domingo, 19 de setembro de 2010

“TODO O RESTO É COMENTÁRIO”


Lição 13
18 a 25 de setembro


Verso para Memorizar: “Você, porque julga seu irmão? E porque despreza seu irmão? Pois todos nós compareceremos diante do tribunal de Deus”. Romanos. 14: 10.

Em Seu ministério Jesus tentou corrigir a falsa norma que o mundo desenvolveu no julgar os valores dos homens. Colocou-Se ao lado dos pobres, para tirar da pobreza o estigma que o mundo lhe imprimira. Dela arrancou para sempre a ignomínia do desprezo, abençoando os pobres, os herdeiros do reino de Deus. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 197 e 198.

Tão fraca ignorante e sujeita ao erro é a natureza humana que todos devemos ser cautelosos na maneira de julgar o próximo. Pouco nós sabemos da influência de nossos atos sobre a experiência dos outros. O que fazemos ou dizemos pode parecer-nos de pouca importância, quando, se nossos olhos se abrissem, veríamos que daí resulta as mais importantes conseqüências para o bem ou para o mal. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 483.

Se nós temos a compreensão da paciência de Deus para conosco, não devemos ser achados a julgar ou a acusar ninguém. Quando Cristo vivia na Terra, quão surpresos ficariam os que O acompanhavam se, depois de familiarizados com Ele, Lhe ouvissem dizer uma palavra de acusação, crítica destrutiva ou impaciência. Não esqueçamos que aqueles que O amam devem reproduzi-Lo em Seu caráter. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 489.

DOMINGO: O IRMÃO FRACO (FRACO NO ENTENDIMENTO)

1ª Então que principio devemos tomar de Romanos 14: 1 – 3?

Falando sobre a fraqueza dos que compõe a igreja, Paulo faz uma revelação importante dizendo: Ora, ao que é fraco na fé, acolhei-o, mas não para condenar-lhe os escrúpulos (ou as escolhas). Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, (de compreensão) come só legumes. Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu.

Os gentios estavam acostumados a comer a carne de animais estrangulados, ao passo que os judeus tinham sido divinamente instruídos de que, quando animais fossem mortos para alimento, se tomasse particular cuidado para que o sangue fosse derramado do corpo; a não ser assim a carne não poderia ser considerado saudável. Deus havia dado estas injunções aos judeus a fim de preservar-lhes a saúde. Os judeus consideravam pecaminoso usar sangue como artigo alimentar. Consideravam que o sangue era a vida, e que o derramamento do sangue era conseqüência do pecado. Atos dos Apóstolos. Pág. 191.

Por tudo que nos confere vantagem sobre outros - seja educação, seja refinamento, nobreza de caráter e instrução cristã, ou experiência religiosa - achamo-nos em dívida para com os menos favorecidos; e, tanto quanto esteja em nosso poder, cumpre-nos servi-los. Se nós somos fortes, devemos apoiar as mãos dos fracos. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 105.

É importante saber que assim como nos dias de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, no período final da história da Terra o Senhor operará poderosamente em favor dos que ficarem firmes pelo direito. Aquele que andou com os hebreus valorosos na fornalha ardente, estará com os Seus seguidores em qualquer lugar. Sua constante presença confortará e sustentará. Em meio do tempo de angústia - angústia como nunca houve desde que houve nação - Seus escolhidos ficarão firmes. Satanás com todas as forças do mal não pode destruir o mais fraco (ou aquele que tiver menor compreensão) dentre os santos de Deus. Anjos magníficos em poder os protegerão, e em favor deles Jeová Se revelará como "Deus dos deuses", capaz de salvar perfeitamente os que nele puseram a sua confiança. Profetas e Reis, pág. 513.

2ª Como Romanos 14: 4 amplia o que acabamos de ver?

Paulo fazendo referencia ao descuido das pessoas da igreja que avaliam as atitudes daqueles que aceitaram o evangelho pergunta: Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para firmá-lo.

O próprio Cristo, quando contendia com Satanás acerca do corpo de Moisés, "não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele". Houvesse Ele feito isso, e ter-Se-ia colocado no terreno de Satanás; pois a acusação é a arma do maligno. Ele é chamado na Escritura "o acusador de nossos irmãos". Jesus não empregaria nenhuma das armas de Satanás. Ele o enfrentou com as palavras: "O Senhor te repreenda". Temos o exemplo de Cristo. Quando estivermos diante de um conflito com os inimigos de Cristo, nada devemos dizer em um espírito de represália, ou que tenha sequer a aparência de um juízo de maldição. O Maior Discurso de Cristo. Pág. 57.

Quando uma pessoa que professa servir a Deus ofende ou injuria a um irmão, representa mal o caráter de Deus diante daquele irmão e, a fim de estar em harmonia com Deus, a ofensa deve ser confessada, ele deve reconhecer que isto é pecado. Talvez nosso irmão nos tenha feito um maior agravo do que nós a ele, mas isto não diminui a nossa responsabilidade. Se, ao chegarmos à presença de Deus, nos lembramos de que outro tem qualquer coisa contra nós, cumpre-nos deixar a nossa oferta de oração, ou de ações de graças, ou a oferta voluntária, e ir ter com o irmão com quem estamos em desinteligência, confessando em humildade nosso próprio pecado e pedindo para ser perdoado. O Maior Discurso de Cristo. Pág. 58 e 59.

SEGUNDA: À MEDIDA QUE VOCÊS USAREM

3ª Que motivo dá Paulo para sermos cuidadosos quando julgamos os outros? Romanos. 14: 10.

“Todos nós compareceremos diante do tribunal de Deus”. A advertência é para que tenhamos cuidado porque todo desprezo dos sofredores de Deus é registrado nos livros do Céu como se fosse demonstrado à própria pessoa de Cristo. Cada membro da igreja deve examinar minuciosamente o coração, e investigar seu procedimento, para ver se estão em harmonia com o Espírito e a obra de Jesus; do contrário, o que ele poderá declarar quando comparecer perante o Juiz de toda a Terra? Será que o Senhor poderá dizer-lhe: "Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo"? E Recebereis Poder - Meditação Matinal. Pág. 313.

Pais são pelas palavras e as obras desta vida, que se decide o destino eterno de todos; sede bastante cuidadosos, pois, para não atirar uma alma tentada no campo de batalha do inimigo. Não provoqueis os jovens à ira. Não estimule neles, por meio de ordens e tratamento ásperos, o impulso para agirem precipitadamente. Muitas vezes aqueles que deviam saber como lidar com os jovens, afugentam-nos de Deus por meio de palavras e atos menos judiciosos. Deus registra esse tratamento aos jovens como um pecado contra Ele próprio. Tratai os tentados de maneira que os atraiais para vós como amigos que não desejam julgar mal nem feri-los. Medicina e Salvação. Pág. 180.

4ª Que declaração do Antigo Testamento Paulo acrescentou ao seu argumento? Romanos. 14: 11.

Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua louvará a Deus. Nunca devemos esquecer que "todos compareceremos perante o tribunal de Deus”.

Em Seus ensinos, Cristo procurava impressionar os homens com a certeza do juízo vindouro e com a sua notoriedade. Este não é o julgamento de alguns indivíduos ou mesmo de uma nação, mas do mundo todo de inteligências humanas, de seres responsáveis. Será realizado na presença de outros mundos, para que o amor, a integridade, e o serviço do homem para com Deus sejam honrados no mais alto grau. Não haverá falta de glória e honra. ... Maranata! - Meditação Matinal. Pág. 339.

Era desígnio de Deus que o Príncipe dos sofredores em forma humana fosse o Juiz do mundo inteiro. Aquele que velo das cortes celestiais para salvar o homem da morte eterna... Aquele que Se sujeitou a ser denunciado perante um tribunal terrestre, e que sofreu a ignominiosa morte de cruz - é o único que há de proferir a sentença de recompensa ou de castigo.

Aquele que aqui Se submeteu ao sofrimento e à humilhação da cruz terá no conselho de Deus a mais ampla compensação e ascenderá ao trono sendo reconhecido por todo o Universo celestial como Rei dos santos. Ele empreendeu a obra da salvação e demonstrou perante os mundos não caídos e a família celestial que é poderoso para completar a obra por Ele iniciada. ... Maranata! - Meditação Matinal. Pág. 339.

5ª Nesse contexto, como você entende o que Paulo diz em Romanos 14: 14?

Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo. Paulo expressa sua convicção pessoal, iluminado pelo Espírito, quanto à liberdade cristã e o direito das pessoas recusarem certos escrúpulos desenvolvidos por outros. A convicção de Paulo emanava de uma mente que vivia em comunhão com Cristo e que dessa maneira recebia a luz do Espírito Santo. C. B. A.

É fato que nenhuma atitude é de si mesma imunda, mas se torna pelo propósito com que é praticada. O termo “imundo” se usava para descrever aquelas coisas que ainda que fossem "comuns" para o mundo, estavam proibidas para os judeus piedosos.
C. B. A.

TERÇA: NÃO DANDO MOTIVO PARA ESCÂNDALO

6ª Que principio relacionado com a alimentação pode também ser aplicado a outras áreas da vida? Romanos. 14: 15 – 23. (I Coríntios. 8: 12 e 13.)

Se pela tua forma de te alimentar isso entristece teu irmão, já não andas segundo o amor. Não faças perecer por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Não deis motivo para que seja censurado o vosso bem; porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.

Não destruas por causa da comida a obra de Deus. Na verdade tudo é limpo, mas é um mal para o homem dar motivo de tropeço pelo comer. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece. A fé que tens, guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.

Mas, é importante saber que o próprio Jesus não comprou nunca a paz mediante transigências dos outros. Os servos de Cristo são chamados a realizar a mesma obra, e devem estar apercebidos para que, buscando evitar desarmonia, não transijam contra a verdade. E ninguém pode ser fiel aos princípios sem despertar oposição. Um cristianismo espiritual sofrerá oposição da parte dos filhos da desobediência. Mas Jesus recomendou aos discípulos: "Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma". Os que são fiéis a Deus não têm a temer o poder dos homens nem a inimizade de Satanás. Em Cristo lhes está garantida a vida eterna. Seu único temor deve ser atraiçoar a verdade, traindo assim a confiança com que Deus os honrou.
O Desejado de Todas as Nações. Pág. 356.

Todos os que confessarem a Cristo, tem de possuí-lo em si. Não podem comunicar aquilo que não receberam, por que ninguém pode oferecer o que não possui. Os discípulos poderiam discorrer fluentemente acerca de doutrinas, poderiam repetir as palavras do próprio Cristo; mas a menos que possuíssem mansidão e amor cristãos, não O estariam confessando. Um espírito contrário ao de Cristo negá-Lo-ia, fosse qual fosse à profissão de fé. Os homens podem negar a Cristo pela maledicência, por conversas destituídas de senso, por palavras inverídicas ou descorteses. *** Nós podemos negar a Cristo nos esquivando das responsabilidades da vida, ou pela busca dos prazeres pecaminosos. *** Podemos negá-Lo conformando-nos com o mundo, ou por uma conduta indelicada, até pelo amor das próprias opiniões, ou pela justificação própria, também por nutrir dúvidas, por ansiedades desnecessárias, e por deixar-se estar em sombras. Por todas essas coisas declaram não ter consigo a Cristo. O Desejado de Todas as Nações. Pág. 357.

