domingo, 24 de outubro de 2010

AS REVELAÇÕES DO APOCALIPSE



Uma parábola viva do Fim do Mundo

Apocalipse

1° Capítulo (continuação)

Verso 9 Eu, João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no Reino (João revela aqui que por participar junto a seus irmãos da esperança que há em Cristo, sofria pressão por parte daqueles que eram usados pelo inimigo de Deus), e na paciência de Jesus Cristo (quando temos um relacionamento intimo e decidido com Deus, desenvolvemos uma esperança capaz de suportar quaisquer ataques do inimigo que anseia por fazer-nos abandonar a “fé que uma vez foi dada aos santos” {Judas 1:3}), estava na ilha chamada Patmos (João revela o meio usado por Satanás para isolá-lo da sociedade que tanto necessitava de seu testemunho e seus ensinamentos), por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo.

De novo a mão da perseguição caiu pesadamente sobre o apóstolo. Por decreto do imperador foi João banido para a ilha de Patmos, condenado "por causa da Palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo". Apoc. 1:9. Aqui, pensavam seus inimigos, sua influência não mais seria sentida, e ele morreria, afinal, pelas privações e sofrimentos.
Atos dos Apóstolos, 570.

1) O que Cristo revelou sobre o futuro daqueles que se dispõe a servi-Lo incondicionalmente?
Lucas 21:16 e 17.

Resposta: ______________________________
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O mundo não está hoje em maior harmonia com os princípios de Cristo, do que esteve no dia dos apóstolos. O mesmo ódio que motivou o clamor: "Crucifica-O! Crucifica-O!" (Luc. 23:21), o mesmo ódio que levou a perseguição aos discípulos, ainda opera nos filhos da desobediência. O mesmo espírito que nos séculos escuros enviou homens e mulheres à prisão, ao exílio, e à morte; que concebeu as atrozes torturas da inquisição; que planejou e executou o massacre de São Bartolomeu e acendeu as fogueiras de Smithfield, está ainda agindo com maligna energia em corações não regenerados. A história da verdade tem sido sempre o relato da luta entre o direito e o erro. A proclamação do evangelho sempre tem sido levada avante neste mundo em face de oposição, perigos, perdas e sofrimentos.
Atos dos Apóstolos. 85.

Verso 10
Eu fui arrebatado em espírito (isto é, em um relacionamento intimo com a Divindade através de uma visão), no dia do Senhor (no Sábado, que é o dia estabelecido por Deus para comunhão plena), e ouvi detrás de mim uma grande voz (representa valor e intensidade da mensagem), como de trombeta (advertência, mas sem ameaça),

2) Qual é a promessa Divina para aqueles que são pressionados pelo inimigo de Deus?
I Coríntios 10:13; Salmos 32:8.

Resposta: ________________________
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A Tentação não é pecado. Jesus era santo e puro; contudo foi tentado em todas as coisas como nós, mas com uma força e veemência que não há de ser por nenhum de nós experimentada. Na Sua bem-sucedida resistência deixou-nos um belo exemplo a imitar. Se formos confiantes em nós mesmos ou justos aos nossos próprios olhos, Deus nos deixará cair sob a força da tentação; mas se olharmos para Jesus e nEle confiarmos, chamaremos em nosso auxílio um poder que venceu ao arquiinimigo em campo aberto e Ele para nossa tentação dará também o escape. Quando Satanás sobre nós vem como uma avalanche, devemos enfrentar suas tentações com a espada do Espírito, e Jesus, que é o nosso auxílio, levantará por nós um pendão contra ele. O pai da mentira se abala e treme quando a verdade de Deus lhe é lançada em rosto com todo o seu irresistível poder. II Testemunhos Seletos 135 e136.

Verso 11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro (João passa agora a testemunhar fatos importantes e recebe a ordem Divina para registrar o que via com o propósito de passar a informação às gerações futuras) e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia (essas gerações passariam por sete fazes distintas, e receberiam por meio de João, instruções para “ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra”
{II Timóteo 3:15 e 16}).

Verso 12 E virei-me para ver quem falava comigo (João reconhece a voz tão familiar a si e volta-se repentinamente com total interesse não só na mensagem como também e rever Aquele que
prometera “Virei outra vez” {João 14:3}). E, virando-me, vi sete castiçais de ouro (estes castiçais representam o povo estabelecido por Deus para trazer luz a este mundo tenebroso {Mateus 5:14}, e o ouro aqui representa o valor atribuído por Deus à Sua Igreja);

Verso 13 e, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao Filho do Homem (trata-se aqui da pessoa de Cristo, o representante legitimo da humanidade perante o Universo, e o andar entre os castiçais representa o cuidado e atenção que presta ao Seus servos), vestido até aos pés de uma veste comprida (símbolo de Sua dignidade) e cingido pelo peito com um cinto de ouro (figura do esforço feito por Cristo para vencer e o valor que esta vitória representa para a humanidade).

3) Como Deus demonstra seu cuidado e atenção para com Seus servos?
Lucas 22:31 e 32.

Resposta: __________________________
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Verso 14 E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve (a cabeça branca aqui representa os planos perfeitos e puros de Cristo para Sua Igreja e os cabelos brancos simboliza a experiência adquirida na árdua batalha contra o mal que o capacita a ser um Sumo Sacerdote eficiente e compassivo {hebreus 4:15}), e os olhos, como chama de fogo (olhar que revela Seu interesse em purificar aqueles que necessitam, a despeito de Seus erros {Lucas 22:61 e62});

Verso 15 e os seus pés, semelhantes a latão reluzente (destaca-se aqui o caminho trilhado pelo Salvador que O torna o verdadeiro exemplo de vida para as nações), como se tivesse sido refinado numa fornalha (referindo-se ao sofrimento infligido por Satanás a Cristo, e com isso ficou caracterizado Seu valor moral diante das Suas criaturas, pois “ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos trás a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados”. {Isaias 53:5}); e a sua voz, como a voz de muitas águas (comando sereno e firme que trás benefícios sem fim, revelando Sua imponência e majestade).

Verso 16 E ele tinha na sua destra (isto é, sob Seu comando e cuidado) sete estrelas (representantes fiéis comissionados para direcionar a Igreja); e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios (revela autoridade para julgar com base em Sua Palavra, firmeza e plena consciência das decisões tomadas); e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece (demonstrando a clareza e imparcialidade de Suas atitudes para conosco).

4) A que é comparada a Palavra de Deus e qual a sua eficácia?
Hebreus 4:12.

Resposta_______________________
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Verso 17 E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto (reconhecendo Aquele que é divino, em sua indignidade, João sentiu sua impotência ); e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas (este é o conforto oferecido por Deus a todos que reconhecem sua total dependência dEle); eu sou o Primeiro e o Último (estou no controle de toda a Historia humana)

Verso 18 e o que vive (o que tem a vida em si mesmo); fui morto (me entreguei à morte para te salvar), mas eis aqui estou vivo para todo o sempre (mas venci pelo poder de Deus). Amém! E tenho as chaves da morte (poder para ressuscitar) e do inferno (poder para resgatar das mãos do Diabo todos que crêem em Meu nome).

5) O que Cristo revelou sobre Si mesmo e que esperança isto nos trás?
João 11:25 e 26.
Resposta__________________________
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Verso 19 Escreve as coisas que tens visto (experiência do profeta com Deus), e as que são (vontade Divina revelada), e as que depois destas hão de acontecer (futuro das nações sob o comando da Divindade):

Verso 20 O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas (nas revelações dadas por Deus não há mistérios incompreensíveis àqueles que se dispõe a buscar a verdade revelada em Cristo Jesus nosso Senhor).


Olá amigo(a) leitor(a) estamos editando um estudo sobre o APOCALIPSE e gostariamos da sua participação.

Você viu que temos algumas perguntas e gostariamos de sua resposta envie para
prado.7@hotmail.com, basta copiar e colar o estudo no microsoft office word e encaminhar para o endereço de email que teremos o prazer de tirar suas dúvidas com respeito ao estudo do APOCALIPSE.

