. A fim de que pudessem tornar-se perfeitamente qualificados para sua vida na corte, de acordo com o costume oriental, eles deviam aprender a língua dos caldeus e submeter-se, durante três anos, a um curso completo de disciplina física e intelectual. Santificação pág. 18.

Como obter essas características?

TEVE em terra de Uz um varão chamado Jó; e era este homem perfeito e reto, temeroso a Deus e apartava-se do mau. Jó 1:1.

Como Daniel, Jó propôs em seu coração não se contaminar com as coisas que o mundo oferece. Assim ele obteve características importantes para ser um homem em quem pudéssemos ter como referência de obediência e fidelidade a Deus.

E como representante da Divindade cumpriu com seu papel de servo fiel.

Perfeito. Esta palavra não implica necessariamente a idéia de impecabilidade absoluta. Antes bem significa plenitude, integridade, sinceridade, mas num sentido relativo. O homem "perfeito" à vista de Deus é o que atingiu o grau de desenvolvimento que o Criador espera dele em algum tempo dado.

Reto Temeroso de Deus. Expressão bíblica que denota lealdade e dedicação a Deus.

Apartado. A idéia é a de evitar o mau apartando-se dele como se tratasse da presença do perigo. (Comparar com Genesis 39: 7- 9 ). As quatro idéias incluídas neste versículo não são meras repetições mas para impressionar ao leitor com a forma de como Jó era um homem bom com a presença do Espírito Santo na sua vida. Mais bem se contemplam mutuamente formando um quadro total de um personagem que via o principio divino.

José foi um dos personagens provados e mostrou ter obtido a característica de verdadeiro representante de Deus Porque?

Por que a mulher de Potifar pôs seus olhos em José, e disse: Dorme comigo. E ele (José) não quis, e disse à mulher de Potifar: Tenho aqui que meu senhor não se preocupa comigo do que há em casa, e pôs em minha mão todo o que tem. Não há outro maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me reservou senão a ti, porquanto tu és mulher dele; como, pois, faria eu este grande mal, e pecaria contra Deus? Genesis 39: 7- 9.

Potifar depositava muita confiança em José, e isso fez com que esta confiança depositada nele reforçasse seu sereno propósito de ser leal a Deus, o que lhe resultara ainda mais desejáveis, seus excelsos ideais de honra pessoal e integridade.

Como representar a Deus para alcançar o povo?

O personagem chamado pelo senhor foi Moisés: Então disse Moisés ao Senhor: Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem o fui dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? Ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego?. Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar. Êxodo 4: 10-12.

Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tireis do Egito o meu povo, os filhos de Israel. Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel? Respondeu-lhe Deus: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito o meu povo, servireis a Deus neste monte. Êxodo 3: 10-12.

Eu estarei contigo. Deus não refutou ( debateu, Não estar de acordo com...) os argumentos de Moisés senão que lhe assegurou a companhia e ajuda divinas. Não há nenhuma habilidade humana, nem poder humano, nem inventiva própria do homem que possam realizar o que só é possível cooperando com Deus.

Deus deu a Moisés uma prova de que não seria enviado a uma missão infrutuosa (sem resultado, fracassada).

Moisés pensou nas dificuldades que seriam encontradas, na cegueira, ignorância e incredulidade de seu povo, muitos dos quais estavam quase destituídos do conhecimento de Deus. Patriarcas e Profetas pág. 252.

Quando compreendemos que somos coobreiros de Deus, Suas promessas não serão proferidas com indiferença. Elas arderão em nossa alma e inflamar-se-ão em nossos lábios. A Moisés, quando chamado a servir a um povo ignorante, indisciplinado e rebelde, foi feita por Deus a promessa: "Irá a Minha presença contigo para te fazer descansar." Êxodo. 33:14. E Ele disse: "Certamente Eu serei contigo." Êxodo. 3:12. Essa promessa pertence a todos quantos trabalham em lugar de Cristo, em favor de Seus aflitos e sofredores. O Desejado de Todas as Nações pág. 641.

Devoção e humildade sempre caracterizaram os homens a quem Deus confiou importantes responsabilidades em Sua obra. O chamado divino a Moisés no deserto encontrou-o sem confiança em si mesmo. Ele reconheceu sua incapacidade para a posição a que Deus o chamara; havendo, porém, aceito o encargo, tornou-se um polido instrumento nas mãos de Deus para realizar a maior obra já confiada aos mortais. E Recebereis Poder – Meditação Matinal pág. 259.

Se podemos fazer arranjos de modo que se tenham grupos organizados e instruídos inteligentemente com respeito à parte que devem desempenhar como servos do Mestre, nossas igrejas terão uma vida e vitalidade de que necessitam há muito tempo. Beneficência Social pág. 53.

Na fraqueza de um homem obediente, se revela o poder de um Deus Fiel.

domingo, 26 de setembro de 2010

AS REVELAÇÕES DO APOCALIPSE


Lição 1

Apocalipse

Uma parábola viva do Fim do Mundo


1) Que informação Cristo deu a seus contemporâneos que os deixaram impressionados? Mateus 23:37 e 38.

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As palavras de Cristo aos sacerdotes e principais: “Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta” (mat. 23:38), encheram-lhes de terror o coração. Afetaram indiferença, mas ficou sempre a voltar-lhes ao pensamento a pergunta quanto à importância dessas palavras. Parecia ameaçá-los invisível perigo. Poder-se-ia dar que o magnífico templo, gloria da nação, devesse em breve tornar-se um montão de ruínas? Os pressentimentos de mal eram partilhados pelos discípulos, e esperavam ansiosos uma declaração mais definida de Jesus. O Desejado de Todas as Nações, 627.

2) De que maneira os discípulos manifestaram sua preocupação quanto às palavras de Cristo? Mateus 24:1. Que fim desastroso Jesus revelou a respeito dos judeus? Mateus 24:2.

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Marcos cita as palavras dos discípulos: “Mestre, olha que pedras e que edifícios!” (cap. 13:1). O templo era o orgulho e satisfação de todo coração judeu. Josefo compara as muralhas de pedra branca do templo com a formosura de uma montanha coberta de neve (Guerra v. 5. 6). O templo estava sendo construído por quase 50 anos – “em quarenta e seis anos foi edificado este templo” (João 2:20) – e a edificação de todo o prédio, inclusive os átrios e os edifícios auxiliares só foram completos no ano 63 DC.

3) A que conclusão os discípulos chegaram a respeito da afirmação feita por Jesus? Mateus 24:3.

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Na mente dos discípulos, “estas coisas” – a destruição do templo e a segunda vinda de Jesus na ocasião do fim do mundo – estavam estritamente entrelaçadas. Supunhas que estes acontecimentos ocorreriam de forma simultânea, ou ao menos em rápida sucessão. Não compreendiam ainda que a nação judaica rejeitaria a Jesus e que por sua vez seriam rejeitados como povo de Deus.

4) Qual foi a primeira advertência dada por Jesus para protegê-los das ciladas do Diabo? Mateus 24: 4 e 5.