A consciência do irmão débil sofre e se perturba ao ver que crentes a mais tempo se comprazem no que ele considera pecaminoso. Esse pesar pode resultar em sua destruição, pois bem poderia apartar-se da fé cristã porque lhe parece que está relacionada com práticas que ele considera pecaminosas, ou poderia ser induzido pelo exemplo de seus irmãos mais fortes a aprovar cabalmente uma conduta que para ele é pecaminosa. C. B. A.

7ª No verso 22, em meio a toda essa discussão sobre deixar as pessoas agirem conforme a própria consciência, Paulo acrescenta uma advertência muito interessante: “Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova”.

O que significa isso?

Significa nós sabermos que o sábio aproveitamento de nossas oportunidades, o cultivo dos talentos que nos foram dados por Deus, é que nos tornará homens e mulheres que possam ser aprovados pelo Senhor e uma bênção para a sociedade. Tende uma norma elevada, e com indomável energia tirai o máximo proveito de vossos talentos e oportunidades, e avançai para o alvo. A formação de um caráter íntegro é obra da vida inteira, e é o resultado de meditar com oração e em ligação com um grande propósito. A excelência do caráter que possuís tem que ser o resultado de vosso próprio esforço. Os amigos vos podem animar, mas não podem fazer a obra em vosso lugar. Fundamentos da Educação Cristã. Pág. 87.

Significa dizer que a obra do Senhor não deve receber a imagem e a inscrição do homem. Porque de tempos em tempos o Senhor introduz aí instrumentos diversos, mediante os quais melhor se pode cumprir o Seu desígnio. Felizes (Bem-aventurados) são os homens que de boa vontade se submetem a Deus e humilham o seu próprio eu, dizendo juntamente com João: "É necessário que o Senhor cresça e que eu diminua". O Desejado de Todas as Nações. Pág. 182.

Significa também que para sermos felizes, precisamos procurar alcançar um caráter como o que Cristo manifestou. Uma marcante peculiaridade de Cristo foi Sua abnegação e benevolência. Ele veio não para buscar o que Lhe era próprio. Andou fazendo o bem, e isto era Sua comida e bebida. Nós podemos, seguindo o exemplo do Salvador, estar em santa comunhão com Ele; e ao buscar diariamente imitar o Seu caráter e seguir o Seu exemplo seremos uma bênção para o mundo e garantiremos nosso contentamento aqui e uma eterna recompensa no futuro. Beneficência Social. Pág. 309.

Não se condenar naquilo que aprova significa dizer que o Senhor deseja ver felizes todos os Seus filhos, em paz e obediência. Disse Jesus: "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize". "Tenho-vos dito isso para que a Minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa". Caminho a Cristo. Pág. 124.

E ainda significa dizer que a felicidade que se busca por motivos egoístas, fora do caminho do dever, é volúvel, caprichosa e transitória; dissipa-se, deixando n"alma uma sensação de isolamento e pesar; no serviço de Deus, porém, há satisfação e alegria. O cristão não tem de andar por veredas incertas; não é abandonado a vãos desgostos e decepções. Ainda que não nos sejam dados os prazeres desta vida, podemos, não obstante, sentir-nos felizes por esperar a vida por vir. Caminho a Cristo. Pág. 124.

QUARTA: OBSERVÂNCIA DE DIAS

8ª A que Paulo se refere ao mencionar a “diferença entre dia e dia”? Ele está dizendo alguma coisa sobre o quarto Mandamento? Se não, por quê? Romanos. 14: 4 – 10.

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Paulo falou sobre o assunto fazendo referencia as leis cerimoniais e a lei moral que estabeleciam as santas convocações. Isso porque havia uma divergência muito grande entre os judeus tradicionais e os conversos ao cristianismo.

Os judeus continuavam na prática dos cerimoniais e acusavam os cristãos de serem desobedientes, os cristãos os consideravam fanáticos religiosos. Os cristãos acreditavam que as leis cerimoniais haviam sido substituídas por Cristo, os judeus tradicionais não acreditavam em Cristo e afirmavam que as leis cerimoniais ainda deviam serem praticadas.

Em questões de consciência, a alma deve ser deixada livre. Ninguém deve controlar o espírito de outro, julgar por outro, ou prescrever-lhe o dever. Deus dá a toda alma liberdade de pensar, e seguir suas próprias convicções. "Cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus". Ninguém tem direito de imergir sua individualidade na de outro. Em tudo quanto envolve princípios, "cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo". Mente, Caráter e Personalidade. Vol. II. Pág. 707.

Na verdade o povo de Deus nunca foi orientado quanto a observância de um dia sagrado, mas sim de uma data sagrada, fosse em relação a lei cerimonial ou a lei moral. Os sábados eram datas especificas em que os israelitas comemoravam um acontecimento distinto e sagrado para que o povo se lembrasse de que o Senhor sempre foi o único Deus que verdadeiramente proporcionava libertação, e era a este Deus que eles deveriam adorar.

QUINTA: BÊNÇÃO DE CONCLUSÃO

9ª A que exemplo se referiu Paulo ao mencionar que devemos suportar as debilidades dos fracos? Que importante verdade cristã está presente neste texto? Romanos. 15: 1 - 3.

Para nós que somos fortes na fé, Paulo diz que devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que é bom para edificação dele. Porque também Cristo não veio para agradar a si mesmo, mas como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam.

Deus tem um povo distinto, uma igreja na Terra, que não é inferior a nenhuma outra, mas superior a todas em seus recursos para ensinar a verdade, e para vindicar a Lei de Deus. Tem Deus agentes divinamente designados - homens a quem Ele está guiando, que suportaram o calor e a fadiga do dia, e que cooperam com os instrumentos celestiais para promoverem o reino de Cristo em nosso mundo. Unam-se todos a esses agentes escolhidos, e sejam afinal encontrados entre os que têm a paciência dos santos, guardam os mandamentos de Deus, e têm a fé de Jesus. ... A Igreja Remanescente. Pág. 54.

As circunstâncias podem separar amigos; e as ondas desassossegadas do vasto mar podem rolar entre nós e eles. Mas nenhuma circunstância, ou distância alguma nos pode separar do Salvador. Estejamos onde estivermos, Ele Se acha à nossa mão direita para sustentar, manter, proteger e animar. Maior que o amor de uma mãe por seu filho, é o de Cristo por seus remidos. A Ciência do Bom Viver. Pág. 72.

10ª Que significa ser seguidor de Jesus?

Os seguidores de Cristo devem ser a luz do mundo; mas Deus não lhes manda fazer um esforço para brilhar. E todos os seguidores de Cristo devem participar dessa alegria eterna. Por grande e gloriosa que seja a vida futura, nossa recompensa não é inteiramente reservada só para o dia da libertação final. Mesmo na Terra, podemos pela fé entrar na alegria do Senhor. A Ciência do Bom Viver. Pág. 36 e 504.

Os seguidores de Cristo são aqueles que estão apostos para servir ao próximo. Vejamos a declaração feita em relação a esta situação. Os seguidores de Cristo foram redimidos para ser úteis ao próximo. Nosso Senhor ensina que o verdadeiro objetivo da vida é servir. Cristo mesmo foi obreiro, e dá a todos os Seus seguidores a lei do serviço - o serviço a Deus e ao próximo. Aqui Cristo apresentou ao mundo uma concepção mais elevada da vida, a qual jamais conheceram. Vivendo para servir aos outros, o homem é levado à comunhão com Cristo. A lei de servir torna-se o vínculo que nos liga a Deus e a nosso semelhante. Beneficência Social. Pág. 53.

O seguidor de Cristo deve-se aperfeiçoar constantemente em maneiras, hábitos, espírito e trabalho. Isso se opera conservando o olhar, não somente nas realizações exteriores e superficiais, mas em Jesus. Opera-se uma transformação na mente, no espírito e no caráter. O cristão é educado na escola de Cristo, para nutrir as graças de Seu Espírito em toda a mansidão e humildade. Está-se habilitando para a sociedade dos anjos celestiais. Obreiros Evangélicos, pág. 283.

11ª Que outros versos ensinam a mesma idéia? Como você pode viver esse principio?

Para os que querem cooperar com Cristo eis uma mensagem que pode servir para poderem viver o principio de forma prática.

Jesus vê na Terra a Sua igreja verdadeira, cuja maior ambição é com Ele cooperar na grande obra de salvar pessoas. Ouve-lhes as orações, apresentadas em contrição e poder, e a Onipotência não lhes pode resistir aos rogos para a salvação de qualquer membro provado e tentado do corpo de Cristo. A igreja, prestes a entrar no seu mais duro conflito, será para Deus o objeto mais querido na Terra. A Igreja Remanescente. Pág. 16.

A importante verdade cristã presente na declaração de Paulo para a igreja em Roma foi a de que Cristo buscou ensinar aos discípulos que no reino de Deus não há fronteiras territoriais, nem classes sociais; e que eles deviam ir a todas as nações, levando-lhes a mensagem do amor do Salvador. Sua constante oração por eles era que fossem santificados pela verdade; e Jesus orou com segurança, sabendo que um decreto da parte do Todo-poderoso tinha sido feito antes que o mundo tivesse vindo à existência. Jesus sabia que o evangelho do reino devia ser pregado a todas as nações para testemunho; e que a verdade armada com a onipotência do Santo Espírito seria vitoriosa na batalha contra o mal, e que a bandeira sangrenta um dia haveria de tremular triunfante sobre Seus seguidores. Atos dos Apóstolos. Pág. 20 e 21.

12ª Na conclusão de sua epistola, que bênção Paulo pronunciou sob diversas formas? Romanos. 15: 5, 6, 13, 33.

A bênção pronunciada foi que o Deus de constância e de consolação nos dê o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. E, sejam todos vocês de um mesmo sentimento, sejam compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis. Não tornando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a bênção. Testemunhos Seletos. Vol. I. Pág. 448.

Deu-nos o Senhor em Sua Palavra, instruções definidas e inequívocas, e na obediência a elas podemos preservar a união e harmonia na igreja. A Palavra de Deus derrama sobre a vereda da vida humana uma luz que não pode errar. Todo homem terá, afinal, de ficar em pé ou cair por si mesmo, não de acordo com a opinião do partido que o sustém ou a ele se opõe, não de acordo com o juízo de qualquer homem, mas de acordo com o seu real caráter à vista de Deus. Testemunhos Seletos. Vol. II. Pág. 89.

13ª Depois de numerosas saudações pessoais, como Paulo põe fim a sua carta? Romanos. 16: 25 - 27.

Depois de tudo o que foi dito Paulo faz uma declaração dizendo: Agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. Porque pareceu bem à Macedônia e outras localidades levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem porque eles se consideram como devedores para com eles. Porque, se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com as bênçãos materiais.