Daniel Capítulo 3 Parte1


Daniel - Capítulo 3


A Fornalha Ardente e o Livramento Divino.

O rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, a altura da qual era de sessenta côvados, e a sua largura de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia.

A imagem do cap. 2 representava ao reino de Nabucodonosor com a cabeça de ouro (vers. 38).
Não satisfeito com esse símbolo, o rei criou uma estátua feita de ouro desde a cabeça até os pés, com a qual desejava simbolizar a glória perpétua e universal de seu império, um reino que não seria seguido por outro de qualidade inferior.

O sonho da grande imagem, que abriu perante Nabucodonosor acontecimentos que chegam ao fim do tempo, tinha-lhe sido dado para que ele pudesse compreender a parte que lhe tocava desempenhar na história do mundo, e a relação que seu reino teria com o reino do Céu. Na interpretação do sonho, fora ele claramente instruído quanto ao estabelecimento do reino eterno de Deus. "Nos dias destes reis", Daniel havia declarado, "o Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre.... E certo é o sonho, e fiel a sua interpretação."
Dan. 2: 44 e 45. Profetas e Reis pág. 503.

Durante algum tempo Nabucodonosor sentiu-se influenciado pelo temor de Deus; contudo o seu coração não ficou purificado da ambição mundana e do desejo de exaltação. A prosperidade que acompanhou o seu reinado o encheu de orgulho. Em dado tempo ele cessou de honrar a Deus, e retomou seu culto idólatra com maior zelo e fanatismo.
Profetas e Reis pág. 503 e 504.

As palavras: "Tu és a cabeça de ouro" (Dan. 2: 38), tinham feito profunda impressão no espírito do rei. Os sábios do seu reino, tirando vantagem disto e do seu retorno à idolatria, propuseram-lhe que fizesse uma imagem semelhante àquela vista em sonho, e a erguesse em lugar onde todos pudessem contemplar a cabeça de ouro, que tinha sido interpretada como representando o seu reino.
Profetas e Reis pág. 504.

Então o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os juízes, os magistrados, e todos os oficiais das províncias, para que viessem à dedicação da estátua que ele fizera levantar.

Então se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os juízes, os magistrados, e todos os oficiais das províncias, para a dedicação da estátua que o rei Nabucodonosor fizera levantar; e estavam todos em pé diante da imagem.

E o pregoeiro clamou em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e gentes de todas as línguas:

Logo que ouvirdes o som da trombeta, da flauta, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de música, prostrar-vos-eis, e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado.

o
Até aqui o relato não disse nada de que se demandaria a adoração da imagem. O convite enviado a todos os principais magistrados do reino de Nabucodonosor para que se congregassem na planície de Dura, segundo o registro, só falava da dedicação da imagem, ainda que a gente acostumada às práticas idolátricas desse tempo pode não ter tido dúvidas quanto à razão pela qual foi erigida a imagem. O render homenagem à estátua daria evidência de submissão ao poder do rei, e ao mesmo tempo demonstraria reconhecer que os deuses de Babilônia -os deuses do império- eram superiores a todos os outros deuses locais.

A idéia de estabelecer um império e uma dinastia que perdurassem para sempre, apelou fortemente ao poderoso monarca cujas armas as nações da terra tinham sido incapazes de resistir. Com o entusiasmo nascido da ilimitada ambição e orgulho personalístico, ele tomou conselho com seus sábios quanto à maneira de levar avante o projeto. Esquecendo as assinaladas providências relacionadas com o sonho da grande imagem; esquecendo também que o Deus de Israel, por intermédio de Seu servo Daniel, tinha-lhe esclarecido o significado da imagem, e que em conexão com esta interpretação os grandes homens do reino tinham sido salvos de morte ignominiosa; esquecendo tudo, exceto o seu desejo de estabelecer o seu próprio poder e supremacia, o rei e seus conselheiros de Estado decidiram que todos os meios possíveis seriam utilizados para exaltar Babilônia como suprema, e digna de submissão universal.
Profetas e Reis pág. 504 e 505.

o A simbólica representação pela qual Deus tinha revelado ao rei e ao povo o Seu propósito para com as nações da Terra, ia agora servir para glorificação do poder humano. A interpretação de Daniel ia ser rejeitada e esquecida; a verdade ia ser mistificada e mal utilizada. O símbolo que o Céu designara servisse para desdobrar perante a mente dos homens importantes eventos do futuro, ia ser utilizado para impedir a divulgação do conhecimento que Deus desejava o mundo recebesse. Assim mediante a imaginação de homens ambiciosos, Satanás estava procurando frustrar o propósito divino em favor da raça humana. O inimigo da humanidade sabia que a verdade isenta de erro é uma força poderosa para salvar; mas que quando usada para exaltar o eu e favorecer os projetos dos homens, torna-se um poder para o mal.
Profetas e Reis pág. 505.

E qualquer que não se prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro duma fornalha de fogo ardente.

 O rei e seus conselheiros, que indubitavelmente esperavam que alguns não obedecessem, ameaçaram com um castigo crudelíssimo a qualquer que se negasse a obedecer à ordem. Com a exceção dos judeus, cujas convicções religiosas lhes proibiam prostrarem-se ante qualquer imagem (Êxodo. 20: 5), os povos da antigüidade não tinham objeções à adoração de ídolos. Por isto, o recusar prostrar ante a imagem do rei se consideraria como uma prova de hostilidade para Nabucodonosor e seu governo. Não sabemos se o rei tinha antecipado a difícil situação em que tinha posto aos seus leais servos judeus. Pode ser que fizesse viajar a Daniel para poupar-lhe tal situação embaraçosa. Por sua relação com Daniel, o rei deve ter sabido que um judeu fiel recusaria adorar a imagem, e que tal negativa não poderia interpretar-se como um sinal de deslealdade.

Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da trombeta, da flauta, da harpa, da cítara, do saltério, e de toda a sorte de música, se prostraram todos os povos, nações e línguas, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado.

 A história se repetirá. Será exaltada a falsa religião. O primeiro dia da semana, dia comum de trabalho, não possuindo nenhuma santidade, será levantado como o foi a imagem em Babilônia. A todas as nações, e línguas e povos se ordenará venerarem este sábado espúrio. É este o plano de Satanás para invalidar o dia instituído por Deus e dado ao mundo como memorial da criação.
Maranata! Meditação Matinal pág. 212.

 Os tempos de provação que estão diante do povo de Deus reclamam uma fé que não vacile. Seus filhos devem tornar manifesto que Ele é o único objeto do seu culto, e que nenhuma consideração, nem mesmo o risco da própria vida, pode induzi-los a fazer a mínima concessão a um culto falso. Para o coração leal, as ordenações de homens pecaminosos e finitos se tornam insignificantes ao lado da Palavra do eterno Deus. A verdade será obedecida, embora o resultado seja prisão, exílio ou morte. –
Profetas e Reis 512 e 513.

Ora, nesse tempo se chegaram alguns homens caldeus, e acusaram os judeus.

E disseram ao rei Nabucodonosor: Ó rei, vive eternamente.

Tu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo homem que ouvisse o som da trombeta, da flauta, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de música, se prostraria e adoraria a estátua de ouro;

E qualquer que não se prostrasse e adorasse seria lançado numa fornalha de fogo ardente.

Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abednego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem adoram a estátua de ouro que levantaste.

Então Nabucodonosor, na sua ira e fúria, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abednego. Logo estes homens foram trazidos perante o rei.

Mas Deus decidiu de outro modo. Nem todos haviam dobrado os joelhos ante o símbolo idólatra do humano poder. Em meio da multidão de adoradores havia três homens que estavam firmemente resolvidos a não desonrar assim ao Deus do Céu. O seu Deus era o Rei dos reis e Senhor dos senhores; a nenhum outro se curvariam.
Profetas e Reis pág. 506.

O fato de que os caldeus dessem preeminência ao posto oficial ao qual tinham sido elevados esses judeus pelo rei, sugere que sua acusação foi fruto de ciúmes. Suas palavras também continham insinuações ocultas contra o rei, e virtualmente o acusavam de imprevisão política ao nomear para altos cargos administrativos a prisioneiros de guerra estrangeiros, dos quais naturalmente não se podia esperar lealdade para o rei de Babilônia e seus deuses. O rei devia ter previsto isto, o que insinuavam os sábios, magos e encantadores.