Responda: _________________________________
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Muitos falsos messias apareceriam, pretendendo operar milagres, e dizendo chegado o tempo do livramento da nação judaica. Estes desviariam a muitos. As palavras de Cristo cumpriram-se. Entre Sua morte e o cerco de Jerusalém, apareceram muitos falsos messias. O Desejado de Todas as Nações, 627.

De fato tentariam fazer-se passar pelo Messias. Essa advertência aplica-se primeiramente aos dias dos apóstolos até a queda de Jerusalém e da nação judaica, a qual era muito susceptível a essa forma de engano, visto surgirem falsos messias dispostos a confirmarem seus ensinos destituídos do favor Divino.

5) Que espécie de conflito haveria nos dias dos apóstolos? Mateus 24:6 e 7.

Responda: _____________________________
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Antes da destruição de Jerusalém, os homens lutavam pela supremacia. Foram mortos imperadores. Os que se julgavam sucessores ao trono eram assassinados. Houve guerras e rumores de guerras. "É mister que tudo isso aconteça", disse Cristo, "mas ainda não é o fim [da nação judaica como nação]. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores." Mat. 24:7 e 8. Cristo disse: Ao verem os rabis estes sinais, hão de declarar que são juízos de Deus sobre as nações por manterem em servidão Seu povo escolhido. Dirão que essas coisas são indícios da vinda do Messias. Não vos enganeis; elas são o princípio de Seus juízos. O povo tem olhado para si mesmo. Não se têm arrependido e convertido para que Eu os cure. Os sinais que eles apresentam como indícios de sua libertação do jugo, são sinais de sua destruição. O Desejado de Todas as Nações, 628 e 629.

6) Que tipo de pressão Satanás usaria para fazer com que os cristãos rejeitassem seu Redentor? Mateus 24:8 e 9.

Responda: ____________________________
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Tudo isso sofreram os cristãos. Pais e mães traíram os próprios filhos. Filhos traíram os pais. Amigos entregaram amigos ao Sinédrio. Os perseguidores realizaram seu desígnio matando Estêvão, Tiago e outros cristãos.
Por meio de Seus servos, deu Deus a derradeira oportunidade ao povo judeu de se arrepender. Mediante Suas testemunhas manifestou-Se Ele, em suas prisões, em seus julgamentos, em seus encarceramentos. Todavia seus juízes pronunciaram contra eles a sentença de morte. Eram homens de quem o mundo não era digno e, matando-os, os judeus crucificavam de novo ao Filho de Deus. O Desejado de Todas as Nações, 629 e 630.

7) Qual seria o acontecimento previsto por Cristo em resultado da fidelidade de Seus seguidores? Mateus 24:14.

Responda: _____________________________
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Na profecia da destruição de Jerusalém, Cristo disse: "Por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim." Mat. 24:12-14. ... Antes da queda de Jerusalém, Paulo, escrevendo sob inspiração do Espírito Santo, declarou que o evangelho fora pregado a "toda a criatura que há debaixo do Céu". Col. 1:23. O Desejado de Todas as Nações, 633.

8) Como Jesus descreveu a queda de Jerusalém diante de Seus discípulos? Lucas 21:20; Mateus 24: 15 a 20.

Responda: __________________________
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Qual não era, pois, a dor dAquele cujo olhar profético abrangia não os anos mas os séculos! Contemplava Ele o anjo destruidor com a espada levantada contra a cidade que durante tanto tempo fora a morada de Jeová. Do cume do Monte das Oliveiras, no mesmo ponto mais tarde ocupado por Tito e seu exército, olhava Ele através do vale para os pátios e pórticos sagrados, e, com a vista obscurecida pelas lágrimas, via em terrível perspectiva, os muros rodeados de hostes estrangeiras. Ouvia o tropel de exércitos dispondo-se para a guerra. Distinguia as vozes de mães e crianças que, na cidade sitiada, bradavam pedindo pão. Via entregues às chamas o santo e belo templo, os palácios e torres, e no lugar em que eles se erigiam, apenas um monte de ruínas fumegantes. O Grande Conflito, 21.

O futuro estava misericordiosamente velado aos discípulos. Houvessem eles naquela ocasião compreendido perfeitamente os dois terríveis fatos - os sofrimentos e morte do Redentor, e a destruição de sua cidade e templo - teriam sido dominados pelo terror. Cristo apresentou diante deles um esboço dos importantes acontecimentos a ocorrerem antes do final do tempo. Suas palavras não foram então completamente entendidas; mas a significação ser-lhes-ia revelada quando Seu povo necessitasse da instrução nelas dada. A profecia que Ele proferiu era dupla em seu sentido: ao mesmo tempo em que prefigurava a destruição de Jerusalém, representava igualmente os terrores do último grande dia. O Grande Conflito, 25.

Olá amigo(a) leitor(a) estamos editando um estudo sobre o APOCALIPSE e gostariamos da sua participação.

Você viu que temos algumas perguntas e gostariamos de sua resposta envie para prado.7@hotmail.com, basta copiar e colar o estudo no microsoft office word e encaminhar para o endereço de email que teremos o prazer de tirar suas dúvidas com respeito ao estudo do APOCALIPSE.

A equipe do PROJETO PACTO agradece e bom estudo!!

Daniel - Capítulo 2 Parte 1




Daniel - Capítulo 2

Ora no segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve este um sonho; e o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono.

O Senhor em sua providência deu a Nabucodonosor este sonho. Deus tinha uma mensagem para o rei de Babilônia. Tinha representantes de Deus nos palácios de Nabucodonosor mediante os quais ele podia comunicar um conhecimento de si mesmo. Deus não faz acepção de pessoas nem de nações. Seu propósito é salvar a tantos como o desejem, de qualquer tribo ou nação. Ansiava tanto salvar à antiga Babilônia como almejava salvar a Israel.

O sonho tinha o propósito de revelar Nabucodonosor que o decurso da história estava ordenado pelo Altíssimo e sujeito a sua vontade. Ao rei se lhe mostrou a responsabilidade que lhe cabia no grande plano do céu, fim de que tivesse a oportunidade de cooperar voluntária e eficazmente com o programa divino.

As lições de história dadas a Nabucodonosor teriam de instruir às nações e os homens até o fim do tempo. Outros cetros, além do de Babilônia, regeram os povos ao longo dos séculos. A cada nação da antigüidade Deus lhe atribuiu um lugar especial em seu grande plano. Quando os governantes e o povo não aproveitaram sua oportunidade, sua glória foi abatida até o pó. As nações de hoje devessem fazer caso das lições da história passada. Acima das flutuantes cenas da diplomacia internacional, o grande Deus do céu está em seu trono "silenciosa e pacientemente" cumprindo "os desígnios e a vontade dele". Ao fim a estabilidade e a imutabilidade virão quando Deus mesmo, ao terminar o tempo, estabeleça seu reino que nunca será destruído.

Deus se apresentou ao rei Nabucodonosor por meio de um sonho porque, evidentemente, esse era o meio mais efetivo para impressioná-lo com a importância da mensagem assim dada, para ganhar sua confiança e assegurar sua cooperação. Como todos os antigos, Nabucodonosor acreditava em sonhos como um dos meios pelos quais os deuses revelavam sua vontade aos homens. A sabedoria divina sempre procura às pessoas onde estão. Ao comunicar hoje o conhecimento de sua vontade aos homens, Deus pode usar meios menos espetaculares, mas que igualmente servem para cumprir seus bondosos propósitos. Sempre adapta seus métodos para influir sobre os homens de acordo com a capacidade de cada indivíduo e o ambiente da época na qual vive cada um.