Os homens precisam saber que as bênçãos da obediência a lei do amor, em sua plenitude eles só podem fruir à medida que receberem a graça de Cristo. É Sua graça que dá ao homem poder para obedecer às leis de Deus. É isso que o habilita a quebrar as cadeias do mau hábito. Esse é o único poder que pode colocá-lo e conservá-lo firme no caminho do direito. A Ciência do Bom Viver. Pág. 115.

Jesus vem (todos os dias) para dar aos membros da Igreja, individualmente, as mais ricas bênçãos, uma vez que eles Lhe abram a porta. A Igreja Remanescente. Pág. 60.

DANIEL

Daniel - Capítulo 1

Verso 3 Então disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos que trouxesse alguns dos filhos de Israel, dentre a linhagem real e dos nobres, jovens em quem não houvesse defeito algum, de bela aparência, dotados de sabedoria, inteligência e instrução, e que tivessem capacidade para assistirem no palácio do rei; e que lhes ensinasse as letras e a língua dos caldeus.

A saúde física e uma aparência formosa eram consideradas qualidades indispensáveis para um magistrado de alta linhagem entre os antigos, e ainda hoje estas características são muito bem cotadas.

Vendo nesses jovens a promessa de habilidade digna de nota, Nabucodonosor determinou que fossem educados para ocupar importantes posições em seu reino. Para que pudessem ser plenamente capacitados para sua carreira, ele fez arranjos para que aprendessem a língua dos caldeus, e que por três anos lhes fossem asseguradas as vantagens incomuns da educação fornecida aos príncipes do reino. Profetas e Reis pág. 480.

Quando o povo de Israel, seu rei, nobres e sacerdotes foram levados em cativeiro, quatro de entre eles foram selecionados para servir na corte do rei da Babilônia. Um deles era Daniel, o qual, muito cedo, deu mostras da grande habilidade desenvolvida nos anos subseqüentes. Esses rapazes eram todos de nascimento nobre e são descritos como jovens em quem não havia "defeito algum, formosos de aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e sábios em ciência, e entendidos no conhecimento" e tinham "habilidade para viver no palácio do rei". Percebendo os preciosos talentos destes jovens cativos, o rei Nabucodonosor determinou prepará-los para ocuparem importantes posições em seu reino. A fim de que pudessem tornar-se perfeitamente qualificados para sua vida na corte, de acordo com o costume oriental, eles deviam aprender a língua dos caldeus e submeter-se, durante três anos, a um curso completo de disciplina física e intelectual. Santificação pág. 18.

Verso 6 Ora, entre eles se achavam dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias.

Verso 7 Mas o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: o Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abednego.

Os novos nomes dados aos jovens hebreus significavam sua adoção na corte babilônico, costume que tem exemplos similares na história bíblica. José recebeu um nome egípcio ao ingressar na vida de cortesia egípcia (Gên. 41: 45).

Os nomes de Daniel e seus companheiros foram mudados para nomes que representavam divindades caldéias. Grande significação era atribuída aos nomes dados pelos pais hebreus aos seus filhos. Freqüentemente representavam traços de caráter que os pais desejavam ver desenvolvido no filho. Profetas e Reis pág. 480/481.

Verso 8 Daniel, porém, propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar.

Tinha várias razões pelas quais um judeu piedoso evitaria comer da comida real: (1) os babilônios, como outras nações pagãs, comiam carnes imundas; (2) os animais não tinham sido morridos de acordo com a lei levítica (Levítico. 17: 14-15); (3) uma porção dos animais destinados ao alimento era oferecida primeiramente como sacrifício aos deuses pagãos; (4) o consumo de alimentos e bebidas sibaríticos e malsanos (pessoa voluptuosa, dada aos luxos e aos prazeres) estava na contramão dos princípios de estrita temperança: (5) por todas estas razões Daniel e seus colegas preferiram abster-se de comer carnes. Os jovens hebreus decidiram não fazer nada que prejudicasse seu desenvolvimento físico, mental e espiritual.

Tomando esta decisão, os jovens hebreus não agiram presunçosamente, mas em firme confiança em Deus. Não escolheram ser singulares, mas sê-lo-iam de preferência a desonrar a Deus. Tivessem eles se comprometido com o erro neste caso rendendo-se à pressão das circunstâncias, e este abandono do princípio ter-lhes-ia enfraquecido o senso do direito e sua capacidade de aborrecer o erro. O primeiro passo errado tê-los-ia levado a outros, de maneira que, cortada sua ligação com o Céu, eles seriam varridos pela tentação. Profetas e Reis pág. 483.

Não somente esses jovens recusaram beber o vinho do rei, mas abstiveram-se das iguarias de sua mesa. Obedeceram à lei divina, tanto a natural como a moral. A seus hábitos de renúncia aliavam-se a sinceridade de propósito, a diligência e a firmeza. E os resultados manifestam a sabedoria de sua orientação.
Temperança pág. 271.

Verso 9 Ora, Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos.

Indubitavelmente a cortesia, a gentileza e a fidelidade demonstradas por estes homens lhes conquistaram a graça de seus superiores. Ao mesmo tempo eles atribuíram seu sucesso à bênção de Deus. Deus obra com os que cooperam com ele.

Estrita conformação com os reclamos do Céu traz bênçãos tanto temporais como espirituais. Inamovível em sua fidelidade a Deus, indomável no domínio de si mesmo, Daniel, por sua nobre dignidade e indeclinável integridade, conquanto fosse jovem, alcançou "graça e misericórdia" (Dan. 1:9) diante do oficial pagão a cujo cargo tinha sido posto. As mesmas características marcaram sua vida posterior. Ele ascendeu rapidamente à posição de primeiro-ministro do reino de Babilônia. Através do reinado de sucessivos dirigentes, da queda da nação e o estabelecimento de outro império mundial, foram de tal natureza sua sabedoria e capacidade de estadista, tão perfeitos seu tato, cortesia, genuína bondade de coração e sua fidelidade ao princípio, que mesmo seus inimigos foram forçados a confessar que não podiam achar "ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel". Profetas e Reis pág. 546.

Durante os três anos de preparo que tiveram, Daniel e seus companheiros mantiveram os hábitos abstêmios, o concerto com Deus, bem como contínua dependência de Seu poder. Ao chegar o tempo de serem provados pelo rei sua capacidade e aquisições, foram examinados com outros ao serviço do reino. Mas "entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Ananias, Misael e Azarias". Dan. 1:9. A penetrante percepção, escolhida e precisa linguagem, o vasto conhecimento de que eram dotados, testificavam a perfeita resistência e vigor de seu poder mental. Ficaram, portanto, perante o rei. "E em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino." Dan. 1:20. Mensagens aos Jovens pág. 241.

Verso 10 E disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; pois veria ele os vossos rostos mais abatidos do que os dos outros jovens da vossa idade? Assim poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei.

Verso 11 Então disse Daniel ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia posto sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias:

Verso 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber.

o Este parece ser um período demasiado curto para que se notasse uma mudança apreciável de aparência e vigor física. No entanto, obrigado a seus hábitos de estrita temperança, Daniel e seus colegas já desfrutavam de organismos sãos, que responderam aos benefícios de um regime apropriado.

o Sem dúvida, seu restabelecimento dos rigores da longa marcha desde Judéia foi mais marcado do que o de outros cativos que não cultivavam hábitos de sobriedade.

o No caso de Daniel e de seus três colegas, o poder divino se uniu com o esforço humano e o resultado foi verdadeiramente notável. A bênção de Deus acompanhou a nobre resolução dos jovens de não se contaminar com os manjares do rei. Sabiam que a complacência em alimentos e bebidas estimulantes não lhes permitiria atingir o melhor desenvolvimento físico e mental. Daniel estava seguro de que "um regime abstêmio faria que estes jovens tivessem uma aparência demacrada e enfermiça (doentio)... enquanto a luxuosa comida proveniente da mesa do rei os faria rubicundos e formosos (valente, destemido, forte, hábil), e lhes daria uma atividade física superior", e se surpreendeu ao ver que os resultados eram completamente opostos.

o Deus honrou a esses jovens devido a seu invariável propósito de fazer o reto. A aprovação de Deus lhes era a mais valor do que o favor do mais poderoso potentado da terra, ainda a mais valor do que a vida mesma. Esta firme resolução não tinha nascido sob a pressão das circunstâncias imediatas. Desde a meninice estes jovens tinham sido educados em estritos hábitos de temperança. Conheciam quanto aos efeitos degenerativos de um regime de alimentos intoxicantes, e fazia muito que tinham determinado não debilitar suas faculdades mentais e físicas pela complacência do apetite.

o O fim do período de prova os encontrou com melhor aparência, atividade física e vigor mental.

o Daniel não recusou as viandas do rei para aparecer como raro. Muitos poderiam raciocinar que em tais circunstâncias tinha uma desculpa plausível para apartar-se do estrito afeiçôo aos princípios e que em conseqüência Daniel era de mente estreita, fanático e demasiado puntilloso. Daniel tentava viver em paz com todos e cooperar ao máximo com seus superiores, enquanto tal cooperação não lhe exigisse sacrificar seus princípios. Estavam dispostos a sacrificar honras mundanas, riqueza e posição, sim, ainda a vida mesma em todo onde entrasse em jogo a lealdade a Jeová.

Verso 13 Então se examine na tua presença o nosso semblante e o dos jovens que comem das iguarias reais; e conforme vires procederás para com os teus servos.

Verso 14 Assim ele lhes atendeu ao pedido, e os experimentaram dez dias.

Verso 15 E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos do que todos os jovens que comiam das iguarias reais

Verso 16 Pelo que o despenseiro lhes tirou as iguarias e o vinho que deviam beber, e lhes dava legumes.

Verso 17 Ora, quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e em toda a sabedoria; e Daniel era entendido em todas as visões e todos os sonhos.

Verso 18 E ao fim dos dias, depois dos quais o rei tinha ordenado que fosse apresentado, o chefe dos eunucos os apresentou diante de Nabucodonosor.

Verso 19 Então o rei conversou com eles; e entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso ficaram assistindo diante do rei.

A instrução que Daniel e seus três amigos receberam foi também para eles uma prova de fé. A sabedoria dos caldeus estava unida à idolatria e práticas pagãs, e misturava bruxaria com ciência e sabedoria com superstição. Os estudantes hebreus se mantiveram afastados destas coisas.

Não nos diz como evitaram os conflitos, mas apesar das influências corruptoras se mantiveram fiéis à fé de seus pais, como podemos claramente apreciar por provas posteriores de sua lealdade. Os quatro jovens aprenderam a perícia e as ciências dos caldeus sem adotar os elementos pagãos misturados nelas.