Agora entra em ação o poder divino.

Falou Nabucodonosor, e lhes disse: E verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei?

Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da trombeta, da flauta, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro duma fornalha de fogo ardente; e quem é esse deus que vos poderá livrar das minhas mãos?

Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei: Ó Nabucodonosor, não necessitamos de te responder sobre este negócio.

Eis que o nosso Deus a quem nós servimos pode nos livrar da fornalha de fogo ardente; e ele nos livrará da tua mão, ó rei.

Mas se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.

 O rei ordenou que os homens fossem levados perante ele... Ele procurou mediante ameaças induzi-los a se unirem com a multidão. Apontando para a fornalha ardente, lembrou-lhes a punição que os esperava se persistissem em sua recusa de obedecer a sua vontade. Mas firmemente os hebreus testificaram de sua fidelidade ao Deus do Céu, e de sua fé em Seu poder para livrar. O ato de se curvar ante a imagem fora compreendido por todos como um ato de adoração. Tal homenagem eles só poderiam render a Deus.
Profetas e Reis pág. 507.

 Foram inúteis as ameaças do rei. Ele não logrou desviar os homens de sua obediência ao Governador do Universo. A história de seus pais lhes ensinara que a desobediência a Deus resulta em desonra, desastre e morte; e que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, o fundamento de toda verdadeira prosperidade. Enfrentando calmamente a fornalha eles responderam: "Não necessitamos de te responder sobre este negócio. Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; Ele nos livrará do forno de fogo ardente, e da tua mão, ó rei". Sua fé foi fortalecida ao declararem que Deus Se glorificaria em libertá-los, e com a triunfante segurança nascida da implícita confiança em Deus, acrescentaram: "E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste."
Profetas e Reis pág. 507 e 508.

 Enquanto esses jovens estavam desenvolvendo a própria salvação, neles efetuava Deus o querer e o realizar segundo a Sua boa vontade. Aí se revelam as condições de êxito. Para nos apropriarmos da graça de Deus, devemos fazer a nossa parte. O Senhor não Se propõe a realizar por nós o querer ou o efetuar. Sua graça é dada para operar em nós o querer e o realizar, mas nunca em substituição de nosso esforço. Nossa alma tem de ser despertada para cooperar. O Espírito Santo trabalha em nós, para que possamos operar nossa salvação. Eis a lição prática que o Espírito Santo Se está esforçando por nos ensinar. "É Deus o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade." Filipenses 2:13.
E Recebereis Poder - Meditação Matinal pág. 146.

Então Nabucodonosor se encheu de raiva, e se lhe mudou o aspecto do semblante contra Sadraque, Mesaque e Abednego; e deu ordem para que a fornalha se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer;

E ordenou a uns homens valentes do seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abednego, e os lançassem na fornalha de fogo ardente.

Então estes homens foram atados, vestidos de seus mantos, suas túnicas, seus turbantes e demais roupas, e foram lançados na fornalha de fogo ardente.

Ora, tão urgente era a ordem do rei que a fornalha estava tão quente, que a chama do fogo matou os homens que carregaram a Sadraque, Mesaque e Abednego.

E estes três, Sadraque, Mesaque e Abednego, caíram atados dentro da fornalha de fogo ardente.

 Mas o Senhor não esqueceu os Seus. Sendo Suas testemunhas lançadas na fornalha, o Salvador Se lhes revelou em pessoa, e junto com eles andava no meio do fogo. Na presença do Senhor do calor e do frio, as chamas perderam o seu poder de consumir.

Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Isaías 43: 2.

 O Senhor cooperará com todos quantos se esforçarem diligentemente para serem fiéis em Seu serviço, assim como cooperou com Daniel e seus três companheiros. Finas qualidades mentais e um elevado tono de caráter moral não são resultantes do acaso. Deus dá oportunidades; o êxito depende do emprego das mesmas. As portas abertas pela Providência devem ser logo discernidas e diligentemente aproveitadas. Muitos há que se poderiam tornar homens poderosos se, como Daniel, confiassem em Deus quanto à graça para ser vitoriosos, e à força e eficiência para realizar sua obra.
E Recebereis Poder - Meditação Matinal pág. 146.

 Aprendam a confiar em Deus. Aprendam a ir Àquele que é poderoso para salvar... Vocês contem ao amoroso Salvador exatamente aquilo que necessitam. Aquele que disse: "Deixai vir a Mim os pequeninos e não os impeçais", não rejeitará as orações de vocês, antes enviará os Seus anjos para guardar e protegê-los dos anjos maus, e para facilitar-lhes a prática do bem. Assim será muito mais fácil do que se tentarem fazê-lo em suas próprias forças. O sentimento de vocês será então sempre este: "Pedirei a Deus que me ajude, e Ele o fará. Realizarei o que é correto em Sua força. Não entristecerei os queridos anjos que Deus enviou para me guardarem. Jamais seguirei uma conduta que os separe de mim".
A Verdade Sobre os Anjos. Pag. 18.

 Jovens e velhos têm diante de si um conflito, uma guerra. Não devem dormir nem por um momento.Um perigoso inimigo está constantemente alerta para desencaminhá-los e vencer. Os crentes na verdade presente deve ser tão vigilantes como seu adversário, e manifestar sabedoria em resistir a Satanás. Farão eles isto? Perseverarão eles nesta peleja? Serão cuidadosos de afastar-se de toda iniqüidade? Cristo é negado hoje de muitas maneiras. Podemos negá-Lo por falar em contrário da verdade, por falar mal dos outros, por conversas e gracejos tolos, ou por palavras ociosas. Nestas coisas manifestamos bem pouco tato ou sabedoria. Tornamo-nos fracos; são débeis nossos esforços para resistir a nosso grande inimigo, e somos vencidos. "Do que há em abundância no coração disso fala a boca", e devido à falta de vigilância confessamos que Cristo não está em nós. Testemunhos Seletos. Vol. I. Pag. 159.

domingo, 17 de outubro de 2010

AS REVELAÇÕES DO APOCALIPSE

Capítulo 1

Apocalipse


Uma parábola viva do Fim do Mundo

No Apocalipse são pintadas as coisas profundas de Deus. O próprio nome dado a suas inspiradas páginas, "revelação", contradiz a afirmação de que é um livro selado. Uma revelação é alguma coisa que foi revelada. O próprio Senhor revelou a Seu servo os mistérios contidos neste livro, e propõe que seja aberto ao estudo de todos. Suas verdades são dirigidas aos que vivem nos últimos dias da história da Terra, como o foram aos que viviam nos dias de João. Algumas das cenas descritas nesta profecia estão no passado e algumas estão agora tendo lugar; algumas apresentam-nos o fim do grande conflito entre os poderes das trevas e o Príncipe do Céu e algumas revelam os triunfos e o regozijo dos remidos na Terra renovada. Atos dos Apóstolos, 584.

1) O que Deus revela sobre os Seus planos para o nosso futuro? Jeremias 29:11.

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Verso 1 Revelação (Declaração ou divulgação de coisa que estava em segredo ou era ignorada) de Jesus Cristo (que se origina nEle e que O revela), a qual Deus lhe deu (desde a entrada do pecado toda a comunicação entre o Céu e a Terra tem sido por meio de Cristo, que é o Representante legal da Divindade ante à humanidade caída) para mostrar aos seus servos (aqueles que são obedientes) as coisas que brevemente devem acontecer (isto é, na plenitude dos tempos); e pelo seu anjo as enviou (este anjo é Gabriel {Lucas 1:19}, representado o interesse das hostes angélicas em socorrer a humanidade {Hebreus 1:14 }) e as notificou a João, seu servo (o qual recebera a promessa de ver Jesus pessoalmente antes de morrer { João 21:22 e 23 }, e que na compreensão de muitos deveria viver até a Segunda Vinda de Cristo, porém a promessa estava sendo cumprida neste momento),

Verso 2 o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo (declarou ter visto ou conhecido o cumprimento das profecias dadas por Deus, e deu testemunho por preceito e exemplo de tudo o que Deus lhe revelara através do primeiro advento e da revelação do Apocalipse), e de tudo o que tem visto (na vida de Cristo em Seu primeiro advento e em suas visões).