0, "estava perturbado". O verbo hebreu que se traduz assim se usa também em Gên. 41: 8. A vivência deste sonho tinha impressionado muitíssimo a Nabucodonosor.

Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os adivinhadores, e os caldeus, para que declarassem ao rei os seus sonhos; eles vieram, pois, e se apresentaram diante do rei.

E o rei lhes disse: Tive um sonho, e para saber o sonho está perturbado o meu espírito.

o Pareceria que o rei estava demasiado afligido pelo desejo de conhecer o sonho e sua interpretação como para usar esta ocasião a fim de provar aos que pretendiam serem seus intérpretes.

o Em sua perplexidade, Nabucodonosor reuniu os seus sábios - "os magos, e os astrólogos, e os encantadores, e os caldeus" - e pediu-lhes auxílio. "Tive um sonho", disse ele, "e para saber o sonho está perturbado o meu espírito." Com esta declaração da sua perplexidade, exigiu deles que lhe revelassem o que poderia trazer-lhe tranqüilidade à mente.

Os caldeus disseram ao rei em aramaico: ó rei, vive eternamente; dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação.

Respondeu o rei, e disse aos caldeus: Esta minha palavra é irrevogável se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo;

Mas se vós me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas, recompensas e grande honra. Portanto declarai-me o sonho e a sua interpretação.

O sonho lhe foi tirado ao rei a propósito, para que os sábios não lhe dessem uma falsa interpretação.

Agora entra em ação o poder divino.

Responderam pela segunda vez: Diga o rei o sonho a seus servos, e daremos a interpretação.

Respondeu o rei, e disse: Bem sei eu que vós quereis ganhar tempo; porque vedes que a minha palavra é irrevogável.

Se não me fizerdes saber o sonho, uma só sentença será a vossa; pois vós preparastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude o tempo. Portanto dizei-me o sonho, para que eu saiba que me podeis dar a sua interpretação.

Responderam os caldeus na presença do rei, e disseram: Não há ninguém sobre a terra que possa cumprir a palavra do rei; pois nenhum rei, por grande e poderoso que fosse, tem exigido coisa semelhante de algum mago ou encantador, ou caldeu.

A coisa que o rei requer é difícil, e ninguém há que a possa declarar ao rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne mortal.

Esses sábios pretendiam estar em comunicação com certos deuses, tais como deidades subordinadas que se supunha mantinham relação com os homens, mas que os deuses superiores eram inacessíveis. Em todo caso, os caldeus revelaram as limitações de sua capacidade.

Em qualquer caso, os caldeus admitiram francamente que reconheciam uma inteligência superior, uma mente ou mentes mestras que tinham uma sabedoria muito mais elevada do que a dos seres humanos. Esta confissão de fracasso proporcionou a Daniel uma excelente oportunidade para revelar algo do poder do Deus a quem ele servia e adorava.

Então o rei muito se irou e enfureceu, e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia.

A severidade do castigo não estava fora de tom com os costumes desses tempos. No entanto, era um passo temerário do rei porque os homens cuja morte tinha ordenado constituíam a classe mais culta da sociedade.

Saiu, pois, o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos.

Então Daniel falou avisada e prudentemente a Arioque, capitão da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios de Babilônia; pois disse a Arioque, capitão do rei: Por que é o decreto do rei tão urgente? Então Arioque explicou o caso a Daniel.

Ao que Daniel se apresentou ao rei e pediu que lhe designasse o prazo, para que desse ao rei a interpretação.

O pedido de Daniel era diferente do dos caldeus. Os sábios exigiam que o rei lhes relatasse o sonho. Daniel simplesmente pediu tempo e assegurou ao rei que lhe daria a interpretação.

Então Daniel foi para casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, juntamente com o resto dos sábios de Babilônia.

o Daniel e seus colegas podiam acercar-se a Deus com fé vigorosa e confiança implícita porque, até onde eles sabiam e podiam, estavam vivendo de acordo com sua vontade revelada (ver 1 João 3: 22). Sabiam que estavam no lugar onde Deus queria que estivessem e que estavam fazendo a obra que o céu lhes tinha dado. Se anteriormente tivessem claudicado em seus princípios e tivessem cedido às tentações que continuamente lhes rodeavam na corte real, não poderiam ter esperado uma intervenção divina tão manifesta nesta crise.

Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; pelo que Daniel louvou o Deus do céu.

Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque são dele a sabedoria e a força.

Ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; é ele quem dá a sabedoria aos sábios e o entendimento aos entendidos.

Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.

Deus de meus pais, a ti dou graças e louvor porque me deste sabedoria e força; e agora me fizeste saber o que te pedimos; pois nos fizeste saber este assunto do rei.

E eles não suplicaram em vão. O Deus a quem tinham honrado, honrava-os agora. O Espírito do Senhor repousou sobre eles, e a Daniel, "numa visão da noite", foi revelado o sonho do rei e seu significado.

Ao receber a revelação divina, o primeiro pensamento de Daniel foi dar o louvor ao Revelador de segredos; um digno exemplo do que devessem fazer todos os que recebem grandes bênçãos do Senhor.

O Senhor se deleita em conceder sabedoria aos que a usarão corretamente. Fez isto em favor de Daniel e o fará em benefício de todo aquele que confie plenamente nele.

Deus se revela na natureza (Sal. 19), nas vivências pessoais, por meio do dom profético e outros dons do Espírito (I Cor. 12), e em sua Palavra escrita.

As coisas que estão além do entendimento humano até sua revelação. O que o homem não pode ver não está escondido para a vista de Deus.

Ainda que o sonho tivesse sido revelado a Daniel, ele não se atribui todo o mérito, senão que inclui a seus colegas, que oraram com ele.

domingo, 19 de setembro de 2010

“TODO O RESTO É COMENTÁRIO”


Lição 13
18 a 25 de setembro


Verso para Memorizar: “Você, porque julga seu irmão? E porque despreza seu irmão? Pois todos nós compareceremos diante do tribunal de Deus”. Romanos. 14: 10.

Em Seu ministério Jesus tentou corrigir a falsa norma que o mundo desenvolveu no julgar os valores dos homens. Colocou-Se ao lado dos pobres, para tirar da pobreza o estigma que o mundo lhe imprimira. Dela arrancou para sempre a ignomínia do desprezo, abençoando os pobres, os herdeiros do reino de Deus. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 197 e 198.

Tão fraca ignorante e sujeita ao erro é a natureza humana que todos devemos ser cautelosos na maneira de julgar o próximo. Pouco nós sabemos da influência de nossos atos sobre a experiência dos outros. O que fazemos ou dizemos pode parecer-nos de pouca importância, quando, se nossos olhos se abrissem, veríamos que daí resulta as mais importantes conseqüências para o bem ou para o mal. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 483.