Entre as razões pelas quais estes hebreus preservaram sua fé sem tacha podem notar-se as seguintes: (1) Sua firme resolução de permanecer fiéis a Deus. Tinham mais do que um desejo ou uma esperança de ser bons. Tinham a vontade de fazer o reto e apartar-se do mau. A vitória é possível só pelo correto exercício da vontade. (2) Sua dependência do poder de Deus. Ainda que valorizassem as aptidões humanas e reconheciam a necessidade do esforço humano, sabiam que estas coisas por si mesmas não lhes garantiriam o sucesso. Reconheciam que, além disto, deve ter uma humilde dependência e completa confiança no poder de Deus. (3) Negaram-se a danar sua natureza espiritual e moral mediante a complacência do apetite. Davam-se conta de que o deixar de lado os princípios uma só vez teria debilitado seu sentido do bem e do mau, o que a sua vez provavelmente os teria levado a outros maus atos e finalmente à apostasia completa. (4) Sua conseqüente vida de oração. Daniel e seus jovens parceiros se davam conta de que a oração era uma necessidade, em especial pela atmosfera de mau que continuamente os rodeava (ver SL 20).

Verso 20 E em toda matéria de sabedoria e discernimento, a respeito da qual lhes perguntou o rei, este os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino.

Quando o eunuco principal apresentou a seus graduandos ante o rei ao final de seu período de preparação, um exame feito pessoalmente por Nabucodonosor demonstrou que os quatro jovens hebreus eram superiores a todos os outros. "Em força e beleza física, em vigor mental e realizações literárias, não tinham rival".

A sabedoria superior de Daniel e de seus colegas não foi o resultado da casualidade ou do destino, nem ainda de um milagre, como geralmente se entende essa palavra. Os jovens se aplicaram diligentemente a seus estudos, e Deus abençoou seus esforços. O verdadeiro sucesso em qualquer empresa está assegurado quando se combinam o esforço divino e o humano. O esforço humano só de nada vale; da mesma maneira o poder divino não faz desnecessária a cooperação humana.

Na corte de Babilônia estavam reunidos representantes de todas as terras, homens do mais alto talento e mais ricamente dotados com dons naturais, e possuidores da cultura mais vasta que o mundo poderia oferecer; não obstante entre todos eles os jovens hebreus não tiveram competidor. Em força e beleza física, em vigor mental e dotes literários, não tinham rival. A forma ereta, o passo firme e elástico, a fisionomia agradável, os sentidos lúcidos, o hábito puro - eram todos certificados mais que suficientes de bons hábitos, insígnia da nobreza com que a Natureza honra aos que são obedientes a suas leis. Patriarcas e Profetas pág. 485.

A vida de Daniel é uma inspirada ilustração do que constitui um caráter santificado. Ela apresenta uma lição para todos, e especialmente para os jovens. Uma estrita submissão às reivindicações de Deus é benéfica à saúde do corpo e do espírito. A fim de atingir a mais elevada norma de aquisições morais e intelectuais, é necessário buscar sabedoria e força de Deus e observar estrita temperança em todos os hábitos da vida. Na experiência de Daniel e seus companheiros, temos um exemplo da vitória do princípio sobre a tentação para condescender com o apetite. Ela mostra que, por meio do princípio religioso, os jovens podem triunfar sobre as concupiscências da carne e permanecer leais às reivindicações divinas, embora lhes custe grande sacrifício. Santificação pág. 23.

Daniel e seus companheiros tinham sido fielmente instruídos nos princípios da Palavra de Deus. Haviam aprendido a sacrificar o terrestre pelo espiritual, a buscar o mais alto bem. E colheram a recompensa. Seus hábitos de temperança e seu senso de responsabilidade como representantes de Deus, requeriam o mais nobre desenvolvimento das faculdades do corpo, da mente e da alma. Educação pág. 55.

Verso 21 Assim Daniel continuou até o primeiro ano do rei Ciro.

A FAMILIA É UM PATRIMÔNIO DE DEUS

A ORAÇÃO SECRETA

Temos que orar em família; e sobretudo não devemos negligenciar a oração secreta, pois ela é a vida da alma. É impossível a alma prosperar enquanto é negligenciada a oração. A oração familiar e a oração pública não bastam. Em solidão, abra-se a alma às vistas perscrutadoras de Deus. A oração secreta só deve ser ouvida por Ele – o Deus que ouve as orações. Nenhum ouvido curioso deve partilhar dessas petições em que a alma assim depõe o seu fardo. Na oração secreta a alma está livre das influências do ambiente, livre da agitação, e calmamente, mas com fervor, a pessoa busca a Deus. Suave e permanente será a influência que emana daquele que vê o secreto, e cujo ouvido está aberto para ouvir a prece que vem do coração. Pela fé calma e singela a alma entretém comunhão com Deus e absorve raios de luz divina que a devem fortalecer e suster no conflito contra Satanás. Deus é nossa fortaleza. Caminho a Cristo. Pág. 98.

O ÊXITO DE TODAS AS COISAS DEPENDE DA FAMILIA

A sociedade compõe-se de famílias, e a sociedade é o que a façam os chefes de família. Do coração "procedem às saídas da vida", e o coração da sociedade, da igreja e da nação, é o lar. A felicidade da sociedade, o êxito da igreja, a prosperidade da nação, dependem das influências domésticas. A Ciência de o Bom Viver, pág. 349.

LAR E FAMILIA

O Senhor é servido pelo fiel obreiro doméstico tanto quanto, ou ainda mais, do que por aquele que prega a Palavra fora. Pais e mães deveriam compreender que são os educadores de seus filhos. Estes representam a herança do Senhor; e deveriam ser treinados e disciplinados de modo a formar caráter que o Senhor possa aprovar. Quando esse trabalho é feito cuidadosamente, com fidelidade e oração, anjos de Deus guardam a família, e a vida mais simples se torna sagrada. A Verdade Sobre os Anjos. Pág. 16.

A lição do bom samaritano não é menos necessária hoje no mundo, do que quando foi proferida pelos lábios de Jesus. O egoísmo e a fria formalidade têm quase extinguido o fogo do amor cristão, dissipando as graças que seriam por assim dizer a fragrância do caráter. Muitos dos que professam hoje cristianismo, deixaram de considerar o fato de que os cristãos têm de representar bem a Cristo. A menos que haja sacrifício prático em bem de outros, no círculo da família, na vizinhança, na igreja e onde quer que estejamos não seremos cristãos, seja qual for a nossa profissão de fé. O Desejado de Todas as Nações, pág. 497 e 504.


O LAR DEVE SER UM LUGAR DE EDUCAÇÃO

Em Sua sabedoria, o Senhor determinou que a família fosse o maior dentre todos os fatores educativos. É no lar que a educação da criança deve se iniciar. Ali está a sua primeira escola. Ali, tendo seus pais como instrutores, terá a criança de aprender as lições que a devem guiar por toda a vida - lições de respeito, obediência, reverência e domínio próprio. As influências educativas do lar são uma força decidida para o bem ou para o mal. São, em muitos sentidos, silenciosas e graduais, mas, sendo exercidas na direção devida, tornam-se fator de grande alcance em prol da verdade e justiça. Se a criança não é instruída corretamente ali, Satanás a educará por meio de fatores de sua escolha. Quão importante, pois, é a escola do lar! Conselhos Professores, Pais e Estudantes. Pág. 107.

A NEGLIGÊNCIA DA IGREJA E SEUS RESULTADOS

Onde quer que uma igreja seja estabelecida, todos os membros devem empenhar-se ativamente em trabalho missionário. Devem visitar cada família da vizinhança e informar-se de sua condição espiritual. Se os professos cristãos se empenhassem nesta obra desde o momento em que os seus nomes são postos no livro da igreja, não haveria agora tão disseminada incredulidade, tão profunda iniqüidade, impiedade tão sem paralelo como se observa no mundo presentemente. Se cada membro da igreja tivesse procurado iluminar a outros, milhares e milhares hoje estariam ao lado do povo que guarda os mandamentos de Deus. Beneficência Social. Pág. 72.

E não é somente no mundo que vemos os resultados da negligência da igreja em trabalhar nas fileiras de Cristo. Por esta negligência tem sido levado para dentro da igreja um estado de coisas que tem eclipsado os altos e santos interesses da obra de Deus. Um espírito de criticismo e amargura têm penetrado na igreja, e o discernimento espiritual de muitos tem diminuído. Em virtude disto a causa de Cristo tem sofrido grande perda. As inteligências celestiais têm estado à espera de poder cooperar com os agentes humanos, mas nós não temos discernido sua presença. Beneficência Social. Pág. 72.

A INFLUÊNCIA DA MULHER

Uma mulher verdadeiramente convertida exercerá poderosa influência transformadora para o bem. Associada ao marido, ela pode ajudá-lo em seu trabalho e tornar-se um meio de encorajamento e bênção para ele. Quando a vontade e a conduta da mulher são levadas em sujeição ao Espírito de Deus, não há limite para o bem que ela pode realizar. Beneficência Social. Pág. 157.

A FUNÇÃO DO MARIDO

O espírito que Cristo manifesta para conosco é o que devem manifestar mutuamente os maridos. Filipenses. 2: 5. "E andai em amor, como também Cristo vos amou... Assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas ao seu marido. Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela". A Ciência de o Bom Viver. Pág. 361.

O Senhor pôs o esposo como cabeça da esposa para ser seu protetor; ele é o laço de união da família, unindo os membros entre si, da mesma forma como Cristo é a cabeça da igreja e o Salvador do corpo espiritual. Que cada esposo que sustenta amar a Deus estude cuidadosamente os reclamos de Deus no que respeita a sua posição. A autoridade de Cristo é exercida com sabedoria, com toda a bondade e mansidão; assim exerça o esposo seu poder e imite a grande Cabeça da igreja. O Lar Adventista, pág. 215.

O marido e pai retraído, egoísta, despótico, não somente é infeliz, como lança sombras sobre todos os que o cercam em casa. Ele há de colher o resultado vendo a esposa desalentada e doentia, e os filhos manchados pelos desagradáveis traços de seu próprio caráter. A Ciência de o Bom Viver. Pag. 374.

Um marido despótico é um marido ditador, um marido retraído é um marido omisso, e um marido egoísta é um marido que não visa o bem da família.

O SEGUNDO MANDAMENTO

Não farás para ti imagem esculpida, e nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas abaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, e não interferirei nas conseqüências das iniqüidades praticadas pelos pais e que virão sobre os filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. Mas usarei de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.

A obra da mãe é solene e importante - moldar o espírito e o caráter dos filhos prepará-los para serem úteis aqui, e habilitá-los para a vida futura e imortal. Obreiros Evangélicos. Pág. 203.

Jesus adquiriu Sua educação no lar. Sua mãe foi-Lhe a primeira professora humana. Dos lábios da mãe e dos rolos dos profetas, Jesus aprendeu as coisas celestes. Vivia numa casa de camponeses, e fiel e alegremente desempenhou Sua parte nas responsabilidades domésticas. Aquele que fora o Capitão dos Céus, era agora servo voluntário, filho amoroso e obediente. Aprendeu um ofício, e trabalhava com Suas próprias mãos na carpintaria de José. Orientação da Criança. Pág. 19.