2) Qual é o meio que o Senhor utiliza para nos revelar Seus propositos a nosso respeito? Amós 3:7.

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Verso 3 Bem-aventurado (muito feliz) aquele que lê (os que tem acesso às diretrizes dadas por Deus), e os que ouvem as palavras desta profecia (os que entendem sua mensagem de libertação), e guardam as coisas que nela estão escritas (os que praticam e vivem em função de agradar o Autor do livro); porque o tempo está próximo (como vivemos nos últimos momentos do “tempo”, as profecias do Apocalipse tem uma importância crucial para nós).

3) Quais são os meios estabelecidos pelo Senhor para que sejamos felizes agora e no futuro? Provérbios 29:18; Salmos 119:1 e 2.

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Verso 4 João, às sete igrejas que estão na Ásia (que através de suas características peculiares passariam agora a representar toda a História do povo de Deus em todas as épocas da era Cristã): Graça (oportunidade de receber a vida eterna) e paz (satisfação de pertencer à família de Deus) seja convosco da parte daquele que é (isto é, o que tem a vida em Si mesmo, todo suficiente, o grande Eu Sou), e que era (referindo-se à Sua eterna existência), e que há de vir (revela um Deus que não muda {Malaquias 3:6}, e que cumpre fielmente com Suas promessas), e da dos sete Espíritos (refere-se à ação perfeita do Espírito Santo na vida dos fiéis) que estão diante do seu trono (isto simboliza Sua disposição para agir imediatamente sob a supervisão da Divindade);

Verso 5 E da parte de Jesus Cristo (que cumpre o quadro dos que lutam para que a graça e a paz sejam reais na vida dos cristãos), que é a fiel testemunha (do desamparo humano, que, embora sendo o próprio Deus, sentiu isso na pele), o primogênito dos mortos (o que tem a primazia sobre a morte, pois os que ressuscitaram em todas as épocas e os que ressuscitarão no futuro dependem totalmente de Sua vitória sobre a morte) e o príncipe dos reis da terra (O que reconquistou através de árdua batalha contra o mal o primeiro domínio perdido por Adão a Satanás no Éden) . Àquele que nos ama (que revelou uma disposição de nos salvar incompreensível a nós), e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados (e materializou este amor entregando-Se para que não fossemos achados culpados diante de Deus),

4) Quais são as expressões usadas na Bíblia para revelar a intensidade do amor de Deus para conosco? Jeremias 31:3; João 3:16.

Responda ______________________________
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Verso 6 e nos fez reis (que significa participantes do reino que Cristo veio fundar na Terra) e sacerdotes (que ministram juntamente com Ele com o propósito de promoverem este reino através de um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional, com consciência {Romanos 12:1}) para Deus e seu Pai (é assim que a Divindade nos vê, quando aceitamos a intercessão de Cristo em nosso favor), a ele, glória (valor tributado) e poder (domínio universal) para todo o sempre. Amém!

5) Qual é o propósito de Deus ao estabelecer-nos como reis e sacerdotes? I Pedro 2:9.

Responda _______________________________
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Verso 7 Eis que vem com as nuvens (aqui João expressa a certeza que há quanto ao segundo advento de Cristo, para concluir Sua obra de restauração), e todo olho o verá (todos terão a oportunidade de ver que Deus não falha com Seus escolhidos), até os mesmos que o traspassaram (os que se arregimentaram no exercito do inimigo e tentaram impedir os planos de Deus {Mateus 26:64}); e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!

Verso 8 Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso (Jesus assume Seu papel como o Grande Eu Sou que atuou em toda a historia humana, o Libertador do povo de Deus, que possui todo o poder no céu e na Terra, e o usa para salvar a humanidade tão preciosa a Seus olhos.

Ninguém deve desanimar no estudo do Apocalipse por causa dos seus símbolos aparentemente místicos. “ E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.”
Tiago 1:5.


Olá amigo(a) leitor(a) estamos editando um estudo sobre o APOCALIPSE e gostariamos da sua participação.

Você viu que temos algumas perguntas e gostariamos de sua resposta envie para prado.7@hotmail.com, basta copiar e colar o estudo no microsoft office word e encaminhar para o endereço de email que teremos o prazer de tirar suas dúvidas com respeito ao estudo do APOCALIPSE.

A equipe do PROJETO PACTO agradece e bom estudo!!

Daniel - Capítulo 2 - Parte 2


O SONHO E SUA INTERPRETAÇÃO

Por isso Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios de Babilônia; entrou, e disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e lhe darei a interpretação.

Então Arioque depressa introduziu Daniel à presença do rei, e disse-lhe assim: Achei dentre os filhos dos cativos de Judá um homem que fará saber ao rei a interpretação.

A primeira preocupação de Daniel foi a de rogar pelos sábios de Babilônia para que a sentença que pesava sobre eles fosse anulada. Não tinham feito nada para ganhar o indulto, mas se salvaram pela presença de um homem justo entre eles. Com freqüência ocorreu isto. Os retos são a "sal da terra". Têm a qualidade de preservar. Devido à presença de Paulo no barco, os marinheiros e todos os que estavam a bordo se salvaram. Os ímpios não sabem quanto devem aos justos. No entanto, com freqüência os maus ridicularizam e perseguem precisamente àqueles a quem devessem agradecer pela preservação de sua vida.

Possivelmente pela grande alegria de que o segredo tivesse sido revelado. Agora poderia ver-se livre da sangrenta tarefa de executar a todos os sábios, missão para a qual sem dúvida não tinha ânimo.

Respondeu o rei e disse a Daniel, cujo nome era Beltessazar: Podes tu fazer-me saber o sonho que tive e a sua interpretação?

Daniel não tinha nenhum desejo de exaltar-se sobre os sábios. Ao invés, desejava fazer ver ao rei a futilidade de confiar em seus sábios quando precisava conselho e ajuda. Esperava que o rei voltasse os olhos para o grande Deus celestial, o Deus a quem Daniel adorava o Deus dos hebreus, cujo povo tinha sido vencido pelo rei.

Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O mistério que o rei exigiu, nem sábios, nem encantadores, nem magos, nem adivinhadores lhe podem revelar;

Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de suceder nos últimos dias. O teu sonho e as visões que tiveste na tua cama são estas:

Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos sobre o que havia de suceder no futuro. Aquele, pois, que revela os mistérios te fez saber o que há de ser.

E a mim me foi revelado este mistério, não por ter eu mais sabedoria que qualquer outro vivente, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração.

A mensagem do sonho era para a instrução de Nabucodonosor bem como a dos governantes e povos até o fim do tempo. O esboço da profecia nos leva desde o tempo de Nabucodonosor até o fim do mundo e a segunda vinda de Cristo. Nabucodonosor almejava conhecer o futuro que pressentia tenebroso. Deus lhe revelou o futuro, não para satisfazer sua curiosidade senão para acordar em sua mente um sentido de responsabilidade pessoal para com o plano celestial.

Neste sonho se representam acontecimentos futuros que começam no tempo de Daniel e Nabucodonosor e que se estendem até o fim do mundo.

Tu, ó rei, na visão olhaste e eis uma grande estátua. Esta estátua, imensa e de excelente esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível.

A cabeça dessa estátua era de ouro fino; o peito e os braços de prata; o ventre e as coxas de bronze;

As pernas de ferro; e os pés em parte de ferro e em parte de barro.

Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.

Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levaram, e não se podia achar nenhum vestígio deles; a pedra, porém, que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra.

Este é o sonho; agora diremos ao rei a sua interpretação.