Se nós temos a compreensão da paciência de Deus para conosco, não devemos ser achados a julgar ou a acusar ninguém. Quando Cristo vivia na Terra, quão surpresos ficariam os que O acompanhavam se, depois de familiarizados com Ele, Lhe ouvissem dizer uma palavra de acusação, crítica destrutiva ou impaciência. Não esqueçamos que aqueles que O amam devem reproduzi-Lo em Seu caráter. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 489.

DOMINGO: O IRMÃO FRACO (FRACO NO ENTENDIMENTO)

1ª Então que principio devemos tomar de Romanos 14: 1 – 3?

Falando sobre a fraqueza dos que compõe a igreja, Paulo faz uma revelação importante dizendo: Ora, ao que é fraco na fé, acolhei-o, mas não para condenar-lhe os escrúpulos (ou as escolhas). Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, (de compreensão) come só legumes. Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu.

Os gentios estavam acostumados a comer a carne de animais estrangulados, ao passo que os judeus tinham sido divinamente instruídos de que, quando animais fossem mortos para alimento, se tomasse particular cuidado para que o sangue fosse derramado do corpo; a não ser assim a carne não poderia ser considerado saudável. Deus havia dado estas injunções aos judeus a fim de preservar-lhes a saúde. Os judeus consideravam pecaminoso usar sangue como artigo alimentar. Consideravam que o sangue era a vida, e que o derramamento do sangue era conseqüência do pecado. Atos dos Apóstolos. Pág. 191.

Por tudo que nos confere vantagem sobre outros - seja educação, seja refinamento, nobreza de caráter e instrução cristã, ou experiência religiosa - achamo-nos em dívida para com os menos favorecidos; e, tanto quanto esteja em nosso poder, cumpre-nos servi-los. Se nós somos fortes, devemos apoiar as mãos dos fracos. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 105.

É importante saber que assim como nos dias de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, no período final da história da Terra o Senhor operará poderosamente em favor dos que ficarem firmes pelo direito. Aquele que andou com os hebreus valorosos na fornalha ardente, estará com os Seus seguidores em qualquer lugar. Sua constante presença confortará e sustentará. Em meio do tempo de angústia - angústia como nunca houve desde que houve nação - Seus escolhidos ficarão firmes. Satanás com todas as forças do mal não pode destruir o mais fraco (ou aquele que tiver menor compreensão) dentre os santos de Deus. Anjos magníficos em poder os protegerão, e em favor deles Jeová Se revelará como "Deus dos deuses", capaz de salvar perfeitamente os que nele puseram a sua confiança. Profetas e Reis, pág. 513.

2ª Como Romanos 14: 4 amplia o que acabamos de ver?

Paulo fazendo referencia ao descuido das pessoas da igreja que avaliam as atitudes daqueles que aceitaram o evangelho pergunta: Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para firmá-lo.

O próprio Cristo, quando contendia com Satanás acerca do corpo de Moisés, "não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele". Houvesse Ele feito isso, e ter-Se-ia colocado no terreno de Satanás; pois a acusação é a arma do maligno. Ele é chamado na Escritura "o acusador de nossos irmãos". Jesus não empregaria nenhuma das armas de Satanás. Ele o enfrentou com as palavras: "O Senhor te repreenda". Temos o exemplo de Cristo. Quando estivermos diante de um conflito com os inimigos de Cristo, nada devemos dizer em um espírito de represália, ou que tenha sequer a aparência de um juízo de maldição. O Maior Discurso de Cristo. Pág. 57.

Quando uma pessoa que professa servir a Deus ofende ou injuria a um irmão, representa mal o caráter de Deus diante daquele irmão e, a fim de estar em harmonia com Deus, a ofensa deve ser confessada, ele deve reconhecer que isto é pecado. Talvez nosso irmão nos tenha feito um maior agravo do que nós a ele, mas isto não diminui a nossa responsabilidade. Se, ao chegarmos à presença de Deus, nos lembramos de que outro tem qualquer coisa contra nós, cumpre-nos deixar a nossa oferta de oração, ou de ações de graças, ou a oferta voluntária, e ir ter com o irmão com quem estamos em desinteligência, confessando em humildade nosso próprio pecado e pedindo para ser perdoado. O Maior Discurso de Cristo. Pág. 58 e 59.

SEGUNDA: À MEDIDA QUE VOCÊS USAREM

3ª Que motivo dá Paulo para sermos cuidadosos quando julgamos os outros? Romanos. 14: 10.

“Todos nós compareceremos diante do tribunal de Deus”. A advertência é para que tenhamos cuidado porque todo desprezo dos sofredores de Deus é registrado nos livros do Céu como se fosse demonstrado à própria pessoa de Cristo. Cada membro da igreja deve examinar minuciosamente o coração, e investigar seu procedimento, para ver se estão em harmonia com o Espírito e a obra de Jesus; do contrário, o que ele poderá declarar quando comparecer perante o Juiz de toda a Terra? Será que o Senhor poderá dizer-lhe: "Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo"? E Recebereis Poder - Meditação Matinal. Pág. 313.

Pais são pelas palavras e as obras desta vida, que se decide o destino eterno de todos; sede bastante cuidadosos, pois, para não atirar uma alma tentada no campo de batalha do inimigo. Não provoqueis os jovens à ira. Não estimule neles, por meio de ordens e tratamento ásperos, o impulso para agirem precipitadamente. Muitas vezes aqueles que deviam saber como lidar com os jovens, afugentam-nos de Deus por meio de palavras e atos menos judiciosos. Deus registra esse tratamento aos jovens como um pecado contra Ele próprio. Tratai os tentados de maneira que os atraiais para vós como amigos que não desejam julgar mal nem feri-los. Medicina e Salvação. Pág. 180.

4ª Que declaração do Antigo Testamento Paulo acrescentou ao seu argumento? Romanos. 14: 11.

Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua louvará a Deus. Nunca devemos esquecer que "todos compareceremos perante o tribunal de Deus”.

Em Seus ensinos, Cristo procurava impressionar os homens com a certeza do juízo vindouro e com a sua notoriedade. Este não é o julgamento de alguns indivíduos ou mesmo de uma nação, mas do mundo todo de inteligências humanas, de seres responsáveis. Será realizado na presença de outros mundos, para que o amor, a integridade, e o serviço do homem para com Deus sejam honrados no mais alto grau. Não haverá falta de glória e honra. ... Maranata! - Meditação Matinal. Pág. 339.

Era desígnio de Deus que o Príncipe dos sofredores em forma humana fosse o Juiz do mundo inteiro. Aquele que velo das cortes celestiais para salvar o homem da morte eterna... Aquele que Se sujeitou a ser denunciado perante um tribunal terrestre, e que sofreu a ignominiosa morte de cruz - é o único que há de proferir a sentença de recompensa ou de castigo.

Aquele que aqui Se submeteu ao sofrimento e à humilhação da cruz terá no conselho de Deus a mais ampla compensação e ascenderá ao trono sendo reconhecido por todo o Universo celestial como Rei dos santos. Ele empreendeu a obra da salvação e demonstrou perante os mundos não caídos e a família celestial que é poderoso para completar a obra por Ele iniciada. ... Maranata! - Meditação Matinal. Pág. 339.