A mãe é quem ensina o filho a chamar o seu progenitor de pai. Toda mulher prestes a tornar-se mãe, seja qual for o seu ambiente, deve animar constantemente uma disposição feliz, alegre, contente, sabendo que por todos os seus esforços postos nesta direção será ela recompensada dez vezes mais no caráter tanto físico como moral do seu filho. E isto não é tudo. Ela pode, pelo hábito, acostumar-se a pensamentos animosos, e assim encorajar um feliz estado de espírito e lançar alegre reflexo de sua própria felicidade de espírito na família e nos que com ela se associam. Mente Caráter e Personalidade. Vol.I Pág. 131.

domingo, 12 de setembro de 2010

“AMOR E LEI”


Lição 12
11 a 18 de setembro

Sábado à Tarde

Verso para Memorizar: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Romanos. 12: 2.

O apóstolo Paulo exorta os cristãos a não se conformarem com o mundo, mas se transformarem pela renovação do entendimento. Alguns que professam serem filhos de Deus, no entanto, não sentem escrúpulos de se adaptarem aos costumes do mundo no uso de ouro e pérolas e vestidos preciosos. Os que se apegam aos adornos proibidos na Palavra de Deus nutrem orgulho e vaidade no coração. Quando a mente está firme na idéia de apenas agradar a Deus, desaparecem todos os desnecessários embelezamentos pessoais. Testemunhos Seletos. Vol. I. Pág. 599.

Deus põe perante nós a eternidade, com suas realidades solenes, e concede-nos a posse de temas imortais, imperecíveis. Deus apresenta para nós uma verdade valiosa e enobrecedora, a fim de que avancemos numa vereda segura e certa, na realização de um objetivo merecedor do fervoroso empenho de todas as nossas faculdades.
A Ciência do Bom Viver. Pág. 397.

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos;... e não toqueis nada imundo;... e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso".

DOMINGO: SACRIFICIOS VIVOS

1ª Que semelhanças Paulo destaca entre os “sacrifícios” do Antigo Testamento e do Novo? Que diferenças existem? Romanos. 12: 1 e 2.

A santificação apresentada nas Escrituras compreende o ser inteiro: espírito, alma e corpo. No tempo do antigo Israel, toda oferta trazida como sacrifício a Deus era cuidadosamente examinada. Se, se descobria qualquer defeito no animal apresentado, este era rejeitado; pois Deus recomendara que a oferta fosse "sem mancha". Assim se ordena aos cristãos que apresentem o corpo "em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus". A fim de fazerem isto, todas as faculdades devem ser conservadas na melhor condição possível. Todo uso ou costume que enfraquece a força física ou mental inabilita o homem para o serviço de seu Criador. E agradar-Se-á Deus com qualquer coisa que seja menos do que o melhor que podemos oferecer?
O Grande Conflito. Pág. 473.

No Antigo Israel o culto cotidiano racional consistia no holocausto da manhã e da tarde, na oferta de incenso suave no altar de ouro, e nas ofertas especiais pelos pecados individuais. E também havia ofertas para os sábados cerimoniais, luas novas e solenidades especiais. *** O apóstolo Paulo aponta para esses sacrifícios como uma ilustração do que os seguidores de Cristo devem tornar-se hoje. Devemos entregar-nos ao serviço de Deus e procurar que a oferta se aproxime o máximo possível da perfeição. Deus não Se agradará de coisa alguma inferior ao melhor que podemos oferecer. Patriarcas e Profetas. Pág. 352.

Se o teu procedimento, no dia-a-dia, está te causando enfermidade, devido a teus maus hábitos. O apóstolo insiste com os irmãos que consagrem a Deus o corpo. Teus esforços devem ser fervorosos, exatos e perseverantes, a fim de teres êxito. Como seguidor de Cristo, deves aprender a controlar toda e qualquer expressão de impaciência e paixão. Mente Caráter e Personalidade. Vol. I. Pág. 275.

Os homens poluíram o templo da alma e Deus os conclama a despertarem e esforçar-se com todas as suas energias para reconquistar sua varonilidade dada por Deus. Coisa alguma a não ser a graça de Deus pode convencer e converter o coração; somente dele podem os escravos dos hábitos obter força para romper as algemas que os prendem. É impossível ao homem apresentar o seu corpo em “sacrifício vivo”, santo e agradável a Deus, enquanto persistir na condescendência com hábitos que o privam do vigor físico, mental e moral. Por isso diz o apóstolo: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que vocês experimentem qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". Conselhos Sobre o Regime Alimentar. Pág. 119.

O MUNDO VIVE EM VOLUNTÁRIA IGNORANCIA SOBRE AS LEIS DA VIDA.

Assim as faculdades morais são enfraquecidas, porque os homens e as mulheres não vivem em obediência às leis da saúde, nem fazem deste assunto um dever pessoal. Os pais não fazem “sacrifício” para mudar e transmitem a seus descendentes seus próprios hábitos pervertidos, e enfermidades repulsivas poluem o sangue e deprimem o cérebro dos filhos. *** A maioria dos homens e mulheres permanecem na ignorância das leis de seu ser, e condescendem com o apetite e as paixões a despeito do intelecto e da moral, e parecem dispostos a permanecer na ignorância do resultado de sua violação das leis da Natureza. Toleram o depravado apetite no uso de venenos lentos, que contaminam o sangue e solapam as forças nervosas, e em conseqüência disso acarretam sobre si enfermidade e morte. *** Seus amigos chamam ao resultado desta conduta a dispensação da Providência, (ou seja, culpam a Deus dizendo que Ele sabe o que faz, ou quis assim). Nisto insultam o Céu. Rebelaram-se contra as leis da Natureza, e sofreram a punição deste procedimento abusivo e afirmam que a culpa é de Deus. Sofrimento e mortalidade predominam agora por toda parte, especialmente entre as crianças. Quão grande é o contraste entre esta geração e os que viveram durante os primeiros dois mil anos! Conselhos Sobre o Regime Alimentar. Pág. 120.

SEGUNDA: PENSANDO EM SI MESMO

2ª Como devemos revelar esse amor aos outros? Romanos. 12: 3 – 21.

Em primeiro lugar o “amor” que Deus quer que tenhamos pelo nosso próximo não deve ser fingido. Devemos aborrecer o que é mal e nos apegar ao bem. O amor deve ser cordial de uns para com os outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns dos outros; alegrem-se todos na esperança da promessa, sejam todos pacientes na tribulação, perseverantes na oração; a ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas dignas, perante todos os homens.

Um dos critérios do amor diz que sendo possível, no que depender de vós tende paz com todos os homens. Sendo que quem ama ao próximo tem a disposição incondicional de servir. Então se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.

O amor e a simpatia que Jesus deseja que tenhamos para com os outros, não tem o sabor de sentimentalismo, porque se torna uma cilada para a alma; deve ser um amor que é de extração celestial, e que Jesus exemplificou em Sua vida tanto por preceito como pelo exemplo. Mas em vez de manifestar esse amor, quantas vezes nos achamos alienados e separados um do outro! ... O resultado disso é nosso afastamento de Deus, é uma vida definhada, e uma atrofia do crescimento cristão. “Filhos e Filhas de Deus, (Meditações Matinais, 1956), pág. 145”.

Deus queria que Seu povo fosse disciplinado e levado à harmonia de ação, de maneira a terem o mesmo ponto de vista, e serem de um mesmo espírito, julgando da mesma forma. A fim de produzir este estado de coisas, muito há por se fazer. O coração natural deve ser submetido e transformado. É desígnio de Deus que haja sempre um vivo testemunho na igreja. Será necessário reprovar e exortar, e alguns precisarão ser incisivamente repreendidos, segundo o caso o exigir. Ouvimos a alegação: "Oh! eu sou tão sensível! Não posso suportar a mínima repreensão”. Exprimissem essas pessoas devidamente o caso, e diriam: "Sou tão voluntarioso, tão presunçoso, de espírito tão orgulhoso, que ninguém me ditará o que devo fazer; ninguém me censurará. Testemunhos Seletos. Vol. I. Pág. 344.

TERÇA: RELACIONAMENTO COM O GOVERNO

3ª Que princípios básicos podemos tirar sobre nosso relacionamento como cristãos com o poder civil? Romanos. 13: 1 – 7.

Paulo revela que todas as pessoas devem estar sujeitas (no Senhor) às autoridades civis superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade (das leis civis) resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal. Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. Dai a cada um, o que lhe é devido: a quem tributo o tributo; a quem imposto o imposto; a quem temor o temor; a quem honra a honra.

O poder dos magistrados fora a eles dado por Deus, mas para ser exercido apenas de acordo com a lei divina. Ordenando eles o que é contrário à lei de Deus, torna-se pecado obedecer. "As potestades que há foram ordenadas por Deus", mas não devemos obedecer-lhes contrariamente à lei de Deus. O apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, expõe o princípio pelo qual devemos ser governados. Diz ele: "Sede meus imitadores, como também eu de Cristo". Patriarcas e Profetas. Pág. 719.

QUARTA: RELAÇÕES COM OS OUTROS

4ª Leia Romanos. 13: 8. Como devemos entender este texto? Significa que, se tivermos amor, não teremos a obrigação de obedecer á lei de Deus?

A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei. O mundo tem direito de esperar estrita integridade dos que professam serem cristãos bíblicos. Pela indiferença de um homem quanto a pagar suas justas dívidas, todo o nosso povo está em risco de ser considerado indigno de confiança. Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 46 e 47.

Alguns membros da igreja não se têm erguido e unido no plano da doação sistemática, desculpando-se de não estarem livres de dívidas. Alguns são conscienciosos quanto a não dever coisa alguma a ninguém, e pensam que Deus nada pode exigir deles enquanto todas as suas dívidas não estiverem pagas. Aí é que eles se enganam. Deixam de dar a Deus o que Lhe pertence. Devemos todos levar ao Senhor uma oferta agradável. Os que têm dívidas devem retirar a quantia que devem do que possuem, e dar uma parte proporcional do restante. Conselhos Sobre Mordomia. Pág. 258.

Enquanto ajudava os pobres, Jesus estudava também os meios de atingir os ricos. Procurava travar relações com o rico e culto fariseu, o nobre judeu e a autoridade romana. Aceitava-lhes os convites, assistia a suas festas, e tornava-Se familiar com os interesses e ocupações deles. Que vida atarefada levou Jesus! Dia a dia podia ser visto entrando nas humildes habitações da miséria e da dor, dirigindo palavras de esperança aos abatidos, e de paz aos aflitos. Cheio de graça, sensível e clemente, andava erguendo os desfalecidos e confortando os tristes. Aonde quer que fosse, levava bênçãos. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 24.

Em todas as nossas relações devemos lembrar que há, na vida dos outros, capítulos fechados às vistas mortais. Há, nas páginas da memória, tristes histórias que são cuidadosamente guardadas de olhares curiosos. Aí se encontram registradas longas, renhidas batalhas com circunstâncias difíceis, talvez perturbações da vida doméstica, que enfraquecem dia a dia o ânimo, a confiança e a fé. Os que estão pelejando o combate da vida em grande desvantagem de condições podem ser fortalecidos e animados por pequeninas atenções que não custam senão um amorável esforço. Para esses, o caloroso e ajudador aperto de mão dado por verdadeiro amigo vale mais que prata ou ouro. As palavras de bondade são recebidas com tanto agrado como o sorriso dos anjos. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 158.

5ª Que Mandamentos Paulo cita para ilustrar o principio do amor na guarda da lei? Por que ele menciona esses em particular? Romanos: 13: 9 e 10.