O plural indica que Daniel incluía a seus colegas com ele. Eles se lhe tinham unido em fervente oração para que a interpretação fosse revelada, e Daniel pode ter querido reconhecer a participação que lhes coube no assunto

Tu, ó rei, és rei de reis, a quem o Deus do céu tem dado o reino, o poder, a força e a glória;

Em suas inscrições Nabucodonosor atribui seu sucesso como rei a seu deus Marduk, mas Daniel em forma cortês corrige esta idéia equivocada. Afirma que é o Deus do céu quem lhe deu tal poder.

E em cuja mão ele entregou os filhos dos homens, onde quer que habitem os animais do campo e as aves do céu, e te fez reinar sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro.

Nabucodonosor era a personificação do Império Neobabilônico. As conquistas militares e o esplendor arquitetônico de Babilônia se deviam, em grande parte, a suas proezas.

Para embelezar a cidade de Babilônia se tinha usado ouro em abundância. Heródoto descreve com profusão de termos o resplendor do ouro nos templos sagrados da cidade. A imagem do deus, o trono sobre o qual estava sentado, a mesa e o altar estavam feitos de ouro.

Nabucodonosor sobressaía entre os reis da antigüidade. Deixou a seus sucessores um reino grande e próspero.

Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra.

Alguns comentadores explicaram que o termo "inferior" significa "mais abaixo na imagem", ou "embaixo". A expressão significa corretamente, "para abaixo", "para a terra", mas neste versículo Daniel não fala da posição relativa dos metais, senão das nações. Ao contrastar os dois reinos, encontramos que ainda que o segundo foi mais extenso, certamente foi inferior em luxo e magnificência. Os conquistadores medos e persas adotaram a cultura da complexa civilização babilônica, porque a sua estava muito menos desenvolvida.

Este segundo reino da profecia de Daniel é chamado Império Medo-Persa, porque começou como uma combinação em media e Pérsia. Incluía o mais antigo Império Medo e as aquisições mais recentes do conquistador persa Ciro.

O sucessor do Império Medo-Persa foi o Império "Grego" (mais propriamente Macedônico ou Helenístico) de Alexandre Magno mais conhecido como (Alexandre o Grande) e seus sucessores, os capitães da guarda do Rei da Grécia Alexandre são esses (Seleuco, Cassandro, Lisimaco e Ptolomeu).

O último rei do Império Persa foi Darío III (Codomano), que foi derrotado por Alexandre nas batalhas de Gránico (334 a. C.), ISO (333 a. C.), e Arbela ou Gaugamela (331 a. C.).

Os soldados gregos se distinguiam por sua armadura de bronze. Seus capacetes, escudos e machados de batalha eram de bronze.

A história registra que o domínio de Alexandre se estendeu sobre Macedônia, Grécia e o Império Persa. Incluiu a Egito e se expandiu pelo oriente até a Índia. Foi o império mais extenso do mundo antigo até esse tempo. Seu domínio foi "sobre toda a terra" no sentido de que nenhum poder da terra era igual a ele, e não porque cobrisse todo mundo, nem ainda toda a terra conhecida nesse tempo. Um "poder mundial" pode definir-se como aquele que está acima de todos os demais, invencível; não necessariamente porque governe a todo mundo.

E haverá um quarto reino, forte como ferro, porquanto o ferro esmiúça e quebra tudo; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele quebrantará e esmiuçará.

É evidente que o reino que sucedeu aos restos divididos do Império Macedônico de Alexandre foi o que Gibson chamou muito adequadamente a "monarquia de ferro" de Roma, ainda que não era monarquia no tempo em que chegou a ser o principal poder do mundo.

Desde então Roma se fez dona do Mediterrâneo ocidental e era mais poderosa do que qualquer dos Estados do oriente, ainda que ainda não se tivesse enfrentado com eles. Desde então Roma primeiro dominou e depois absorveu, um depois de outro, aos três reinos que ficaram dos sucessores de Alexandre, e assim chegou a ser o seguinte grande poder mundial depois do de Alexandre. Este quarto império foi o que mais durou e o mais extenso dos quatro, pois no século II d. C. estendia-se desde Inglaterra até o Eufrates.

Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo.

E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil.

Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão pelo casamento; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.

o E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.

o A profecia de Daniel suportou e suportará a prova do tempo. Algumas potências mundiais foram débeis, outras fortes. O nacionalismo continuou com vigor. As tentativas de converter num império único e grande as diversas nações que surgiram do quarto império terminaram no fracasso. Certas seções se uniram transitoriamente, mas a união não resultou nem pacífica nem permanente.

o Teve também muitas alianças políticas entre as nações. Estadistas de ampla visão por diversos médios trataram de realizar uma federação de nações que se desempenhasse eficazmente, mas todas essas tentativas se frustraram.

o A profecia não declara especificamente que não poderia ter uma união transitória de vários elementos, por meio da força das armas ou de uma dominação política. No entanto, afirma que se se tentasse ou se conseguisse formar tal união, as nações que a integrassem não se fusionariam organicamente, e continuariam seus receios mútuos e hostis. Uma federação formada sobre tal fundamento está condenada à ruína. O sucesso passageiro de algum ditador ou de alguma nação não deve assinalar-se como o fracasso da profecia de Daniel. Ao fim Satanás poderá formar uma união transitória de todas as nações (Apocalipse. 17: 12-18; Apocalipse. 16: 14), mas a confederação será efêmera, e em pouco tempo os elementos que formem essa união se voltarão um contra o outro.

Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; nem passará a soberania deste reino a outro povo; mas esmiuçará e consumirá todos esses reinos, e subsistirá para sempre.

Muitos comentadores trataram de fazer deste detalhe da profecia uma predição da primeira chegada de Cristo e da posterior conquista do mundo pelo Evangelho. Mas este "reino" não devia coexistir com nenhum daqueles quatro reinos; devia suceder à fase do ferro e barro misturados, que ainda não tinha chegado quando Cristo esteve na terra. O reino de Deus estava ainda no futuro nesse tempo, como o Senhor disse claramente a seus discípulos no último jantar (Mat. 26: 29). Tem de ser estabelecido quando Cristo vinga no dia final para julgar aos vivos e aos mortos (II TIM. 4: 1; Mat. 25: 31-34).

Porquanto viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro, o grande Deus faz saber ao rei o que há de suceder no futuro. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.

Este reino tem origem sobre-humana. Tem de ser fundado, não pelas hábeis mãos dos homens, senão pela poderosa mão de Deus.

Então o rei Nabucodonosor caiu com o rosto em terra, e adorou a Daniel, e ordenou que lhe oferecessem uma oblação e perfumes suaves.

Respondeu o rei a Daniel, e disse: Verdadeiramente, o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador dos mistérios, pois pudeste revelar este mistério.

Então o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitas e grandes dádivas, e o pôs por governador sobre toda a província de Babilônia, como também o fez chefe principal de todos os sábios de Babilônia.

Até esse momento Nabucodonosor conhecia pouco do Deus verdadeiro, e ainda menos da maneira como se o devia adorar. Até ali seu conhecimento de Deus estava limitado ao que tinha visto do caráter divino refletido na vida de Daniel e o que Daniel lhe tinha dito de Deus. É muito possível que Nabucodonosor, ao ver em Daniel o representante vivo de "os deuses cuja morada não é com a carne" (vers. 11), tivesse a intenção de que os atos de adoração que dispôs para Daniel fossem para honrar ao Deus de Daniel. Sem dúvida, por seu limitado conhecimento do verdadeiro Deus, Nabucodonosor estava fazendo o melhor do que sabia nessa ocasião para expressar sua gratidão e honrar àquele cuja sabedoria e cujo poder tinham sido demonstrado em forma tão impressionante.

Nabucodonosor, que chamava a seu deus patrono Marduk "senhor de deuses", aqui reconhece que o Deus de Daniel é infinitamente superior a qualquer dos assim chamados deuses dos babilônios.

Nabucodonosor era homem de inteligência e sabedoria superiores, como o revelam os planos que dispôs para o ensino profissional dos servidores públicos da corte (cap. 1: 3-4) e sua habilidade para justipreciar sua "sabedoria e inteligência" (vers. 18-20). Ainda que fosse imperfeito o conceito que Nabucodonosor possuía do verdadeiro Deus, agora tinha uma prova irrefutável de que o Deus de Daniel era infinitamente mais sábio do que os sábios ou do que os deuses de Babilônia. Alguns fatos posteriores teriam de convencer ao rei Nabucodonosor com respeito a outros atributos do Deus do céu.