5ª Nesse contexto, como você entende o que Paulo diz em Romanos 14: 14?

Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo. Paulo expressa sua convicção pessoal, iluminado pelo Espírito, quanto à liberdade cristã e o direito das pessoas recusarem certos escrúpulos desenvolvidos por outros. A convicção de Paulo emanava de uma mente que vivia em comunhão com Cristo e que dessa maneira recebia a luz do Espírito Santo. C. B. A.

É fato que nenhuma atitude é de si mesma imunda, mas se torna pelo propósito com que é praticada. O termo “imundo” se usava para descrever aquelas coisas que ainda que fossem "comuns" para o mundo, estavam proibidas para os judeus piedosos.
C. B. A.

TERÇA: NÃO DANDO MOTIVO PARA ESCÂNDALO

6ª Que principio relacionado com a alimentação pode também ser aplicado a outras áreas da vida? Romanos. 14: 15 – 23. (I Coríntios. 8: 12 e 13.)

Se pela tua forma de te alimentar isso entristece teu irmão, já não andas segundo o amor. Não faças perecer por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Não deis motivo para que seja censurado o vosso bem; porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.

Não destruas por causa da comida a obra de Deus. Na verdade tudo é limpo, mas é um mal para o homem dar motivo de tropeço pelo comer. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece. A fé que tens, guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.

Mas, é importante saber que o próprio Jesus não comprou nunca a paz mediante transigências dos outros. Os servos de Cristo são chamados a realizar a mesma obra, e devem estar apercebidos para que, buscando evitar desarmonia, não transijam contra a verdade. E ninguém pode ser fiel aos princípios sem despertar oposição. Um cristianismo espiritual sofrerá oposição da parte dos filhos da desobediência. Mas Jesus recomendou aos discípulos: "Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma". Os que são fiéis a Deus não têm a temer o poder dos homens nem a inimizade de Satanás. Em Cristo lhes está garantida a vida eterna. Seu único temor deve ser atraiçoar a verdade, traindo assim a confiança com que Deus os honrou.
O Desejado de Todas as Nações. Pág. 356.

Todos os que confessarem a Cristo, tem de possuí-lo em si. Não podem comunicar aquilo que não receberam, por que ninguém pode oferecer o que não possui. Os discípulos poderiam discorrer fluentemente acerca de doutrinas, poderiam repetir as palavras do próprio Cristo; mas a menos que possuíssem mansidão e amor cristãos, não O estariam confessando. Um espírito contrário ao de Cristo negá-Lo-ia, fosse qual fosse à profissão de fé. Os homens podem negar a Cristo pela maledicência, por conversas destituídas de senso, por palavras inverídicas ou descorteses. *** Nós podemos negar a Cristo nos esquivando das responsabilidades da vida, ou pela busca dos prazeres pecaminosos. *** Podemos negá-Lo conformando-nos com o mundo, ou por uma conduta indelicada, até pelo amor das próprias opiniões, ou pela justificação própria, também por nutrir dúvidas, por ansiedades desnecessárias, e por deixar-se estar em sombras. Por todas essas coisas declaram não ter consigo a Cristo. O Desejado de Todas as Nações. Pág. 357.

A consciência do irmão débil sofre e se perturba ao ver que crentes a mais tempo se comprazem no que ele considera pecaminoso. Esse pesar pode resultar em sua destruição, pois bem poderia apartar-se da fé cristã porque lhe parece que está relacionada com práticas que ele considera pecaminosas, ou poderia ser induzido pelo exemplo de seus irmãos mais fortes a aprovar cabalmente uma conduta que para ele é pecaminosa. C. B. A.

7ª No verso 22, em meio a toda essa discussão sobre deixar as pessoas agirem conforme a própria consciência, Paulo acrescenta uma advertência muito interessante: “Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova”.

O que significa isso?

Significa nós sabermos que o sábio aproveitamento de nossas oportunidades, o cultivo dos talentos que nos foram dados por Deus, é que nos tornará homens e mulheres que possam ser aprovados pelo Senhor e uma bênção para a sociedade. Tende uma norma elevada, e com indomável energia tirai o máximo proveito de vossos talentos e oportunidades, e avançai para o alvo. A formação de um caráter íntegro é obra da vida inteira, e é o resultado de meditar com oração e em ligação com um grande propósito. A excelência do caráter que possuís tem que ser o resultado de vosso próprio esforço. Os amigos vos podem animar, mas não podem fazer a obra em vosso lugar. Fundamentos da Educação Cristã. Pág. 87.

Significa dizer que a obra do Senhor não deve receber a imagem e a inscrição do homem. Porque de tempos em tempos o Senhor introduz aí instrumentos diversos, mediante os quais melhor se pode cumprir o Seu desígnio. Felizes (Bem-aventurados) são os homens que de boa vontade se submetem a Deus e humilham o seu próprio eu, dizendo juntamente com João: "É necessário que o Senhor cresça e que eu diminua". O Desejado de Todas as Nações. Pág. 182.

Significa também que para sermos felizes, precisamos procurar alcançar um caráter como o que Cristo manifestou. Uma marcante peculiaridade de Cristo foi Sua abnegação e benevolência. Ele veio não para buscar o que Lhe era próprio. Andou fazendo o bem, e isto era Sua comida e bebida. Nós podemos, seguindo o exemplo do Salvador, estar em santa comunhão com Ele; e ao buscar diariamente imitar o Seu caráter e seguir o Seu exemplo seremos uma bênção para o mundo e garantiremos nosso contentamento aqui e uma eterna recompensa no futuro. Beneficência Social. Pág. 309.

Não se condenar naquilo que aprova significa dizer que o Senhor deseja ver felizes todos os Seus filhos, em paz e obediência. Disse Jesus: "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize". "Tenho-vos dito isso para que a Minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa". Caminho a Cristo. Pág. 124.

E ainda significa dizer que a felicidade que se busca por motivos egoístas, fora do caminho do dever, é volúvel, caprichosa e transitória; dissipa-se, deixando n"alma uma sensação de isolamento e pesar; no serviço de Deus, porém, há satisfação e alegria. O cristão não tem de andar por veredas incertas; não é abandonado a vãos desgostos e decepções. Ainda que não nos sejam dados os prazeres desta vida, podemos, não obstante, sentir-nos felizes por esperar a vida por vir. Caminho a Cristo. Pág. 124.

QUARTA: OBSERVÂNCIA DE DIAS

8ª A que Paulo se refere ao mencionar a “diferença entre dia e dia”? Ele está dizendo alguma coisa sobre o quarto Mandamento? Se não, por quê? Romanos. 14: 4 – 10.

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Paulo falou sobre o assunto fazendo referencia as leis cerimoniais e a lei moral que estabeleciam as santas convocações. Isso porque havia uma divergência muito grande entre os judeus tradicionais e os conversos ao cristianismo.

Os judeus continuavam na prática dos cerimoniais e acusavam os cristãos de serem desobedientes, os cristãos os consideravam fanáticos religiosos. Os cristãos acreditavam que as leis cerimoniais haviam sido substituídas por Cristo, os judeus tradicionais não acreditavam em Cristo e afirmavam que as leis cerimoniais ainda deviam serem praticadas.