Os mandamentos citados são: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não tenho eu direito de fazer o que me apraz com meu corpo? - Não, não tendes nenhum direito moral, porque estais violando as leis da vida e da saúde que vos foram dadas por Deus. Você é propriedade do Senhor, Seu pela criação e Seu pela redenção. Quando foi dito "amarás ao teu próximo como a ti mesmo". Estava sendo feito referencia a lei do respeito a si próprio e à propriedade do Senhor é aqui apresentada. E isto levará a respeitar as obrigações a que cada ser humano está sujeito a fim de conservar o maquinismo vivo, que é tão tremenda e maravilhosamente feito. Temperança. Pág. 213.

Os que possuem constante e viva percepção do dever e se acham nessa relação de responsabilidade com Deus não porão no estômago comida que agrade ao apetite mas prejudica os órgãos digestivos. Não arruinarão a propriedade de Deus por satisfação de impróprios hábitos no comer, beber ou vestir. Terão grande cuidado com o organismo humano, compreendendo que assim devem fazer a fim de trabalharem em colaboração com Deus. Ele quer que eles tenham saúde, sejam felizes e úteis. Mas para que assim possam ser, precisam pôr a vontade ao lado da Sua. Temperança. Pág. 214.

QUINTA: MAIS PROXIMA DO QUE QUANDO CREMOS

6ª Leia Romanos 13: 11 – 14. De que evento Paulo está falando aqui, e como devamos agir na sua expectativa?

Falando sobre a proximidade da volta de Jesus, Paulo aconselhou a igreja que o amor ao próximo deve ser praticado por aqueles que conhecendo o tempo, sabem que já é hora de despertar do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando nos tornamos crentes.
Paulo faz uma afirmação importante ao dizer que a noite (ou as trevas da ignorância) é passada, e o dia (ou o conhecimento da verdade) é chegado; dispogemo-nos, pois, das obras das trevas, e vistamo-nos das armas (ou do conhecimento) da luz. Andemos honestamente, como de dia: não em glutonarias e bebedeiras, não em imundícias e dissoluções, não em contendas e inveja. Revesti-vos, pois, do Senhor Jesus Cristo; e não tenhais cuidado em alimentar a carne em suas concupiscências.

O tempo está realmente muito próximo, mas devemos lembrar que por quarenta anos a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. E os mesmos pecados têm retardado a entrada do Israel moderno na Canaã celestial. E em nenhum dos casos houve falta da parte das promessas de Deus.

É a incredulidade, a mundanidade, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tantos anos. Evangelismo, pág. 695 e 696.

Devido à proximidade do tempo Deus pede de cada membro da igreja que dedique sem reservas sua vida ao serviço do Senhor. Ele pede para todos os crentes uma decidida reforma. Sabemos que toda a criação geme sob a maldição da desobediência humana. O povo de Deus deve colocar-se aonde cresça na graça, sendo santificado no corpo, na alma e no espírito, pela verdade. Quando os crentes romperem com toda ruinosa tolerância em matéria de saúde, terão mais clara percepção do que significa verdadeira piedade. Maravilhosa mudança será vista na experiência religiosa de todos os que professam cristianismo. ... Conselhos Sobre Saúde. Pág. 579.

Como o tempo está próximo o Senhor nos esclareceu no tocante ao que sobrevirá a Terra, para que possamos esclarecer a outros, e não seremos tidos por inocentes se nos contentarmos em ficar sentados, com os braços cruzados, falando sobre assuntos sem importância. A mente de muitos se absorveu em discussões, e eles rejeitaram a luz dada por meio dos Testemunhos, porque não estava de acordo com suas próprias opiniões. E Recebereis Poder - Meditação Matinal. Pág. 188.

O fim está perto, aproximando-se furtivamente, imperceptivelmente, como o silencioso aproximar de um ladrão de noite. Conceda o Senhor que não fiquemos por mais tempo a dormir como fazem os outros, mas que vigiemos e sejamos sóbrios. A verdade há de em breve triunfar gloriosamente, e todos quantos agora escolhem serem cooperadores de Deus, com ela triunfarão. O tempo é curto; vem logo à noite, em que homem algum pode trabalhar. Maranata! - Meditação Matinal. Pág. 25.

FIDELIDADE CRISTÃ

Arte de cozinhar saudável

“É pecado por na mesa alimento mal preparado porquanto a questão ao bem estar de todo o organismo. O senhor deseja que seu povo aprecie a necessidade de maneira a não acidificar o estomago, tornando assim azedo o temperamento”. Conselhos sobre regime alimentar pág.251, parágrafo 368.

A arte de cozinhar saudável consiste em proporcionar nutrientes ao organismo, cumprindo com suas necessidades. Evitando frituras e grande consumo de óleo, consultando sempre as informações nutricionais de cada alimento, selecionando as menores porcentagens de gordura, açúcar e sódio. São pequenos detalhes que devem tem um grande cuidado.

Fidelidade no uso do tempo

Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. Ao meditar assim em Seu grande sacrifício por nós, nossa confiança nEle será mais constante, nosso amor vivificado, e seremos mais profundamente imbuídos de Seu espírito. O Desejados de Todas as Nações pág. 83

1) Qual era o pensamento de Jesus Cristo, e que deve também ser o nosso? Filipenses 4:8.

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. Filipenses 4:8.

Temos todavia uma obra a fazer a fim de resistirmos à tentação. Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros. A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir... Isto exigirá oração fervorosa e incessante vigiar. Devemos ser auxiliados pela influência permanente do Espírito Santo, que atrairá a mente para cima, e habituá-la-á a ocupar-se com coisas puras e santas. E devemos fazer estudo diligente da Palavra de Deus. "Escondi a Tua Palavra no meu coração", diz o salmista, "para eu não pecar contra Ti." Salmos. 119:9-11. Patriarcas e Profetas pág. 460.

Devemos ter a mente concentrada em Deus e com Ele entreter comunhão. Sempre que se nos ofereça a oportunidade, falemos com outros acerca da verdade. Cumpre-nos em todo tempo estar dispostos a aliviar sofrimentos e ajudar os que sofrem necessidades. Nesses casos Deus requer de nós que façamos uso legítimo do conhecimento e sabedoria que nos deu. Testemunhos Seletos. Vol III pág 26.

Cristo não fez um serviço limitado. Não mediu o trabalho por horas. Seu tempo, Seu coração, Sua alma e força foram dados ao trabalho para o bem da humanidade. Passava os dias em trabalho fatigante; transcorriam longas noites prostradas em oração, pedindo graça e paciência para poder fazer um trabalho mais amplo. Com fortes gemidos e lágrimas, dirigia Suas petições ao Céu, para que fosse fortalecida a Sua natureza humana, a fim de poder estar preparado a lutar contra o inimigo e fortalecido para cumprir a missão de melhorar a humanidade. Cristo disse aos Seus obreiros: "Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também." João 13:15. CBV pág. 500 .

2) Qual deve ser nossa prioridade em relação ao uso de nosso tempo? Mateus 6:33 ; Gálatas 6:10.

Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33.

Somos testemunhas de Cristo, e não devemos permitir interesses mundanos absorverem nosso tempo e atenção por tal forma, que não demos atenção às coisas que Deus disse devem vir em primeiro lugar. Há em jogo os mais altos interesses. Mensagem aos Jovens pág. 314.

Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé. Gálatas 6:10.

Em sentido especial, Cristo colocou sobre Sua igreja o dever de cuidar dos necessitados dentre seus próprios membros. Ele consente que Seus pobres se encontrem nos limites de todas as igrejas. Devem achar-se sempre entre nós, e Ele dá aos membros da igreja uma responsabilidade pessoal quanto a cuidar deles.

Como os membros de uma verdadeira família cuidam uns dos outros, tratando dos doentes, sustentando os fracos, ensinando os ignorantes, exercitando os inexperientes, assim cumpre aos que pertencem à "família da fé" atender aos seus necessitados e inválidos. A Ciência do Bom Viver, pág. 201.

O voluntário e abnegado servo de Deus, que trabalha incansavelmente por palavra e doutrina, leva sobre o coração um pesado fardo. Ele não mede sua obra pelas horas. Seu salário não tem influência em seu trabalho, nem se desvia ele de seu dever por causa de condições desfavoráveis. Recebeu do Céu sua missão, e do Céu espera a recompensa quando a obra a ele confiada estiver concluída. Atos dos Apóstolos, págs. 355.

3) Sendo que os dias são maus, qual o conselho divino? Efésios 5:15 -17.

Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. Efésios 5:15 -17.

A fidelidade de vossa parte pode salvar muitas pessoas, ao passo que a negligência e o descuido podem redundar na perda, para vossos semelhantes, tanto da vida presente como futura. Podeis evitar muita aflição e muita transgressão da lei de Deus por vossa fidelidade e estando bem despertos no vosso posto do dever. Devemos levantar-nos como uma só pessoa e, no poder e na força de Deus, abrir nossas faculdades de percepção para as exigências do tempo atual. ... Este dia com Deus – Meditação Matinal 1980 pág. 18

Viver e trabalhar para Deus e fazer de nossas faculdades e de nosso tempo o melhor emprego que nos seja possível, é crescer na graça e no conhecimento. Isto pode fazer, porque é nossa obra. Importa que afasteis vossas interrogadoras dúvidas, e tenhais inteira fé em vossa divina missão, para serdes na verdade bem-sucedido nos labores. Mensagens Escolhidas – vol. II pág. 168 .

O Inicio de um Relacionamento

O Inicio de um Relacionamento

1a Qual é a visão Divina sobre a necessidade de companheirismo do homem? Gêneses 2:18.

Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea. Gêneses 2:18.

Deus celebrou o primeiro casamento. Assim esta instituição tem como seu originador o criador do universo.Venerado... Seja o matrimonio; foi esta uma das primeiras dádivas de Deus ao homem, e é uma das duas instituições que, depois da queda, Adão trouxe consigo aquém das portas do paraíso. Quando os princípios divinos são reconhecidos e obedecidos nesta relação, o casamento é uma benção; preservam a pureza e felicidade do gênero humano, prove as necessidades sociais do homem, eleva a natureza física, intelectual e moral. Lar Adventista Pág. 25 e 26.

O homem não foi feito para habitar na solidão; ele deveria ser um ente social. Sem companhia, as belas cenas e deleitosas ocupações do Éden teriam deixado de proporcionar perfeita felicidade. Mesmo a comunhão com os anjos não poderia satisfazer seu desejo de simpatia e companhia. Ninguém havia da mesma natureza para amar e ser amado. Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como sua igual, e ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deve existir nesta relação. Patriarcas e Profetas pág. 46.

2a Qual a importância da participação dos Pais nas escolhas conjugais dos Filhos? Gêneses 24:2-4.

E disse Abraão ao seu servo, o mais antigo da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não tomarás para meu filho mulher dentre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito; mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque. Gêneses 24:2-4.

O Próprio Deus deu a Adão uma companheira. Proveu-lhe uma “adjutora” – Ajudadora esta que lhe correspondesse – a qual estava em condições para ser sua companheira, e que poderia ser um com ele, em amor e simpatia. Lar Adventista Pág. 25.