A pedido de Daniel, o rei constituiu superintendentes sobre os negócios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque e Abednego; mas Daniel permaneceu na corte do rei.

Daniel não interpretou o sonho para obter alguma recompensa do rei. Seu único propósito era engrandecer a Deus ante o rei e antes de mais nada o povo de Babilônia.

Daniel não ficou embriagado pelas grandes honras que lhe tinham sido outorgado. Recordou a seus colegas. Tinham compartilhado a oração; também compartilharam a recompensa.

Como foi mostrado no capitulo 1 e 2 de Daniel vimos o poder divino atuando em prol dos hebreus cativos em Babilônia.

Mesmo o povo tendo sido avisado por Isaías e confirmado por Jeremias que se continuasse a se corromper seriam levados cativos e perderia sua identidade por causa de suas faltas perante o Deus dos céus. Mesmo assim Deus não os abandonaria por que como na história de Sodoma e Gomorra, se existisse entre aquele povo algum fiel eles seriam poupados do castigo ao qual eles estavam buscando pela desobediência a Deus. (Gênesis. 13: 13).

Mas para que isso ocorra na vida do cristão como ocorreu na vida de Daniel e seus amigos devemos ser fieis até a morte (Apocalipse 2: 10).

O mais interessante neste relato bíblico é para que isso tenha ocorrido a Daniel e seus amigos e para eles terem sido beneficiados os pais os ensinaram como deveriam viver a onde quer que eles estejam. (Deuteronomio. 6: 5-7; Provérbios. 1: 8; Efésios. 6: 1-3).

Como vimos na chegada de Daniel a Babilônia, Satanás já o testou para saber se ele manteria sua fidelidade a Deus acima de qualquer coisa como ocorreu também a José (Gênesis. 39: 7-10).

Todos que dizem ser fiéis e tementes a Deus serão colocados a prova por satanás a fim de ser derrotado para que no dia do julgamento tenha do que ser acusado, pois o acusador é satanás e nosso advogado é no Senhor e Salvador Jesus Cristo. (I João 2: 1).

Mas nunca podemos perder de vista que a guerra entre o bem e o mal ela ainda não acabou então satanás continuara a nos tentar ate o ultimo instante.

O REPRESENTANTE DIVINO

O representante Divino

Quais as características de um representante de Deus?

Então disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos que trouxesse alguns dos filhos de Israel, dentre a linhagem real e dos nobres, jovens em quem não houvesse defeito algum, de bela aparência, dotados de sabedoria, inteligência e instrução... Ora, entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Daniel 1: 3, 4 e 6.

 A saúde física e uma aparência formosa eram consideradas qualidades indispensáveis para um magistrado de alta linhagem entre os antigos, e ainda hoje estas características são muito bem cotadas.

• Vendo nesses jovens a promessa de habilidade digna de nota, Nabucodonosor determinou que fossem educados para ocupar importantes posições em seu reino. Para que pudessem ser plenamente capacitados para sua carreira, ele fez arranjos para que aprendessem a língua dos caldeus, e que por três anos lhes fossem asseguradas as vantagens incomuns da educação fornecida aos príncipes do reino. Profetas e Reis pág. 480.

 Quando o povo de Israel, seu rei, nobres e sacerdotes foram levados em cativeiro, quatro de entre eles foram selecionados para servir na corte do rei da Babilônia. Um deles era Daniel, o qual, muito cedo, deu mostras da grande habilidade desenvolvida nos anos subseqüentes. Esses rapazes eram todos de nascimento nobre e são descritos como jovens em quem não havia "defeito algum, formosos de aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e sábios em ciência, e entendidos no conhecimento" e tinham "habilidade para viver no palácio do rei". Percebendo os preciosos talentos destes jovens cativos, o rei Nabucodonosor determinou prepará-los para ocuparem importantes posições em seu reino. A fim de que pudessem tornar-se perfeitamente qualificados para sua vida na corte, de acordo com o costume oriental, eles deviam aprender a língua dos caldeus e submeter-se, durante três anos, a um curso completo de disciplina física e intelectual. Santificação pág. 18.

Como obter essas características?

TEVE em terra de Uz um varão chamado Jó; e era este homem perfeito e reto, temeroso a Deus e apartava-se do mau. Jó 1:1.

Como Daniel, Jó propôs em seu coração não se contaminar com as coisas que o mundo oferece. Assim ele obteve características importantes para ser um homem em quem pudéssemos ter como referência de obediência e fidelidade a Deus.

E como representante da Divindade cumpriu com seu papel de servo fiel.

Perfeito. Esta palavra não implica necessariamente a idéia de impecabilidade absoluta. Antes bem significa plenitude, integridade, sinceridade, mas num sentido relativo. O homem "perfeito" à vista de Deus é o que atingiu o grau de desenvolvimento que o Criador espera dele em algum tempo dado.

Reto Temeroso de Deus. Expressão bíblica que denota lealdade e dedicação a Deus.

Apartado. A idéia é a de evitar o mau apartando-se dele como se tratasse da presença do perigo. (Comparar com Genesis 39: 7- 9 ). As quatro idéias incluídas neste versículo não são meras repetições mas para impressionar ao leitor com a forma de como Jó era um homem bom com a presença do Espírito Santo na sua vida. Mais bem se contemplam mutuamente formando um quadro total de um personagem que via o principio divino.

José foi um dos personagens provados e mostrou ter obtido a característica de verdadeiro representante de Deus Porque?

Por que a mulher de Potifar pôs seus olhos em José, e disse: Dorme comigo. E ele (José) não quis, e disse à mulher de Potifar: Tenho aqui que meu senhor não se preocupa comigo do que há em casa, e pôs em minha mão todo o que tem. Não há outro maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me reservou senão a ti, porquanto tu és mulher dele; como, pois, faria eu este grande mal, e pecaria contra Deus? Genesis 39: 7- 9.

Potifar depositava muita confiança em José, e isso fez com que esta confiança depositada nele reforçasse seu sereno propósito de ser leal a Deus, o que lhe resultara ainda mais desejáveis, seus excelsos ideais de honra pessoal e integridade.

Como representar a Deus para alcançar o povo?

O personagem chamado pelo senhor foi Moisés: Então disse Moisés ao Senhor: Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem o fui dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? Ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego?. Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar. Êxodo 4: 10-12.

Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tireis do Egito o meu povo, os filhos de Israel. Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel? Respondeu-lhe Deus: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito o meu povo, servireis a Deus neste monte. Êxodo 3: 10-12.

Eu estarei contigo. Deus não refutou ( debateu, Não estar de acordo com...) os argumentos de Moisés senão que lhe assegurou a companhia e ajuda divinas. Não há nenhuma habilidade humana, nem poder humano, nem inventiva própria do homem que possam realizar o que só é possível cooperando com Deus.

Deus deu a Moisés uma prova de que não seria enviado a uma missão infrutuosa (sem resultado, fracassada).

Moisés pensou nas dificuldades que seriam encontradas, na cegueira, ignorância e incredulidade de seu povo, muitos dos quais estavam quase destituídos do conhecimento de Deus. Patriarcas e Profetas pág. 252.

Quando compreendemos que somos coobreiros de Deus, Suas promessas não serão proferidas com indiferença. Elas arderão em nossa alma e inflamar-se-ão em nossos lábios. A Moisés, quando chamado a servir a um povo ignorante, indisciplinado e rebelde, foi feita por Deus a promessa: "Irá a Minha presença contigo para te fazer descansar." Êxodo. 33:14. E Ele disse: "Certamente Eu serei contigo." Êxodo. 3:12. Essa promessa pertence a todos quantos trabalham em lugar de Cristo, em favor de Seus aflitos e sofredores. O Desejado de Todas as Nações pág. 641.