Em questões de consciência, a alma deve ser deixada livre. Ninguém deve controlar o espírito de outro, julgar por outro, ou prescrever-lhe o dever. Deus dá a toda alma liberdade de pensar, e seguir suas próprias convicções. "Cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus". Ninguém tem direito de imergir sua individualidade na de outro. Em tudo quanto envolve princípios, "cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo". Mente, Caráter e Personalidade. Vol. II. Pág. 707.

Na verdade o povo de Deus nunca foi orientado quanto a observância de um dia sagrado, mas sim de uma data sagrada, fosse em relação a lei cerimonial ou a lei moral. Os sábados eram datas especificas em que os israelitas comemoravam um acontecimento distinto e sagrado para que o povo se lembrasse de que o Senhor sempre foi o único Deus que verdadeiramente proporcionava libertação, e era a este Deus que eles deveriam adorar.

QUINTA: BÊNÇÃO DE CONCLUSÃO

9ª A que exemplo se referiu Paulo ao mencionar que devemos suportar as debilidades dos fracos? Que importante verdade cristã está presente neste texto? Romanos. 15: 1 - 3.

Para nós que somos fortes na fé, Paulo diz que devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que é bom para edificação dele. Porque também Cristo não veio para agradar a si mesmo, mas como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam.

Deus tem um povo distinto, uma igreja na Terra, que não é inferior a nenhuma outra, mas superior a todas em seus recursos para ensinar a verdade, e para vindicar a Lei de Deus. Tem Deus agentes divinamente designados - homens a quem Ele está guiando, que suportaram o calor e a fadiga do dia, e que cooperam com os instrumentos celestiais para promoverem o reino de Cristo em nosso mundo. Unam-se todos a esses agentes escolhidos, e sejam afinal encontrados entre os que têm a paciência dos santos, guardam os mandamentos de Deus, e têm a fé de Jesus. ... A Igreja Remanescente. Pág. 54.

As circunstâncias podem separar amigos; e as ondas desassossegadas do vasto mar podem rolar entre nós e eles. Mas nenhuma circunstância, ou distância alguma nos pode separar do Salvador. Estejamos onde estivermos, Ele Se acha à nossa mão direita para sustentar, manter, proteger e animar. Maior que o amor de uma mãe por seu filho, é o de Cristo por seus remidos. A Ciência do Bom Viver. Pág. 72.

10ª Que significa ser seguidor de Jesus?

Os seguidores de Cristo devem ser a luz do mundo; mas Deus não lhes manda fazer um esforço para brilhar. E todos os seguidores de Cristo devem participar dessa alegria eterna. Por grande e gloriosa que seja a vida futura, nossa recompensa não é inteiramente reservada só para o dia da libertação final. Mesmo na Terra, podemos pela fé entrar na alegria do Senhor. A Ciência do Bom Viver. Pág. 36 e 504.

Os seguidores de Cristo são aqueles que estão apostos para servir ao próximo. Vejamos a declaração feita em relação a esta situação. Os seguidores de Cristo foram redimidos para ser úteis ao próximo. Nosso Senhor ensina que o verdadeiro objetivo da vida é servir. Cristo mesmo foi obreiro, e dá a todos os Seus seguidores a lei do serviço - o serviço a Deus e ao próximo. Aqui Cristo apresentou ao mundo uma concepção mais elevada da vida, a qual jamais conheceram. Vivendo para servir aos outros, o homem é levado à comunhão com Cristo. A lei de servir torna-se o vínculo que nos liga a Deus e a nosso semelhante. Beneficência Social. Pág. 53.

O seguidor de Cristo deve-se aperfeiçoar constantemente em maneiras, hábitos, espírito e trabalho. Isso se opera conservando o olhar, não somente nas realizações exteriores e superficiais, mas em Jesus. Opera-se uma transformação na mente, no espírito e no caráter. O cristão é educado na escola de Cristo, para nutrir as graças de Seu Espírito em toda a mansidão e humildade. Está-se habilitando para a sociedade dos anjos celestiais. Obreiros Evangélicos, pág. 283.

11ª Que outros versos ensinam a mesma idéia? Como você pode viver esse principio?

Para os que querem cooperar com Cristo eis uma mensagem que pode servir para poderem viver o principio de forma prática.

Jesus vê na Terra a Sua igreja verdadeira, cuja maior ambição é com Ele cooperar na grande obra de salvar pessoas. Ouve-lhes as orações, apresentadas em contrição e poder, e a Onipotência não lhes pode resistir aos rogos para a salvação de qualquer membro provado e tentado do corpo de Cristo. A igreja, prestes a entrar no seu mais duro conflito, será para Deus o objeto mais querido na Terra. A Igreja Remanescente. Pág. 16.

A importante verdade cristã presente na declaração de Paulo para a igreja em Roma foi a de que Cristo buscou ensinar aos discípulos que no reino de Deus não há fronteiras territoriais, nem classes sociais; e que eles deviam ir a todas as nações, levando-lhes a mensagem do amor do Salvador. Sua constante oração por eles era que fossem santificados pela verdade; e Jesus orou com segurança, sabendo que um decreto da parte do Todo-poderoso tinha sido feito antes que o mundo tivesse vindo à existência. Jesus sabia que o evangelho do reino devia ser pregado a todas as nações para testemunho; e que a verdade armada com a onipotência do Santo Espírito seria vitoriosa na batalha contra o mal, e que a bandeira sangrenta um dia haveria de tremular triunfante sobre Seus seguidores. Atos dos Apóstolos. Pág. 20 e 21.

12ª Na conclusão de sua epistola, que bênção Paulo pronunciou sob diversas formas? Romanos. 15: 5, 6, 13, 33.

A bênção pronunciada foi que o Deus de constância e de consolação nos dê o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. E, sejam todos vocês de um mesmo sentimento, sejam compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis. Não tornando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a bênção. Testemunhos Seletos. Vol. I. Pág. 448.

Deu-nos o Senhor em Sua Palavra, instruções definidas e inequívocas, e na obediência a elas podemos preservar a união e harmonia na igreja. A Palavra de Deus derrama sobre a vereda da vida humana uma luz que não pode errar. Todo homem terá, afinal, de ficar em pé ou cair por si mesmo, não de acordo com a opinião do partido que o sustém ou a ele se opõe, não de acordo com o juízo de qualquer homem, mas de acordo com o seu real caráter à vista de Deus. Testemunhos Seletos. Vol. II. Pág. 89.

13ª Depois de numerosas saudações pessoais, como Paulo põe fim a sua carta? Romanos. 16: 25 - 27.

Depois de tudo o que foi dito Paulo faz uma declaração dizendo: Agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. Porque pareceu bem à Macedônia e outras localidades levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem porque eles se consideram como devedores para com eles. Porque, se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com as bênçãos materiais.

Os homens precisam saber que as bênçãos da obediência a lei do amor, em sua plenitude eles só podem fruir à medida que receberem a graça de Cristo. É Sua graça que dá ao homem poder para obedecer às leis de Deus. É isso que o habilita a quebrar as cadeias do mau hábito. Esse é o único poder que pode colocá-lo e conservá-lo firme no caminho do direito. A Ciência do Bom Viver. Pág. 115.