No espírito de Abraão, a escolha de uma esposa para seu filho era assunto de muita importância; estava desejoso de que ele se casasse com uma que não o afastasse de Deus. ... Isaque, confiando na sabedoria e afeição de seu pai, estava satisfeito com a entrega desta questão a ele, crendo também que o próprio Deus dirigiria na escolha a fazer-se. Os pensamentos do patriarca volveram para os parentes de seu pai...
A verdade sobre os anjos pág. 81.

3a Que consciência devem ter aqueles que desejam formar uma nova família? II Corintios 6:14.

Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? II Corintios 6:14.

Caso aqueles que pensam em casar-se não queiram fazer amargas, infelizes reflexões depois do casamento, precisam torna-lo objeto de considerações sérias, atentas agora. Dado inconscientemente, esse passo é um dos meios mais eficazes para arruinar a utilidade de rapazes e moças. A vida se torna um fardo, uma maldição. Pessoa alguma pode com mais eficácia estragar a felicidade e a utilidade de uma mulher, e torna-lhe a vida mais pungente fardo, que seu próprio marido; e ninguém pode fazer a centésima parte para despedaçar as esperanças e aspirações de um homem, para lhe paralisar as energias e arruinar-lhe a influência e as perspectivas, como sua própria esposa. É da hora de seu enlace matrimonial que muitos homens e mulheres datam seu êxito ou fracasso nesta vida, e suas esperanças de existência futura. Lar Adventista Pág. 43.

"Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" Amós 3:3. A felicidade e prosperidade da relação matrimonial depende da unidade dos cônjuges; mas entre o crente e o incrédulo há uma diferença radical de gostos, inclinações e propósitos. Estão a servir dois senhores, entre os quais não pode haver concórdia. Por mais puros e corretos que sejam os princípios de um, a influência de um companheiro ou companheira incrédula terá uma tendência para afastar de Deus. Mensagens aos Jovens pág. 464.

domingo, 5 de setembro de 2010

A eleição da graça


Lição 11
4 a 11 de setembro
Sábado à Tarde

Verso para Memorizar: “Pergunto, pois; terá Deus, porventura, rejeitado o Seu povo? De maneira nenhuma! Porque eu também sou Israelita da descendência de Abraão, da tribo de benjamim”. Romanos. 11: 1.

A fim de que Deus o pudesse habilitar para a sua grande obra, como guardador dos oráculos sagrados, Abraão devia desligar-se das relações de sua vida anterior. A influência de parentes e amigos incompatibilizar-se-ia com o ensino que o Senhor Se propunha a dar a Seu servo. Agora que Abraão estava, em sentido especial, ligado ao Céu, devia habitar entre estranhos. Seu caráter devia ser peculiar, diferindo de todo o mundo. Ele não podia nem mesmo explicar sua maneira de proceder, de modo que fosse compreendido por seus amigos. As coisas espirituais são discernidas espiritualmente, e seus intuitos e ações não eram entendidos por seus parentes idólatras. Patriarcas e Profetas. Pág. 126.

A indiferença, o formalismo e a incredulidade com que alguns fazem o seu trabalho constituem ofensa grave ao Espírito de Deus. Diz o apóstolo Paulo: "Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo; retendo a Palavra da vida, para que no dia de Cristo possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão. Testemunhos Seletos. Vol. III. Pág. 420.

Em um dos Seus milagres disse Jesus para um pai aflito que solicitou que o terno amor e a compaixão de Cristo fossem exercidos em favor de seu atribulado filho: "Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê". Todas as coisas são possíveis para Deus, e pela fé podemos apoderar-nos de Seu poder. Mas a fé não é visão, (ou não podemos mostrar) a fé não é sentimento, (ou nunca vamos expressar em palavras) a fé não é realidade (fé não se materializa). "Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem". Viver pela fé significa pôr de lado os sentimentos e os desejos egoístas, andar humildemente com o Senhor, apoderar-se de Suas promessas e aplicá-las a todas as ocasiões, crendo que Deus executará Seus planos e propósitos em nosso coração e vida pela santificação de nosso caráter; significa depender inteiramente da fidelidade de Deus e nela confiar implicitamente. Se for tomada essa atitude, outros verão em nós os frutos especiais do Espírito manifestados na vida e no caráter. Fundamentos da Educação Cristã. Pág. 341.

DOMINGO. O FIM DA LEI

1ª Qual é a principal mensagem de Paulo em Romanos 10: 1 – 14? Como corremos, hoje, o perigo de buscar estabelecer “nossa própria justiça”?

Paulo revelou sua preocupação em relação ao povo Israelita (ou judeu) por serem muito zelosos quanto à religiosidade, mas sem o entendimento correto. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, (que é Jesus) e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram (ou não aceitaram) à justiça de Deus.


Porque Cristo é o fim (ou a conclusão) da lei (cerimonial) para justificar a todo aquele que crê. Porque, todo aquele que confessar que Jesus é o Senhor, e em seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.

Está revelado nas Escrituras que: Ninguém que nele crê será confundido. Por que: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

O PERIGO DE SE BUSCAR JUSTIÇA PROPRIA.

Pela história do passado, nós sabemos que alguns homens podem ocupar sagradas posições, e ainda assim lidar enganosamente com a verdade de Deus. Não podem eles erguer a Deus mãos santas "sem ira nem contenda". Isto só é assim porque Deus não tem domínio sobre a mente deles. A verdade nunca foi impressa no coração deles. Testemunhos Seletos. Vol. II. Pág. 208.

A presente atividade de Satanás operando nos corações, nas igrejas e nações, deve assustar a todo estudante da profecia. O fim está próximo. Despertem nossas igrejas. Seja o poder convertedor de Deus experimentado no coração dos membros individualmente, e então veremos a profunda atuação do Espírito de Deus. Não é o perdão dos pecados o único resultado da morte de Jesus. Ele fez o infinito sacrifício, não somente para que o pecado fosse removido, mas para que a natureza humana pudesse ser restaurada, reembelezada, reconstruída de suas ruínas, e preparada para a presença de Deus. Testemunhos Seletos. Vol. II. Pág. 208 e 209.

O arrependimento associa-se à fé, e o evangelho insiste em que ele é necessário para a salvação. Sem arrependimento não há salvação. Nenhum pecador impenitente pode crer com o coração para a justiça. O arrependimento não tem em si coisa alguma da natureza do mérito, mas prepara o coração para a aceitação de Cristo como único Salvador, única esperança do pecador perdido. Mensagens Escolhidas. Vol. I. Pág. 365.

SEGUNDA: A ELEIÇÃO DA GRAÇA

2ª Que ensino comum esta mensagem nega clara e inquestionavelmente? Que evidencia da Paulo de que Deus não rejeitou Seu povo? Romanos. 11: 1 – 7.

Deus não rejeitou ao seu povo que antes conheceu afirmou Paulo. Ou não sabeis o que a Escritura diz a respeito de Elias, e como ele fala a Deus contra Israel, dizendo: Senhor, eles mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e procuraram tirar-me a vida? Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim em Israel sete mil varões que não dobraram os joelhos diante de Baal. Assim, pois, também no tempo presente entre os Judeus ficou o remanescente segundo a eleição da graça.

Muito embora houvesse Israel rejeitado o Filho de Deus, Deus não os rejeitou. Israel tinha tropeçado e caído, mas isto não tornara impossível para eles se levantarem outra vez. Uma pergunta foi feita: "Porventura tropeçaram, para que caíssem?" O apóstolo responde: "De modo nenhum, mas pela sua queda veio à salvação aos gentios, para incitá-los à emulação. E, se na queda Israel é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, imaginem o alcance da riqueza da sua plenitude! Atos dos Apóstolos. Pág. 375.


A mensagem divina é que todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades. E este será o Meu concerto com eles, quando Eu tirar os seus pecados. Sendo que com relação ao evangelho os gentios são meus inimigos por causa do mal testemunho de vocês; mas, com relação à eleição, eles são amados por causa do testemunho dos vossos pais. Atos dos Apóstolos. Pág. 378.

O cristão visa a atingir as mais altas realizações com o intuito de beneficiar os outros. O conhecimento harmonicamente misturado com o caráter cristão fará do homem uma luz no mundo. Deus opera com os esforços humanos. Os que fazem toda diligência para tornar firme sua vocação e eleição sentirão que um conhecimento superficial não os habilitará para uma posição de utilidade. A educação equilibrada por sólida experiência religiosa habilita o filho de Deus para executar a obra que lhe é designada de maneira sistemática, firme, inteligente. Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes. Pág. 505.

O RESULTADO DA REJEIÇÃO DO POVO

A cada rejeição da verdade o espírito do povo se tornará mais entenebrecido, mais obstinado o coração, até que fique entrincheirado em audaciosa incredulidade. Em desafio às advertências que Deus deu, continuarão a calcar a pés um dos preceitos do decálogo, até que sejam levados a perseguir os que o têm como sagrado. Cristo é desprezado com o desdém que se lança à Sua Palavra e a Seu povo. Sendo os ensinos do espiritismo aceitos pelas igrejas, removem-se as restrições impostas ao coração carnal, e o professar religião se tornará um manto para ocultar a mais vil iniqüidade. A crença nas manifestações espiritualistas abre a porta aos espíritos enganadores e doutrinas de demônios, e assim a influência dos anjos maus será sentida nas igrejas. O Grande Conflito, pág. 603 e 604.

O SENHOR NUNCA REJEITA SEU POVO SE HOUVER ARREPENDIMENTO.

Pouco nós sabemos de nosso próprio coração, e pouca intuição temos de nossa própria necessidade da misericórdia de Deus. Por isso é que tão pouco nós acariciamos aquela suave compaixão que Jesus manifesta para conosco, e que devemos também manifestar uns para com os outros. Devemos lembrar-nos de que nossos irmãos são fracos e falíveis mortais, tais como nós mesmos. Suponhamos que um irmão, por falta de vigilância, tenha sido arrastado pela tentação; e que, contrariamente à sua conduta geral, tenha cometido algum erro; que procedimento nós devemos ter para com ele? Testemunhos Seletos. Vol. II. Pág. 88.

Aprendemos da história bíblica, que homens que Deus empregara para realizar uma grande e boa obra, cometeram pecados graves. O Senhor não os passou por alto, sem repreensão, tampouco ele rejeitou Seus servos. Quando se arrependeram, Ele graciosamente lhes perdoou, revelando-lhes a Sua presença e por eles operando. Testemunhos Seletos. Vol. II. Pág. 88.


3ª Paulo está dizendo que Deus cegou propositalmente para a salvação a parte de Israel que rejeitou a Jesus? O que está errado com essa idéia? Romanos. 11: 7 – 10.

Paulo faz uma afirmação importante. O que Israel (como nação) buscou isso não o alcançou; mas os eleitos (dentre o povo) alcançaram; e os outros (que não se elegeram) foram endurecidos, como está escrito: Deus lhes deu um espírito entorpecido, olhos para não verem, e ouvidos para não ouvirem, até o dia de hoje.