Devoção e humildade sempre caracterizaram os homens a quem Deus confiou importantes responsabilidades em Sua obra. O chamado divino a Moisés no deserto encontrou-o sem confiança em si mesmo. Ele reconheceu sua incapacidade para a posição a que Deus o chamara; havendo, porém, aceito o encargo, tornou-se um polido instrumento nas mãos de Deus para realizar a maior obra já confiada aos mortais. E Recebereis Poder – Meditação Matinal pág. 259.

Se podemos fazer arranjos de modo que se tenham grupos organizados e instruídos inteligentemente com respeito à parte que devem desempenhar como servos do Mestre, nossas igrejas terão uma vida e vitalidade de que necessitam há muito tempo. Beneficência Social pág. 53.

Na fraqueza de um homem obediente, se revela o poder de um Deus Fiel.

domingo, 26 de setembro de 2010

AS REVELAÇÕES DO APOCALIPSE


Lição 1

Apocalipse

Uma parábola viva do Fim do Mundo


1) Que informação Cristo deu a seus contemporâneos que os deixaram impressionados? Mateus 23:37 e 38.

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As palavras de Cristo aos sacerdotes e principais: “Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta” (mat. 23:38), encheram-lhes de terror o coração. Afetaram indiferença, mas ficou sempre a voltar-lhes ao pensamento a pergunta quanto à importância dessas palavras. Parecia ameaçá-los invisível perigo. Poder-se-ia dar que o magnífico templo, gloria da nação, devesse em breve tornar-se um montão de ruínas? Os pressentimentos de mal eram partilhados pelos discípulos, e esperavam ansiosos uma declaração mais definida de Jesus. O Desejado de Todas as Nações, 627.

2) De que maneira os discípulos manifestaram sua preocupação quanto às palavras de Cristo? Mateus 24:1. Que fim desastroso Jesus revelou a respeito dos judeus? Mateus 24:2.

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Marcos cita as palavras dos discípulos: “Mestre, olha que pedras e que edifícios!” (cap. 13:1). O templo era o orgulho e satisfação de todo coração judeu. Josefo compara as muralhas de pedra branca do templo com a formosura de uma montanha coberta de neve (Guerra v. 5. 6). O templo estava sendo construído por quase 50 anos – “em quarenta e seis anos foi edificado este templo” (João 2:20) – e a edificação de todo o prédio, inclusive os átrios e os edifícios auxiliares só foram completos no ano 63 DC.

3) A que conclusão os discípulos chegaram a respeito da afirmação feita por Jesus? Mateus 24:3.

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Na mente dos discípulos, “estas coisas” – a destruição do templo e a segunda vinda de Jesus na ocasião do fim do mundo – estavam estritamente entrelaçadas. Supunhas que estes acontecimentos ocorreriam de forma simultânea, ou ao menos em rápida sucessão. Não compreendiam ainda que a nação judaica rejeitaria a Jesus e que por sua vez seriam rejeitados como povo de Deus.

4) Qual foi a primeira advertência dada por Jesus para protegê-los das ciladas do Diabo? Mateus 24: 4 e 5.

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Muitos falsos messias apareceriam, pretendendo operar milagres, e dizendo chegado o tempo do livramento da nação judaica. Estes desviariam a muitos. As palavras de Cristo cumpriram-se. Entre Sua morte e o cerco de Jerusalém, apareceram muitos falsos messias. O Desejado de Todas as Nações, 627.

De fato tentariam fazer-se passar pelo Messias. Essa advertência aplica-se primeiramente aos dias dos apóstolos até a queda de Jerusalém e da nação judaica, a qual era muito susceptível a essa forma de engano, visto surgirem falsos messias dispostos a confirmarem seus ensinos destituídos do favor Divino.

5) Que espécie de conflito haveria nos dias dos apóstolos? Mateus 24:6 e 7.

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Antes da destruição de Jerusalém, os homens lutavam pela supremacia. Foram mortos imperadores. Os que se julgavam sucessores ao trono eram assassinados. Houve guerras e rumores de guerras. "É mister que tudo isso aconteça", disse Cristo, "mas ainda não é o fim [da nação judaica como nação]. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores." Mat. 24:7 e 8. Cristo disse: Ao verem os rabis estes sinais, hão de declarar que são juízos de Deus sobre as nações por manterem em servidão Seu povo escolhido. Dirão que essas coisas são indícios da vinda do Messias. Não vos enganeis; elas são o princípio de Seus juízos. O povo tem olhado para si mesmo. Não se têm arrependido e convertido para que Eu os cure. Os sinais que eles apresentam como indícios de sua libertação do jugo, são sinais de sua destruição. O Desejado de Todas as Nações, 628 e 629.

6) Que tipo de pressão Satanás usaria para fazer com que os cristãos rejeitassem seu Redentor? Mateus 24:8 e 9.

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Tudo isso sofreram os cristãos. Pais e mães traíram os próprios filhos. Filhos traíram os pais. Amigos entregaram amigos ao Sinédrio. Os perseguidores realizaram seu desígnio matando Estêvão, Tiago e outros cristãos.
Por meio de Seus servos, deu Deus a derradeira oportunidade ao povo judeu de se arrepender. Mediante Suas testemunhas manifestou-Se Ele, em suas prisões, em seus julgamentos, em seus encarceramentos. Todavia seus juízes pronunciaram contra eles a sentença de morte. Eram homens de quem o mundo não era digno e, matando-os, os judeus crucificavam de novo ao Filho de Deus. O Desejado de Todas as Nações, 629 e 630.

7) Qual seria o acontecimento previsto por Cristo em resultado da fidelidade de Seus seguidores? Mateus 24:14.

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Na profecia da destruição de Jerusalém, Cristo disse: "Por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim." Mat. 24:12-14. ... Antes da queda de Jerusalém, Paulo, escrevendo sob inspiração do Espírito Santo, declarou que o evangelho fora pregado a "toda a criatura que há debaixo do Céu". Col. 1:23. O Desejado de Todas as Nações, 633.

8) Como Jesus descreveu a queda de Jerusalém diante de Seus discípulos? Lucas 21:20; Mateus 24: 15 a 20.

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Qual não era, pois, a dor dAquele cujo olhar profético abrangia não os anos mas os séculos! Contemplava Ele o anjo destruidor com a espada levantada contra a cidade que durante tanto tempo fora a morada de Jeová. Do cume do Monte das Oliveiras, no mesmo ponto mais tarde ocupado por Tito e seu exército, olhava Ele através do vale para os pátios e pórticos sagrados, e, com a vista obscurecida pelas lágrimas, via em terrível perspectiva, os muros rodeados de hostes estrangeiras. Ouvia o tropel de exércitos dispondo-se para a guerra. Distinguia as vozes de mães e crianças que, na cidade sitiada, bradavam pedindo pão. Via entregues às chamas o santo e belo templo, os palácios e torres, e no lugar em que eles se erigiam, apenas um monte de ruínas fumegantes. O Grande Conflito, 21.

O futuro estava misericordiosamente velado aos discípulos. Houvessem eles naquela ocasião compreendido perfeitamente os dois terríveis fatos - os sofrimentos e morte do Redentor, e a destruição de sua cidade e templo - teriam sido dominados pelo terror. Cristo apresentou diante deles um esboço dos importantes acontecimentos a ocorrerem antes do final do tempo. Suas palavras não foram então completamente entendidas; mas a significação ser-lhes-ia revelada quando Seu povo necessitasse da instrução nelas dada. A profecia que Ele proferiu era dupla em seu sentido: ao mesmo tempo em que prefigurava a destruição de Jerusalém, representava igualmente os terrores do último grande dia. O Grande Conflito, 25.

Olá amigo(a) leitor(a) estamos editando um estudo sobre o APOCALIPSE e gostariamos da sua participação.

Você viu que temos algumas perguntas e gostariamos de sua resposta envie para prado.7@hotmail.com, basta copiar e colar o estudo no microsoft office word e encaminhar para o endereço de email que teremos o prazer de tirar suas dúvidas com respeito ao estudo do APOCALIPSE.

A equipe do PROJETO PACTO agradece e bom estudo!!