Jesus vem (todos os dias) para dar aos membros da Igreja, individualmente, as mais ricas bênçãos, uma vez que eles Lhe abram a porta. A Igreja Remanescente. Pág. 60.

DANIEL

Daniel - Capítulo 1

Verso 3 Então disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos que trouxesse alguns dos filhos de Israel, dentre a linhagem real e dos nobres, jovens em quem não houvesse defeito algum, de bela aparência, dotados de sabedoria, inteligência e instrução, e que tivessem capacidade para assistirem no palácio do rei; e que lhes ensinasse as letras e a língua dos caldeus.

A saúde física e uma aparência formosa eram consideradas qualidades indispensáveis para um magistrado de alta linhagem entre os antigos, e ainda hoje estas características são muito bem cotadas.

Vendo nesses jovens a promessa de habilidade digna de nota, Nabucodonosor determinou que fossem educados para ocupar importantes posições em seu reino. Para que pudessem ser plenamente capacitados para sua carreira, ele fez arranjos para que aprendessem a língua dos caldeus, e que por três anos lhes fossem asseguradas as vantagens incomuns da educação fornecida aos príncipes do reino. Profetas e Reis pág. 480.

Quando o povo de Israel, seu rei, nobres e sacerdotes foram levados em cativeiro, quatro de entre eles foram selecionados para servir na corte do rei da Babilônia. Um deles era Daniel, o qual, muito cedo, deu mostras da grande habilidade desenvolvida nos anos subseqüentes. Esses rapazes eram todos de nascimento nobre e são descritos como jovens em quem não havia "defeito algum, formosos de aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e sábios em ciência, e entendidos no conhecimento" e tinham "habilidade para viver no palácio do rei". Percebendo os preciosos talentos destes jovens cativos, o rei Nabucodonosor determinou prepará-los para ocuparem importantes posições em seu reino. A fim de que pudessem tornar-se perfeitamente qualificados para sua vida na corte, de acordo com o costume oriental, eles deviam aprender a língua dos caldeus e submeter-se, durante três anos, a um curso completo de disciplina física e intelectual. Santificação pág. 18.

Verso 6 Ora, entre eles se achavam dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias.

Verso 7 Mas o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: o Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abednego.

Os novos nomes dados aos jovens hebreus significavam sua adoção na corte babilônico, costume que tem exemplos similares na história bíblica. José recebeu um nome egípcio ao ingressar na vida de cortesia egípcia (Gên. 41: 45).

Os nomes de Daniel e seus companheiros foram mudados para nomes que representavam divindades caldéias. Grande significação era atribuída aos nomes dados pelos pais hebreus aos seus filhos. Freqüentemente representavam traços de caráter que os pais desejavam ver desenvolvido no filho. Profetas e Reis pág. 480/481.

Verso 8 Daniel, porém, propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar.

Tinha várias razões pelas quais um judeu piedoso evitaria comer da comida real: (1) os babilônios, como outras nações pagãs, comiam carnes imundas; (2) os animais não tinham sido morridos de acordo com a lei levítica (Levítico. 17: 14-15); (3) uma porção dos animais destinados ao alimento era oferecida primeiramente como sacrifício aos deuses pagãos; (4) o consumo de alimentos e bebidas sibaríticos e malsanos (pessoa voluptuosa, dada aos luxos e aos prazeres) estava na contramão dos princípios de estrita temperança: (5) por todas estas razões Daniel e seus colegas preferiram abster-se de comer carnes. Os jovens hebreus decidiram não fazer nada que prejudicasse seu desenvolvimento físico, mental e espiritual.

Tomando esta decisão, os jovens hebreus não agiram presunçosamente, mas em firme confiança em Deus. Não escolheram ser singulares, mas sê-lo-iam de preferência a desonrar a Deus. Tivessem eles se comprometido com o erro neste caso rendendo-se à pressão das circunstâncias, e este abandono do princípio ter-lhes-ia enfraquecido o senso do direito e sua capacidade de aborrecer o erro. O primeiro passo errado tê-los-ia levado a outros, de maneira que, cortada sua ligação com o Céu, eles seriam varridos pela tentação. Profetas e Reis pág. 483.

Não somente esses jovens recusaram beber o vinho do rei, mas abstiveram-se das iguarias de sua mesa. Obedeceram à lei divina, tanto a natural como a moral. A seus hábitos de renúncia aliavam-se a sinceridade de propósito, a diligência e a firmeza. E os resultados manifestam a sabedoria de sua orientação.
Temperança pág. 271.

Verso 9 Ora, Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos.

Indubitavelmente a cortesia, a gentileza e a fidelidade demonstradas por estes homens lhes conquistaram a graça de seus superiores. Ao mesmo tempo eles atribuíram seu sucesso à bênção de Deus. Deus obra com os que cooperam com ele.

Estrita conformação com os reclamos do Céu traz bênçãos tanto temporais como espirituais. Inamovível em sua fidelidade a Deus, indomável no domínio de si mesmo, Daniel, por sua nobre dignidade e indeclinável integridade, conquanto fosse jovem, alcançou "graça e misericórdia" (Dan. 1:9) diante do oficial pagão a cujo cargo tinha sido posto. As mesmas características marcaram sua vida posterior. Ele ascendeu rapidamente à posição de primeiro-ministro do reino de Babilônia. Através do reinado de sucessivos dirigentes, da queda da nação e o estabelecimento de outro império mundial, foram de tal natureza sua sabedoria e capacidade de estadista, tão perfeitos seu tato, cortesia, genuína bondade de coração e sua fidelidade ao princípio, que mesmo seus inimigos foram forçados a confessar que não podiam achar "ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel". Profetas e Reis pág. 546.

Durante os três anos de preparo que tiveram, Daniel e seus companheiros mantiveram os hábitos abstêmios, o concerto com Deus, bem como contínua dependência de Seu poder. Ao chegar o tempo de serem provados pelo rei sua capacidade e aquisições, foram examinados com outros ao serviço do reino. Mas "entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Ananias, Misael e Azarias". Dan. 1:9. A penetrante percepção, escolhida e precisa linguagem, o vasto conhecimento de que eram dotados, testificavam a perfeita resistência e vigor de seu poder mental. Ficaram, portanto, perante o rei. "E em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino." Dan. 1:20. Mensagens aos Jovens pág. 241.

Verso 10 E disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; pois veria ele os vossos rostos mais abatidos do que os dos outros jovens da vossa idade? Assim poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei.