Com severas e solenes palavras o profeta (chamou a atenção de Saul) e varreu o refúgio de mentiras, e pronunciou a irrevogável sentença: "Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti, para que você não seja rei". Patriarcas e Profetas. Pág. 631.

Satanás está continuamente procurando vencer o povo de Deus, derribando as barreiras que os separam do mundo. O antigo Israel foi enredado no pecado quando se aventurou a associação proibida com os gentios. De modo semelhante se transvia o Israel moderno. ...Todos os que não são decididos seguidores de Cristo, são servos de Satanás. No coração não regenerado há amor ao pecado e disposição para acariciá-lo e desculpá-lo. No coração renovado por Deus há ódio e decidida resistência ao pecado. Quando os cristãos escolhem a sociedade dos ímpios e incrédulos, expõem-se à tentação. Satanás esconde-se das vistas, e furtivamente estende sobre os olhos deles seu véu enganador. Não podem ver que tal companhia é calculada a fazer-lhes mal; e ao mesmo tempo em que constantemente vão assimilando o mundo, no que diz respeito ao caráter, palavras e ações, mais e mais cegas as pessoas se tornam.
O Grande Conflito. Pág. 508.

TERÇA: O RAMO ENXERTADO

4ª Que grande esperança Paulo alimenta para os Israelitas, tanto para os daquele tempo quanto para os de hoje? Romanos. 11: 11 – 15.

No antigo Israel Jesus olhava aos aflitos e desalentados, aqueles cujas esperanças se haviam desvanecido, e que procuravam, com alegrias terrenas, acalentar os anseios da alma, e convidava a todos eles para nele buscarem descanso. Entre esses estava o paralítico de Cafarnaum. Como o leproso, esse paralítico perdera toda esperança de restabelecimento. Sua doença era o resultado de uma vida pecaminosa, e seus sofrimentos eram amargurados pelo remorso. Em vão apelara para os fariseus e os doutores em busca de alívio; e eles pronunciaram que era incurável o seu mal, declararam que ele havia de morrer sob a ira de Deus. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 71 - 73.

Mas o paralítico ouviu então as pessoas contar sobre as obras de Jesus. Outros tão pecadores e desamparados como ele, haviam sido curados, e foi animado a crer que também ele o poderia ser, se fosse levado ao Salvador. Sua esperança quase se desvaneceu ao lembrar-se da causa de seu mal, todavia não podia rejeitar a possibilidade da cura. A Ciência de o Bom Viver. Pág. 73.

Para a igreja remanescente a vida em Cristo é uma vida de descanso. Pode não haver êxtase de sentimentos, mas deve existir uma constante e serena confiança. Vossa esperança não está em vós mesmos; está em Cristo. Vossa fraqueza se acha unida à Sua força, vossa ignorância à Sua sabedoria, vossa fragilidade ao Seu eterno poder. Não deveis, pois, olhar para vós mesmos, nem permitir que o pensamento se demore no próprio eu, mas olhai para Cristo. Que os nossos pensamentos demorem em Seu amor, na formosura e perfeição de Seu caráter. Cristo em Sua abnegação, Cristo em Sua humilhação, Cristo em Sua pureza e santidade, Cristo em Seu incomparável amor - este é o tema para a contemplação da alma. É amando-O, imitando-O, confiando inteiramente nele, que haveis de ser transformados na Sua semelhança. Caminho a Cristo. Pág. 70 e 71.

5ª Em lugar do enfoque étnico, que outro critério usa Deus para determinar quem lhe pertence? Romanos. 11: 16 – 24.

*** Se nós temos Cristo habitando conosco, seremos cristãos tanto no lar como fora. Aquele que é cristão terá palavras bondosas para seus parentes e para aqueles com quem mantém relações. Será bondoso, cortês, amoroso, simpático, e estará se educando para pertencer à família do Céu. Se for um membro da família real, representará o reino para o qual irá. Falará amavelmente com seus filhos, e compreenderá que eles também são herdeiros de Deus, e membros da corte celestial. Entre os filhos de Deus não reina nenhum espírito de aspereza; pois "o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei". O espírito que é acalentado (ou vivido) no lar é o espírito que será manifestado na igreja. E Recebereis Poder - Meditação Matinal. Pág. 77.

Os cristãos da igreja remanescente devem manter-se distintos e separados do mundo, de seu espírito e influências. Deus é perfeitamente capaz de guardar-nos no mundo, mas nós não devemos pertencer ao mundo. O amor de Deus não é incerto e vacilante. Ele vigia sempre sobre Seus filhos com desmedido cuidado. Aos que pertencem ao Senhor se requer submissão integral. Profetas e Reis. Pág. 59.


O Senhor Jesus Cristo tem infinita ternura para com os que Ele comprou à custa de Seus próprios sofrimentos na carne, a fim de que não perecessem com o diabo e seus anjos, mas pudessem ser por nós reclamados como Seus escolhidos. São eles a reivindicação de Seu amor, de Sua propriedade, e Ele os contempla com inexprimível afeto, dando a fragrância de Sua própria justiça aos Seus amados que nele crêem. Conselhos Sobre a Escola Sabatina. Pág. 80 e 81.

Necessitamos de ter um constante sentimento do poder enobrecedor dos pensamentos puros. É nos bons pensamentos que reside à única segurança para cada alma. O homem "como imaginou na sua alma, assim o é". A faculdade de se dominar desenvolve-se pelo exercício. O que parecia a princípio difícil torna-se fácil pela repetição constante, até que os retos pensamentos e ações acabam por ser habituais. Se quisermos podemos afastar-nos de tudo o que é baixo e inferior, e elevar-nos para uma alta norma; podemos ser respeitados pelos homens e amados por Deus.
A Ciência de o Bom Viver, pág. 491.

QUARTA: UM MISTÉRIO REVELADO (O QUE ERA MISTÉRIO FOI REVELADO)

6ª Que grande esperança tinha Paulo a respeito de seu povo? Romanos. 11: 25 – 27.

A maior esperança de Paulo era ver o verdadeiro Israelita salvo em Cristo, por isso ele buscou ensinar tudo sobre aquilo que o povo considerava como sendo um mistério.

“Paulo manifestou sua preocupação em não querer que os irmãos ignorem o mistério de que o endurecimento do coração veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios tivesse chegado; e assim todo o verdadeiro Israelita será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades; e este será o meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados”.

*** No Novo Testamento a palavra (must “ríon) ou (mistério) se refere a algo que Deus deseja fazer conhecer àqueles que estão dispostos a receber sua revelação, e não algo que deseja manter em segredo. Nos escritos de Paulo esta palavra tem o significado de algo que, ainda que não se possa entender plenamente a não ser mediante uma boa razão, agora foi dado a conhecer por meio da revelação divina.
C. B. A.

Paulo considerava que tinha a missão de fazer a igreja conhecer o mistério "que se manteve oculto desde os tempos eternos". O propósito eterno de Deus de perdoar e purificar ao homem em Cristo agora foi declarado no cristianismo. Desse modo Paulo descreve toda a revelação cristã como um mistério. Paulo aplica o termo mistério à encarnação de Cristo, à união de Cristo com sua igreja simbolizada mediante o casamento, aplica também à transformação dos santos quando Cristo voltar pela segunda vez, e à oposição do anticristo Paulo também diz ser um mistério, bem como à admissão dos gentios no reino de Cristo. C. B. A.

Assim mostra Paulo que Deus é abundantemente capaz de transformar o coração de judeus e gentios semelhantemente, e de conceder a cada crente em Cristo as bênçãos prometidas a Israel. Ele repete a declaração de Isaías concernente ao povo de Deus: "Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. Porque o Senhor executará a Sua palavra sobre a Terra, completando-a e abreviando-a. Atos dos Apóstolos. Pag. 379.

A palavra endurecimento aqui indica "embotamento mental", "insensibilidade espiritual". O endurecimento não sobreveio a todo Israel senão só a uma "parte". O "remanente escolhido por graça" não foi afetado. "Alguns dos ramos", não todos, "foram desgarrados". C. B. A.

QUINTA: A SALVAÇÃO DOS PECADORES

7ª Como Paulo mostra o amor de Deus, não só pelos judeus, mas por toda a humanidade? Como ele expressa o poder surpreendente e misterioso da graça de Deus? Romanos. 11: 28 – 36.

Em primeiro lugar todos devem saber que a sua salvação será alcançada "segundo a eleição", (ou avaliação criteriosa). Isto é, de que Deus elegeu a Israel para que fosse seu povo, e de entre eles salvará ao remanescente que crê.

A nação fracassou e foi recusada, mas será salvo um remanescente. Mas, Deus não se arrependeu de ter chamado e dado dons à descendência de Abraão. Os homens podem fracassar, mas não significa que Deus tenha que mudar seu método, o Senhor nunca abandona seu propósito. Paulo expressa esta verdade como uma razão para crer que Deus ainda oferece perdão e salvação ao povo a quem chamou e elegeu e sobre o qual tem concedido tantas bênçãos. C. B. A.

Deus tinha elegido aos judeus para que fossem seus embaixadores no mundo, mas fracassaram miseravelmente em sua missão de evangelizar o mundo. Conquanto no Antigo Testamento haja vislumbres da salvação dos gentis, nos tempos de Paulo o convite se estendeu generosamente a todos os gentis. C. B. A.

Por causa de sua desobediência Israel se tinham colocado ao nível dos gentis. Os judeus perderam o direito aos privilégios da relação como povo do pacto, mas podem ser recebidos de novo dentro dos alcances dessa relação da mesma forma como foram recebidos os gentis. Alguns comentaristas consideram isto como uma referência adicional a que Israel foi impulsionado a experimentar um bendito zelo quando viu que os gentios desfrutavam da misericórdia e das bênçãos de Deus. Deus usa assim a desobediência dos judeus como uma ocasião para estender sua misericórdia aos gentios. Depois, o Senhor usa a revelação de sua misericórdia para os gentios para dar novamente misericórdia aos judeus. C. B. A.

8ª Leia cuidadosamente e em oração o verso 31. Que lição importante nós aprendemos desse texto sobre nosso testemunho, não só aos judeus mas a todos com quem entramos em contato?

Paulo chegou ao ponto culminante de seu tema. Paulo falou da condenação de todos por causa do pecado, mas concluiu falando da misericórdia de Deus para todos. A ira de Deus que foi manifestada "contra toda impiedade e injustiça dos homens", cedeu seu lugar à misericórdia divina que alcança a toda a gente da terra. C. B. A.

Pais que têm negligenciado as responsabilidades que Deus lhes deu, terão de enfrentar essa negligência no juízo. O Senhor inquirirá: "Onde estão os filhos que vos entreguei para os educardes para Mim? Por que eles não estão a Minha mão direita?" Muitos pais verão então que o amor irrazoável cegou-lhes os olhos para as faltas de seus filhos e deixou que estes adquirissem caráter deformado, inadequado para o Céu. Outros pais verão que não deram a seus filhos tempo e atenção, amor e bondade; sua própria negligência do dever fez dos seus filhos o que são. Conselhos Sobre Educação. Pág. 38.