Daniel - Capítulo 2 Parte 1




Daniel - Capítulo 2

Ora no segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve este um sonho; e o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono.

O Senhor em sua providência deu a Nabucodonosor este sonho. Deus tinha uma mensagem para o rei de Babilônia. Tinha representantes de Deus nos palácios de Nabucodonosor mediante os quais ele podia comunicar um conhecimento de si mesmo. Deus não faz acepção de pessoas nem de nações. Seu propósito é salvar a tantos como o desejem, de qualquer tribo ou nação. Ansiava tanto salvar à antiga Babilônia como almejava salvar a Israel.

O sonho tinha o propósito de revelar Nabucodonosor que o decurso da história estava ordenado pelo Altíssimo e sujeito a sua vontade. Ao rei se lhe mostrou a responsabilidade que lhe cabia no grande plano do céu, fim de que tivesse a oportunidade de cooperar voluntária e eficazmente com o programa divino.

As lições de história dadas a Nabucodonosor teriam de instruir às nações e os homens até o fim do tempo. Outros cetros, além do de Babilônia, regeram os povos ao longo dos séculos. A cada nação da antigüidade Deus lhe atribuiu um lugar especial em seu grande plano. Quando os governantes e o povo não aproveitaram sua oportunidade, sua glória foi abatida até o pó. As nações de hoje devessem fazer caso das lições da história passada. Acima das flutuantes cenas da diplomacia internacional, o grande Deus do céu está em seu trono "silenciosa e pacientemente" cumprindo "os desígnios e a vontade dele". Ao fim a estabilidade e a imutabilidade virão quando Deus mesmo, ao terminar o tempo, estabeleça seu reino que nunca será destruído.

Deus se apresentou ao rei Nabucodonosor por meio de um sonho porque, evidentemente, esse era o meio mais efetivo para impressioná-lo com a importância da mensagem assim dada, para ganhar sua confiança e assegurar sua cooperação. Como todos os antigos, Nabucodonosor acreditava em sonhos como um dos meios pelos quais os deuses revelavam sua vontade aos homens. A sabedoria divina sempre procura às pessoas onde estão. Ao comunicar hoje o conhecimento de sua vontade aos homens, Deus pode usar meios menos espetaculares, mas que igualmente servem para cumprir seus bondosos propósitos. Sempre adapta seus métodos para influir sobre os homens de acordo com a capacidade de cada indivíduo e o ambiente da época na qual vive cada um.

0, "estava perturbado". O verbo hebreu que se traduz assim se usa também em Gên. 41: 8. A vivência deste sonho tinha impressionado muitíssimo a Nabucodonosor.

Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os adivinhadores, e os caldeus, para que declarassem ao rei os seus sonhos; eles vieram, pois, e se apresentaram diante do rei.

E o rei lhes disse: Tive um sonho, e para saber o sonho está perturbado o meu espírito.

o Pareceria que o rei estava demasiado afligido pelo desejo de conhecer o sonho e sua interpretação como para usar esta ocasião a fim de provar aos que pretendiam serem seus intérpretes.

o Em sua perplexidade, Nabucodonosor reuniu os seus sábios - "os magos, e os astrólogos, e os encantadores, e os caldeus" - e pediu-lhes auxílio. "Tive um sonho", disse ele, "e para saber o sonho está perturbado o meu espírito." Com esta declaração da sua perplexidade, exigiu deles que lhe revelassem o que poderia trazer-lhe tranqüilidade à mente.

Os caldeus disseram ao rei em aramaico: ó rei, vive eternamente; dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação.

Respondeu o rei, e disse aos caldeus: Esta minha palavra é irrevogável se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo;

Mas se vós me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas, recompensas e grande honra. Portanto declarai-me o sonho e a sua interpretação.

O sonho lhe foi tirado ao rei a propósito, para que os sábios não lhe dessem uma falsa interpretação.

Agora entra em ação o poder divino.

Responderam pela segunda vez: Diga o rei o sonho a seus servos, e daremos a interpretação.

Respondeu o rei, e disse: Bem sei eu que vós quereis ganhar tempo; porque vedes que a minha palavra é irrevogável.

Se não me fizerdes saber o sonho, uma só sentença será a vossa; pois vós preparastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude o tempo. Portanto dizei-me o sonho, para que eu saiba que me podeis dar a sua interpretação.

Responderam os caldeus na presença do rei, e disseram: Não há ninguém sobre a terra que possa cumprir a palavra do rei; pois nenhum rei, por grande e poderoso que fosse, tem exigido coisa semelhante de algum mago ou encantador, ou caldeu.

A coisa que o rei requer é difícil, e ninguém há que a possa declarar ao rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne mortal.

Esses sábios pretendiam estar em comunicação com certos deuses, tais como deidades subordinadas que se supunha mantinham relação com os homens, mas que os deuses superiores eram inacessíveis. Em todo caso, os caldeus revelaram as limitações de sua capacidade.

Em qualquer caso, os caldeus admitiram francamente que reconheciam uma inteligência superior, uma mente ou mentes mestras que tinham uma sabedoria muito mais elevada do que a dos seres humanos. Esta confissão de fracasso proporcionou a Daniel uma excelente oportunidade para revelar algo do poder do Deus a quem ele servia e adorava.

Então o rei muito se irou e enfureceu, e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia.

A severidade do castigo não estava fora de tom com os costumes desses tempos. No entanto, era um passo temerário do rei porque os homens cuja morte tinha ordenado constituíam a classe mais culta da sociedade.

Saiu, pois, o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos.

Então Daniel falou avisada e prudentemente a Arioque, capitão da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios de Babilônia; pois disse a Arioque, capitão do rei: Por que é o decreto do rei tão urgente? Então Arioque explicou o caso a Daniel.

Ao que Daniel se apresentou ao rei e pediu que lhe designasse o prazo, para que desse ao rei a interpretação.

O pedido de Daniel era diferente do dos caldeus. Os sábios exigiam que o rei lhes relatasse o sonho. Daniel simplesmente pediu tempo e assegurou ao rei que lhe daria a interpretação.

Então Daniel foi para casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, juntamente com o resto dos sábios de Babilônia.

o Daniel e seus colegas podiam acercar-se a Deus com fé vigorosa e confiança implícita porque, até onde eles sabiam e podiam, estavam vivendo de acordo com sua vontade revelada (ver 1 João 3: 22). Sabiam que estavam no lugar onde Deus queria que estivessem e que estavam fazendo a obra que o céu lhes tinha dado. Se anteriormente tivessem claudicado em seus princípios e tivessem cedido às tentações que continuamente lhes rodeavam na corte real, não poderiam ter esperado uma intervenção divina tão manifesta nesta crise.

Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; pelo que Daniel louvou o Deus do céu.

Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque são dele a sabedoria e a força.

Ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; é ele quem dá a sabedoria aos sábios e o entendimento aos entendidos.

Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.

Deus de meus pais, a ti dou graças e louvor porque me deste sabedoria e força; e agora me fizeste saber o que te pedimos; pois nos fizeste saber este assunto do rei.

E eles não suplicaram em vão. O Deus a quem tinham honrado, honrava-os agora. O Espírito do Senhor repousou sobre eles, e a Daniel, "numa visão da noite", foi revelado o sonho do rei e seu significado.

Ao receber a revelação divina, o primeiro pensamento de Daniel foi dar o louvor ao Revelador de segredos; um digno exemplo do que devessem fazer todos os que recebem grandes bênçãos do Senhor.

O Senhor se deleita em conceder sabedoria aos que a usarão corretamente. Fez isto em favor de Daniel e o fará em benefício de todo aquele que confie plenamente nele.

Deus se revela na natureza (Sal. 19), nas vivências pessoais, por meio do dom profético e outros dons do Espírito (I Cor. 12), e em sua Palavra escrita.

As coisas que estão além do entendimento humano até sua revelação. O que o homem não pode ver não está escondido para a vista de Deus.

Ainda que o sonho tivesse sido revelado a Daniel, ele não se atribui todo o mérito, senão que inclui a seus colegas, que oraram com ele.