Verso 11 Então disse Daniel ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia posto sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias:

Verso 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber.

o Este parece ser um período demasiado curto para que se notasse uma mudança apreciável de aparência e vigor física. No entanto, obrigado a seus hábitos de estrita temperança, Daniel e seus colegas já desfrutavam de organismos sãos, que responderam aos benefícios de um regime apropriado.

o Sem dúvida, seu restabelecimento dos rigores da longa marcha desde Judéia foi mais marcado do que o de outros cativos que não cultivavam hábitos de sobriedade.

o No caso de Daniel e de seus três colegas, o poder divino se uniu com o esforço humano e o resultado foi verdadeiramente notável. A bênção de Deus acompanhou a nobre resolução dos jovens de não se contaminar com os manjares do rei. Sabiam que a complacência em alimentos e bebidas estimulantes não lhes permitiria atingir o melhor desenvolvimento físico e mental. Daniel estava seguro de que "um regime abstêmio faria que estes jovens tivessem uma aparência demacrada e enfermiça (doentio)... enquanto a luxuosa comida proveniente da mesa do rei os faria rubicundos e formosos (valente, destemido, forte, hábil), e lhes daria uma atividade física superior", e se surpreendeu ao ver que os resultados eram completamente opostos.

o Deus honrou a esses jovens devido a seu invariável propósito de fazer o reto. A aprovação de Deus lhes era a mais valor do que o favor do mais poderoso potentado da terra, ainda a mais valor do que a vida mesma. Esta firme resolução não tinha nascido sob a pressão das circunstâncias imediatas. Desde a meninice estes jovens tinham sido educados em estritos hábitos de temperança. Conheciam quanto aos efeitos degenerativos de um regime de alimentos intoxicantes, e fazia muito que tinham determinado não debilitar suas faculdades mentais e físicas pela complacência do apetite.

o O fim do período de prova os encontrou com melhor aparência, atividade física e vigor mental.

o Daniel não recusou as viandas do rei para aparecer como raro. Muitos poderiam raciocinar que em tais circunstâncias tinha uma desculpa plausível para apartar-se do estrito afeiçôo aos princípios e que em conseqüência Daniel era de mente estreita, fanático e demasiado puntilloso. Daniel tentava viver em paz com todos e cooperar ao máximo com seus superiores, enquanto tal cooperação não lhe exigisse sacrificar seus princípios. Estavam dispostos a sacrificar honras mundanas, riqueza e posição, sim, ainda a vida mesma em todo onde entrasse em jogo a lealdade a Jeová.

Verso 13 Então se examine na tua presença o nosso semblante e o dos jovens que comem das iguarias reais; e conforme vires procederás para com os teus servos.

Verso 14 Assim ele lhes atendeu ao pedido, e os experimentaram dez dias.

Verso 15 E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos do que todos os jovens que comiam das iguarias reais

Verso 16 Pelo que o despenseiro lhes tirou as iguarias e o vinho que deviam beber, e lhes dava legumes.

Verso 17 Ora, quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e em toda a sabedoria; e Daniel era entendido em todas as visões e todos os sonhos.

Verso 18 E ao fim dos dias, depois dos quais o rei tinha ordenado que fosse apresentado, o chefe dos eunucos os apresentou diante de Nabucodonosor.

Verso 19 Então o rei conversou com eles; e entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso ficaram assistindo diante do rei.

A instrução que Daniel e seus três amigos receberam foi também para eles uma prova de fé. A sabedoria dos caldeus estava unida à idolatria e práticas pagãs, e misturava bruxaria com ciência e sabedoria com superstição. Os estudantes hebreus se mantiveram afastados destas coisas.

Não nos diz como evitaram os conflitos, mas apesar das influências corruptoras se mantiveram fiéis à fé de seus pais, como podemos claramente apreciar por provas posteriores de sua lealdade. Os quatro jovens aprenderam a perícia e as ciências dos caldeus sem adotar os elementos pagãos misturados nelas.

Entre as razões pelas quais estes hebreus preservaram sua fé sem tacha podem notar-se as seguintes: (1) Sua firme resolução de permanecer fiéis a Deus. Tinham mais do que um desejo ou uma esperança de ser bons. Tinham a vontade de fazer o reto e apartar-se do mau. A vitória é possível só pelo correto exercício da vontade. (2) Sua dependência do poder de Deus. Ainda que valorizassem as aptidões humanas e reconheciam a necessidade do esforço humano, sabiam que estas coisas por si mesmas não lhes garantiriam o sucesso. Reconheciam que, além disto, deve ter uma humilde dependência e completa confiança no poder de Deus. (3) Negaram-se a danar sua natureza espiritual e moral mediante a complacência do apetite. Davam-se conta de que o deixar de lado os princípios uma só vez teria debilitado seu sentido do bem e do mau, o que a sua vez provavelmente os teria levado a outros maus atos e finalmente à apostasia completa. (4) Sua conseqüente vida de oração. Daniel e seus jovens parceiros se davam conta de que a oração era uma necessidade, em especial pela atmosfera de mau que continuamente os rodeava (ver SL 20).

Verso 20 E em toda matéria de sabedoria e discernimento, a respeito da qual lhes perguntou o rei, este os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino.

Quando o eunuco principal apresentou a seus graduandos ante o rei ao final de seu período de preparação, um exame feito pessoalmente por Nabucodonosor demonstrou que os quatro jovens hebreus eram superiores a todos os outros. "Em força e beleza física, em vigor mental e realizações literárias, não tinham rival".

A sabedoria superior de Daniel e de seus colegas não foi o resultado da casualidade ou do destino, nem ainda de um milagre, como geralmente se entende essa palavra. Os jovens se aplicaram diligentemente a seus estudos, e Deus abençoou seus esforços. O verdadeiro sucesso em qualquer empresa está assegurado quando se combinam o esforço divino e o humano. O esforço humano só de nada vale; da mesma maneira o poder divino não faz desnecessária a cooperação humana.

Na corte de Babilônia estavam reunidos representantes de todas as terras, homens do mais alto talento e mais ricamente dotados com dons naturais, e possuidores da cultura mais vasta que o mundo poderia oferecer; não obstante entre todos eles os jovens hebreus não tiveram competidor. Em força e beleza física, em vigor mental e dotes literários, não tinham rival. A forma ereta, o passo firme e elástico, a fisionomia agradável, os sentidos lúcidos, o hábito puro - eram todos certificados mais que suficientes de bons hábitos, insígnia da nobreza com que a Natureza honra aos que são obedientes a suas leis. Patriarcas e Profetas pág. 485.

A vida de Daniel é uma inspirada ilustração do que constitui um caráter santificado. Ela apresenta uma lição para todos, e especialmente para os jovens. Uma estrita submissão às reivindicações de Deus é benéfica à saúde do corpo e do espírito. A fim de atingir a mais elevada norma de aquisições morais e intelectuais, é necessário buscar sabedoria e força de Deus e observar estrita temperança em todos os hábitos da vida. Na experiência de Daniel e seus companheiros, temos um exemplo da vitória do princípio sobre a tentação para condescender com o apetite. Ela mostra que, por meio do princípio religioso, os jovens podem triunfar sobre as concupiscências da carne e permanecer leais às reivindicações divinas, embora lhes custe grande sacrifício. Santificação pág. 23.

Daniel e seus companheiros tinham sido fielmente instruídos nos princípios da Palavra de Deus. Haviam aprendido a sacrificar o terrestre pelo espiritual, a buscar o mais alto bem. E colheram a recompensa. Seus hábitos de temperança e seu senso de responsabilidade como representantes de Deus, requeriam o mais nobre desenvolvimento das faculdades do corpo, da mente e da alma. Educação pág. 55.

Verso 21 Assim Daniel continuou até o primeiro ano do rei Ciro.